O fio das missangas

Registered by Lem-Lisboa of Lisboa - City, Lisboa (cidade) Portugal on 5/16/2009
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Journal Entry 1 by Lem-Lisboa from Lisboa - City, Lisboa (cidade) Portugal on Saturday, May 16, 2009
Livro e contos do escritor moçambicano.

Journal Entry 2 by Lem-Lisboa at Feira do Livro in Lisboa - City, Lisboa (cidade) Portugal on Saturday, May 16, 2009

Released 10 yrs ago (5/15/2009 UTC) at Feira do Livro in Lisboa - City, Lisboa (cidade) Portugal

WILD RELEASE NOTES:

WILD RELEASE NOTES:

Libertado no Pavilhão Bookcrossing/LEM - Lisboa Encruzilhada de Mundos na Feira do Livro de Lisboa, entre 30 de Abril e 17 de Maio, no Parque Eduardo VII em Lisboa

Journal Entry 3 by Jota-P from Sacavém, Lisboa (distrito) Portugal on Saturday, May 16, 2009
Acho que um livro de Mia Couto nunca desilude, daí que não tenha resistido a trazer este comigo. Espero lê-lo brevemente. Depois, faço com que continue a sua viagem pelo mundo. Obrigado a quem o disponibilizou na Tenda Bookcrossing/LEM.

Journal Entry 4 by Jota-P from Sacavém, Lisboa (distrito) Portugal on Sunday, May 31, 2009
Este é o segundo livro de contos que leio de Mia Couto e, pela segunda vez, me rendo ao encantamento com que o autor nos prende desde a primeira linha até à última.

É difícil escolher um conto preferido, pois todos estão tão bem escritos que nos invadem os sentimentos. Não há um único que nos deixe indiferentes. De facto, cheguei até a ficar chocado com algumas das histórias que aqui são contadas e que abordam temas tão distantes como a mendicidade, o incesto, a infância perdida, a traição, o amor, a morte. Por outro lado, há histórias muito ternurentas e que nos fazem sonhar. Que outro escritor, em tão poucas palavras (os contos que aqui estão publicados raramente ocupam mais de três páginas!), nos consegue marcar tão profundamente?

Mia Couto é, sem dúvida, um dos autores de referência da literatura lusófona de que eu mais gosto. Escusado será dizer que recomendo este livro.

Journal Entry 5 by Jota-P at Lisboa - City, Lisboa (cidade) Portugal on Monday, June 01, 2009

Released 10 yrs ago (6/1/2009 UTC) at Lisboa - City, Lisboa (cidade) Portugal

CONTROLLED RELEASE NOTES:

Oferecido a uma amiga não bookcrosser que me disse gostar dos poemas de Mia Couto.

Este livro foi libertado com o objectivo viajar de mão em mão, em busca de novos leitores. Faz uma breve nota a explicar como ele chegou até ti e outra quando terminares de o ler (para ficarmos a saber a tua opinião) e de seguida volta a libertá-lo, para que outros possam lê-lo.

Se entretanto decidires registar-te e fazer parte desta comunidade, podes sempre contar com a minha ajuda no que for preciso. Não te esqueças também de visitar o site de apoio português.

Lê e Liberta! Faz do Mundo uma Biblioteca!

Journal Entry 6 by Lis6 on Wednesday, July 15, 2009
Olá Jota-P, muito obrigada pela oportunidade que me deste (a mim e ao meu namorado, que como sabes fizemos a respectiva leitura juntos) de conhecer os contos daquele cuja poesia já me tinha apaixonado!

Mia Couto é sem dúvida um dos artistas da nossa cultura contemporânea que se destaca subtil mas firmemente no oceano da escrita! Escrita rica e simples em simultâneo, leva-nos a viver através de "O Fio das Missangas" uma série de personagens que ficam a habitar-nos...

De seguida irei dar este livro a uma amiga que conheci em conjunto com o Jota-P, espero que seja do teu agrado e depois, faço minhas as palavras do Jota-P "Depois... Lê e Liberta! Faz do Mundo uma Biblioteca!"

Termino com um dos primeiros poemas que li de Mia Couto e que de imediato me tornaram sua leitora atenta:

Pergunta-me

"Pergunta-me
se ainda és o meu fogo
se acendes ainda
o minuto de cinza
se despertas
a ave magoada
que se queda
na árvore do meu sangue

Pergunta-me
se o vento não traz nada
se o vento tudo arrasta
se na quietude do lago
repousaram a fúria
e o tropel de mil cavalos

Pergunta-me
se te voltei a encontrar
de todas as vezes que me detive
junto das pontes enevoadas
e se eras tu
quem eu via
na infinita dispersão do meu ser
se eras tu
que reunias pedaços do meu poema
reconstruindo
a folha rasgada
na minha mão descrente

Qualquer coisa
pergunta-me qualquer coisa
uma tolice
um mistério indecifrável
simplesmente
para que eu saiba
que queres ainda saber
para que mesmo sem te responder
saibas o que te quero dizer."

Boas leituras...

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