Bebendo o mar

Registered by Biosbardo of Poio, Pontevedra Spain on 1/31/2006
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5 journalers for this copy...
Journal Entry 1 by Biosbardo from Poio, Pontevedra Spain on Tuesday, January 31, 2006
Francis, tradutor galego radicado na Califórnia, conhece Rose, informática e irlandesa. Martin, o seu editor americano, pede-lhe para traduzir para o inglês a sua obra do momento: trata-se de um tal Saramago que, nesse ano, vai ser de certeza o Prémio Nobel. A obra desse ainda desconhecido escritor português chama-se "Ensaio sobre a Cegueira". Entretanto, Francis esconde durante algum tempo a doença progressiva que o acompanha na tradução: a sua própria cegueira, diagnosticada recentemente...

Obra irónica, simultaneamente rigorosa e emocional, plena de referências portuguesas e brasileiras, mostra uma trama de amor e confusão, uma viagem iniciática e uma procura constante de equilíbrio.

Journal Entry 2 by Biosbardo from Poio, Pontevedra Spain on Thursday, February 09, 2006
Alguns escritores galegos olham para os vizinhos da margem sul do Minho, para o quê se mexe em Portugal. Mas Galiza é uma feliz excepção, porque não acontece o mesmo em Espanha, para quem Portugal é uma grande desconhecida, e também não há muito interesse por ampliar o conhecemento do país irmão.
Este escritor faz muitas referências a pontos comúns a Galiza e Portugal: a emigração, a saudade...
Além do mais, este escritor é também médico e biológo, e o livro tem por isso referências científicas a animais e doenças.

Journal Entry 3 by Biosbardo from Poio, Pontevedra Spain on Friday, February 10, 2006
Faço um bookray.

Lista de inscritos:
1)anamae
2)nninoca
3)Pequete
4)Jota-P
5)marconstantino
...)Máis alguem??

Journal Entry 4 by Biosbardo at Bookray in BOOKRAY, Bookray -- Controlled Releases on Friday, February 17, 2006

Released 13 yrs ago (2/17/2006 UTC) at Bookray in BOOKRAY, Bookray -- Controlled Releases

WILD RELEASE NOTES:

RELEASE NOTES:

Começa a sua viagem!!
Boas leituras!!!!

Journal Entry 5 by anamae on Thursday, February 23, 2006
Recebi agora o teu livrito. Vou já já começar a lê-lo. Obrigada por o partilhares comigo. Beijinhos

Journal Entry 6 by anamae on Thursday, March 02, 2006
Acabei agora de ler o livro.

Gostei da escrita mas não apreciei muito a história. Achei-a muito fatalista,
demasiado egocentrica (apesar de concordar que o tema se proporcionava para), excessivamente febril.
Houve partes pontuais de que gostei. Passo a transcrever uma das:

(...)"Há diferentes tipos de morte. Algumas não consideram a necessidade de mudança fugaz em direcção a um ilusório mundo melhor. Outras são certamente mudança, mas nem fugaz nem a melhor, mas devagar e em direcção à dúvida ou ao esquecimento. Aquela era uma morte anunciada, como tantas outras na realidade ou na ficção. Não uma morte total, de desmembramento e rigidez de cadáver, nem sequer uma morte psiquica de Alzheimer familiar e desordem nos circuitos da memória, Não. Aquela era uma morte parcial, de membro amputado e frieza de cálculo, de sistema de referencias abortado, de negação do conhecimento estruturado em formas e cores, em silhuetas e relevos, em prespectivas e composições luminosas, em sombras que se projectam e que avançam. Uma morte demarcada por sensações e medidas." (...)

Obrigada por teres partilhado o livro comigo. Seguirá para Pequete porque a nninoca pediu para ser passada, para já. Beijinhos e, mais uma vez obrigada.

Journal Entry 7 by Pequete from Bragança, Bragança Portugal on Wednesday, March 08, 2006
Acabou de chegar. Estou a acabar o Iacobus e este é o que se vai seguir. Obrigada anamae.

