Cem Anos de Solidão

by Gabriel Garcia Marques | Literature & Fiction |
ISBN: Global Overview for this book
Registered by wingcontowing of Lisboa (city), Lisboa (distrito) Portugal on 7/3/2005
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Journal Entry 1 by wingcontowing from Lisboa (city), Lisboa (distrito) Portugal on Sunday, July 03, 2005
Palavras para quê?
"Obra-prima da literatura contemporânea, foi o romance que consagrou definitivamente G.G.Marquez como um dos maiores escritores do nosso tempo."

Journal Entry 2 by wingcontowing from Lisboa (city), Lisboa (distrito) Portugal on Monday, April 14, 2008
Este é um daqueles livros que nos faz perceber porque é que se fala em "génios da literatura" e em "obras-primas"!
A sensação que tenho é que tudo e mais qualquer coisa que eu possa dizer sobre este livro será sempre necessariamente pouco e pouco expressivo, perante tamanha riqueza literária...

Ainda assim:
O livro conta a história dos Buendía, família Colombiana criadora da aldeia fictícia de Macondo, acompanhando-a ao longo de sete gerações (será que contei bem? Às vezes perdia-me no meio de tantas gerações coexistentes no tempo) recheadas de solidão, magia, amor, ódio, guerras, pragas, incestos, homicídios, sexualidade, política, religião e tantas outras coisas que acabam por levar os seus descendentes numa viagem admirável alcançando tanto grandes feitos e glórias como grandes desilusões e fracassos.
É uma história onde o tema dominante é exactamente a solidão. Ao longo de todo livro o autor imprime à acção uma manipulação temporal incrível, alternando períodos de rápida evolução com outros em que temos a sensação que tudo estagnou deixando as personagens abandonadas e a viver esquecidas e desprovidas de qualquer poder para alterar um destino que acaba por estar patente desde as primeiras páginas do livro.
Em cada página está presente o realismo-mágico com que GGM introduz os elementos do fantástico no quotidiano de cada personagem e essa é uma das características mais fascinantes deste livro: o contraste entre episódios banais de tarefas domésticas e os acontecimentos mágicos como um padre levitante e tapetes voadores, é conseguido de uma forma peculiar e equilibrada o suficiente para não cair no exagero ou no simples disparate, mas suficientemente presente para exaltar a nossa imaginação, fazendo-nos encarar com naturalidade a coexistência de mitos e presságios com elementos científicos e modernos, feita de uma forma inteligente e em alguns casos hilariante.

Depois de o ler, percebi perfeitamente o facto de GGM ter considerado como crucial para apurar a sua técnica narrativa a leitura de "Pedro Páramo", do mexicano Juan Rulfo, livro que adorei ler, muito pelos mesmos motivos.

Não consigo deixar de aqui transcrever a última frase do livro, absolutamente fantástica:
"No entanto, antes de chegar ao verso final, já tinha percebido que não sairia nunca desse quarto, pois estava previsto que a cidade dos espelhos (ou das miragens) seria arrasada pelo vento e desterrada da memória dos homens no momento em que Aureliano Babilonia acabasse de decifrar os pergaminhos, e que tudo o que neles estava escrito era irrepetível desde sempre e para sempre, porque as estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a Terra."

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