As Velas Ardem Até Ao Fim

by Sandor Marai | Literature & Fiction |
ISBN: Global Overview for this book
Registered by marialeitora of Vila Real, Vila Real Portugal on 4/9/2009
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Journal Entry 1 by marialeitora from Vila Real, Vila Real Portugal on Thursday, April 09, 2009
Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam de música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular...

e fiz um ring...

Inscritos:
-pipa87
-Fern2005
-EvaLunaSylva
-Tarsys
-Libelinhar
-Maggie1984----------------- está aqui!
-aonja
-kizmiaz

Journal Entry 2 by pipa87 from Aveiro, Aveiro Portugal on Friday, April 17, 2009
Já está comigo.
Ainda estou a meio de um ring mesmo graaande e vou demorar um bocadinho a pegar neste livro, mas penso que depois a leitura é rápida.
Muito obrigado por pores este livro a circular.

Journal Entry 3 by pipa87 from Aveiro, Aveiro Portugal on Tuesday, April 28, 2009
Gostei muito do livro, tem uns pensamentos belos sobre a amizade!
Houve algumas partes que me custaram mais a ler, talvez por não estar tão inspirada, mas no geral gostei e é um livro que vale apena, nem que seja para reflectir um pouco sobre o que é a verdadeira amizade.
Obrigada pela partilha, estou a aguardar resposta da Fern2005

Journal Entry 4 by Fern2005 from Parede, Lisboa (distrito) Portugal on Friday, May 08, 2009
Recebido hoje.
Obrigada pela oportunidade marialeitora, e obrigada pelo envio Pipa87.

Vou tentar ser breve.

Journal Entry 5 by Fern2005 from Parede, Lisboa (distrito) Portugal on Wednesday, May 20, 2009
Este é um livro estranho, mas ao mesmo tempo interessante.
Dois homens de idade avançada, amigos desde a infância, encontram-se ao fim de 41 anos sem se verem. Um diálogo (quase monólogo) se enceta e diversas considerações nos são apresentadas sobre as razões que levaram ao afastamento de um deles há 41 anos atrás.
“As Velas Ardem Até ao Fim” pode ser uma leitura um pouco maçadora, mas pontualmente somos surpreendidos com algumas preciosidades. Deixo aqui um exemplo, sobre a amizade. Percam um pouco do vosso tempo e apreciem, porque como diz o autor “só através dos pormenores podemos perceber o essencial, aprendi assim nos livros e na vida. É preciso conhecer os detalhes, porque nunca sabemos qual deles é importante, quando pode uma palavra iluminar um facto”.


Pág. 80
(…) – Era bom saber – continua, como se discutisse consigo próprio -, se existe amizade realmente? Não me refiro àquele prazer ocasional que faz com que duas pessoas fiquem contentes porque se encontraram, porque num determinado período das suas vidas pensavam da mesma maneira sobre certas questões, porque os seus gostos são semelhantes e os seus passatempos iguais. Nada disso é amizade. Às vezes, chego a pensar que essa é a relação mais forte na vida… talvez por isso seja tão rara. E o que há no seu fundo? Simpatia? É uma palavra imprópria, sem sentido, o seu conteúdo não pode ser suficientemente forte para que duas pessoas intervenham em defesa um do outro nas situações mais críticas da vida… apenas por simpatia? Talvez seja outra coisa… (…)
(…) A amizade, pensava eu, é a relação mais nobre que pode haver entre os seres vivos humanos. É curioso, os animais conhecem-na também. Existe amizade, altruísmo, solidariedade entre os animais. (…) Os seres vivos organizam-se para prestar ajuda mútua… às vezes, têm dificuldades em ultrapassar os obstáculos que enfrentam nas suas intervenções de auxílio, mas sempre há criaturas fortes, prontas a ajudar em todas as comunidades vivas. Encontrei centenas de exemplos disso no mundo animal. Entre pessoas, vi menos exemplos. Para ser mais exacto, não vi nenhum. As simpatias que vi nascer entre pessoas diante dos meus olhos, acabaram sempre por se afogar nos pântanos do egoísmo e da vaidade. A camaradagem, o companheirismo, às vezes parecem amizade. Os interesses comuns por vezes criam situações humanas que são semelhantes à amizade. E as pessoas também fogem da solidão, entrando em todo o tipo de intimidades de que, a maior parte das vezes, se arrependem, mas durante algum tempo podem estar convencidas que essa intimidade é uma espécie de amizade. Naturalmente nesses casos não se trata de verdadeira amizade. Uma pessoa imagina que a amizade é um serviço. O amigo, assim como o namorado, não espera recompensa pelos seus sentimentos. Não quer contrapartidas, não considera a pessoa que escolheu para ser seu amigo como uma criatura irreal, conhece os seus defeitos e assim o aceita, com todas as suas consequências. Isso seria o ideal. E na verdade, vale a pena viver, ser homem, sem esse ideal? E se um amigo falha, porque não é um verdadeiro amigo, podemos acusá-lo, culpando o seu carácter, a sua fraqueza? Quanto vale aquela amizade, em que só amamos o outro pela sua virtude, fidelidade e perseverança? Quanto vale qualquer afecto que espera recompensa? Não seria nosso dever aceitar o amigo infiel da mesma maneira que o amigo abnegado e fiel? Não seria isso o verdadeiro conteúdo de todas as relações humanas, esse altruísmo que não quer nada e não espera nada, absolutamente nada do outro? E quanto mais dá, menos espera em troca? (…)