Journal Entry 8 by Pequete from Bragança, Bragança Portugal on Thursday, April 13, 2006
Ao contrário da anamae, eu gostei da história, mas não gostei nada da escrita. Descrições demasiado longas, caracterizações demasiado pormenorizadas de personagens que só aparecem uma vez e depois não contribuem nada para a história (caso de muitos dos que aparecem na festa de despedida), informações repetidas e redundantes. E também não gostei da tradução. Expressões como "meu rei" que surgem repetidamente nos diálogos e nunca se utilizam em português, maleta em vez de mala, knight traduzido como cavalheiro... são apenas algumas. Fica-me a dúvida se o meu problema relativamente à escrita do autor não se deverá em parte também à tradução. Acho que preferia ter lido o livro em galego... De qualquer forma, obrigada, biosbardo, pela oportunidade de descobrir este autor. Estou agora à espera de notícias da ninnoca, uma vez que nem o Jota-P nem o marconstantino o podem receber de momento.

Journal Entry 9 by Jota-P from Sacavém, Lisboa (distrito) Portugal on Thursday, April 20, 2006
Estava hoje na caixa do correio. Começo a lê-lo assim que puder.
Obrigado Pequete pelo envio.

Journal Entry 10 by Jota-P from Sacavém, Lisboa (distrito) Portugal on Saturday, May 06, 2006
Decidi inscrever-me neste BookRay porque nunca tinha lido nenhum autor galego. E a Galiza aqui tão perto... Poucas são as obras que nos chegam dessa região a norte que connosco partilha alguns traços culturais. Vi neste livro uma oportunidade de conhecer (não cabalmente, é claro, pois um livro não chega para isso) o que se anda a passar na margem norte do Minho, em termos literários.

Chegado ao fim, posso dizer que, não tendo sido este o melhor livro que li na minha vida, já li alguns bem piores do que este.
A narração é um pouco cerrada e é necessário um certo esforço para a seguir. Porém, o tipo de escrita do autor não deixou de me agradar, exceptuando uma ou outra passagem descabida: "Tinha de se familiarizar com o autor, com o seu vocabulário, com a sua sintaxe e o seu ritmo diapáusico, de larva ou imago, de panzer coleóptero (...)" ou então "Abraçando-se forte como hifas de cogumelos ou rizomas escamosos de pteridófitas quaternárias". Tudo bem que o autor seja biólogo, mas não me parece que se tenha saído muito bem a usar estas imagens.

É também curioso ver que o autor é um conhecedor da cultura lusófona (nomeadamente da música e de um ou outro escritor brasileiros, mas também de alguma música portuguesa e, claro, de Saramago).

Julgo igualmente que o livro não é completamente vazio de significado, pois ali são abordados muitos temas que dão que pensar: o enraizamento à nossa terra-mãe - por mais que queiramos o contrário, sentir-nos-emos sempre estranhos em terra de estranhos e quereremos sempre regressar à terra que nos viu nascer -, as relações humanas, o amor, a solidão, a vida, a morte...

Só tenho mesmo pena que a dada altura (capítulo 7), nos seja dada uma ideia errada da cegueira... O narrador diz-nos praticamente que quem não vê é um inútil, e esse discurso da inutilidade sinceramente não me agradou muito. Por essa altura, a história chega também a tornar-se um pouco monótona porque demasiado repetitiva ou porque se detém em pormenores desnecessários... E este é daqueles livros que parece que se lêem rapidamente, mas que, afinal, depois de lermos umas quantas páginas, parece é que nunca mais chegamos ao fim.

No entanto, como não tinha expectativas nenhumas para com este livro, julgo que o saldo final até foi positivo, uma vez que me conseguiu surpreender: o ponto de partida para a história é bastante bom (se bem que, porventura, poderia ter sido mais bem aproveitado). Enfim...

Obrigado Biosbardo pela oportunidade de ler este livro. A nninoca continua sem disponibilidade para recebê-lo agora, pelo que entrei em contacto com o marconstantino e estou agora à espera de resposta para o fazer seguir viagem.

Journal Entry 11 by Jota-P from Sacavém, Lisboa (distrito) Portugal on Tuesday, May 09, 2006
O livro seguiu hoje para o marconstantino.

Journal Entry 12 by marconstantino on Monday, May 15, 2006
Chegou!
Obrigada Jota-P e Biosbardo.

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