Obrigada mais uma vez marialeitora pela oportunidade!
Vou contactar a aoja para que siga viagem.
:)

Journal Entry 6 by EvaLunaSylva from Ribeira Brava, Madeira Portugal on Thursday, May 28, 2009
Está comigo!
Obrigada às duas :-D

Journal Entry 7 by EvaLunaSylva from Ribeira Brava, Madeira Portugal on Sunday, June 14, 2009
Confesso que se o livro não fosse tão pequenino era daqueles que seria abandonado a meio da leitura.
A história não me cativou e o autor perde-se em divagações e até algumas teorias um pouco incoerentes, na minha opinião, claro.
O único ponto positivo foi o conceito idílico da amizade vivida pelos dois amigos, na juventude, mas até isso o autor conseguiu denegrir, devido à traição infringida :-S
Já contactei a Tarsys por pm e por mail, mas ainda não obtive resposta.
Obrigada pela partilha marialeitora. Assim que tiver luz verde, segue viagem :-)
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(16-06-2009)
Seguiu hoje viagem para a Tarsys.

Journal Entry 8 by Tarsys from Barreiro, Setúbal Portugal on Monday, June 22, 2009
Já está comigo ,para ler assim que possivel

Journal Entry 9 by Tarsys from Barreiro, Setúbal Portugal on Tuesday, June 30, 2009
Sinceramente não foi um livro muito bem lido ,foi mais despachado e é bem pequeno.
Nunca pensei que alguém com 70 anos conseguisse falar tanto de uma só vez,só mesmo na ficção creio.
E esperar 40 anos para confirmar uma traição?ok ,ok pode ser um objectivo para se manter vivo.
Segue viagem assim que tenha luz verde

Journal Entry 10 by Libelinhar from São Domingos de Rana, Lisboa (distrito) Portugal on Wednesday, July 22, 2009
Já chegou!
Obrigada marialeitora e Tarsys.

Journal Entry 11 by Libelinhar from São Domingos de Rana, Lisboa (distrito) Portugal on Monday, October 19, 2009
Peço desculpa pelo tempo que retive o livro.
Segue viagem para a ichigochi.

Boas leituras!

Journal Entry 12 by ichigochi from Vila Nova de Gaia, Porto Portugal on Tuesday, October 27, 2009
Chegou ontem.
Obrigada marialeitora e Libelinhar.

Journal Entry 13 by ichigochi from Vila Nova de Gaia, Porto Portugal on Friday, December 04, 2009
Já o li há cerca de um mês. Devia ter comentado logo, quando ainda tinha as sensações frescas... :)

Tanto quanto me lembro, foi a primeira vez que li um autor húngaro e, para estreia, não esteve mal :)
A única parte que me causou alguma estranheza foi a do monólogo (que dura enquanto as velas ardem...) No início dessa "conversa" estava sempre à espera de ouvir a versão do interlocutor, confirmando ou negando as suspeitas do amigo. Mas depois, no final, fiquei a pensar que talvez a ideia fosse precisamente a de que isso não era necessário, porque não poderia haver outra versão. Afinal o amigo conhecia-o intimamente e, no fundo, não se tratava de descobrir a verdade mas de questionar o significado e a importância da amizade (e do amor) na "big picture" de toda uma vida...

Obrigada pela partilha, marialeitora.
A aonja preferiu não receber o livro porque iria demorar muito tempo a lê-lo.
Assim, enviei-o para a Maggie1984 que me tinha passado a vez. Já o pus no correio há 2 dias.

Journal Entry 14 by Maggie1984 on Saturday, December 12, 2009
Já está comigo. Obrigada, meninas.

Journal Entry 15 by marialeitora from Vila Real, Vila Real Portugal on Wednesday, March 10, 2010
e regressou a casa!

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