Um detalhe menor

by Adania Shibli | Literature & Fiction |
ISBN: Global Overview for this book
Registered by wingiruswing of Bragança, Bragança Portugal on 1/5/2024
Buy from one of these Booksellers:
Amazon.com | Amazon UK | Amazon CA | Amazon DE | Amazon FR | Amazon IT | Bol.com
7 journalers for this copy...
Journal Entry 1 by wingiruswing from Bragança, Bragança Portugal on Friday, January 5, 2024
"No verão de 1949 - um ano depois da Nakba, a catástrofe que expulsou mais de 700 mil palestinianos das suas terras, e que os israelitas celebram como a Guerra da Independência -, uma unidade de soldados israelitas, ataca um grupo de beduínos no deserto do Negueve, dizimando-o. Entre as vítimas encontra-se uma adolescente que sobrevive ao massacre. É capturada e violada, e depois assassinada e enterrada na areia. É a manhã de 13 de agosto de 1949.

Muitos anos mais tarde, quase na atualidade, uma jovem mulher em Ramallah descobre acidentalmente uma breve menção a esse crime brutal. Obcecada com o assunto, não só devido à natureza macabra do caso, mas também devido ao detalhe menor de ter acontecido precisamente vinte e cinco anos antes de ela nascer, irá embarcar numa viagem para tentar desvendar alguns - dos detalhes que envolvem o crime."

Ainda não consegui digerir bem este livro para dar a minha opinião. É um livro lento, cheio de detalhes, gestos que se repetem, descrição da paisagem, do nascer e do pôr do sol, de cães que parecem estar sempre a anunciar a desgraça.
Na segunda parte, ficamos a par de tudo o que os palestenianos têm de fazer para simplesmente viver (saltar muros para entrar no escritório onde se trabalha, racionar a água, estar confinada a áreas de deslocação no seu país, habituar-se ao pó das explosões) e como o medo é um companheiro constante.

Vencedora do prémio alemão LiBeraturpreis, a sua entrega na Feira de Frankfurt deste ano foi adiada, pelos atos terrorristas do Hamas, mas também porque alguns o consideram um livro anti-semita.
Pode um livro que se limita a retratar a realidade ser catalogado assim?

Journal Entry 2 by wingiruswing at Bragança, Bragança Portugal on Friday, January 5, 2024
Vai sair em Bring:

- conto
- ichigochi
- maria-nunes
- cometa54
- arvores
- pequete

Journal Entry 3 by wingcontowing at Lisboa (city), Lisboa (distrito) Portugal on Saturday, January 13, 2024

Chegou.
A largar tudo o mais para o "despachar" para o próximo da lista, sem me perder nas outras 30 leituras que aqui tenho a acumular ;-)

Journal Entry 4 by wingcontowing at Lisboa (city), Lisboa (distrito) Portugal on Monday, January 15, 2024
Concordo plenamente com a irus, não é fácil falar sobre este livro, terminada a sua leitura.
Li-o em duas penadas, primeiro umas páginas e depois tudo o resto e gostei das repetições e dos detalhes que tanto sentido fazem.
Ainda assim, acho que o que mais gostei foi de verificar, uma vez mais e em jeito de confirmação do que sempre penso, que não é necessário descrever o horror e todos os seus pormenores, sendo bem mais eficaz, mais poderoso e simultaneamente bonito, deixar entrever, dar a entender. A autora não deixa de dar o necessário murro no nosso estômago, mas fá-lo com delicadeza. Aquela última página...
Muito obrigada pela oportunidade de o ler!
A seguir para a Ichi em breve.

Journal Entry 5 by ichigochi at Vila Nova de Gaia, Porto Portugal on Wednesday, January 24, 2024
Chegou hoje.
Obrigada pela partilha, irus, e pelo envio, conto. :)

Journal Entry 6 by ichigochi at Vila Nova de Gaia, Porto Portugal on Sunday, February 18, 2024
Também sinto dificuldade em opinar sobre este livro.
Concordo com a conto quando diz que é eficaz em impressionar, sem ser gráfico, e com a pergunta pertinente da irus sobre se um livro que se limita a retratar a realidade pode ser catalogado como anti-semita.

De resto, fiquei com bastante curiosidade sobre as opções da escritora para contar esta história. O paralelismo entre as 2 partes do livro é evidente, mas contrastam imenso na forma como são narradas -- de uma voz na terceira pessoa, distante e sem emoção, focada nas ações do oficial, para uma voz na primeira pessoa, que nos dita o que vai na cabeça e na alma da protagonista...
Também fiquei a pensar no significado de introduzir na história a mordedura de um animal (inseto?) ao oficial e do desconforto que lhe causa, o que acaba por ocupar bastante espaço na primeira parte do livro. Será uma forma de reduzir ainda mais a rapariga à sua "insignificância", aos olhos do oficial?

Obrigada pela oportunidade de ler este livro, a minha primeira leitura de um autor da Palestina.
O livro vai seguir para a Maria-Nunes nos próximos dias.

ETA: Depois de escrever isto, fui procurar eventuais declarações da autora sobre o livro e encontrei uma conversa no Youtube, aquando da apresentação da tradução para inglês, em 2020. Deixo aqui o link, para o caso de terem curiosidade:
https://www.youtube.com/watch?v=PFAZm22dg4Q
(Cerca do minuto 45, ela responde a uma pergunta precisamente sobre o significado da ferida do oficial.)

Journal Entry 7 by wingMaria-Nuneswing at Lisboa - City, Lisboa (cidade) Portugal on Friday, February 23, 2024
Chegou hoje.
Obrigada.
A ler asap

Journal Entry 8 by wingMaria-Nuneswing at Lisboa - City, Lisboa (cidade) Portugal on Wednesday, February 28, 2024
Gostei muito da segunda parte do livro, apesar da realidade descrita, e o final chocou-me mesmo.
Muito obrigada pela partilha.
Seguirá em breve para a próxima da lista.

Journal Entry 9 by cometa54 at Setúbal, Setúbal Portugal on Thursday, March 7, 2024
Obrigada.
Receb o livro e vou lê-lo já.
Espero não ficar com ele cá e daar-lhe logo seguimento para quem se segue.

Journal Entry 10 by cometa54 at Setúbal, Setúbal Portugal on Saturday, March 16, 2024
Com náuseas (verdadeiras) quando terminei.
Demorei bastante tempo com a primeira parte : lia e voltava atrás porque havia palavras que acabei por não perceber se era da tradução, da minha cabeça ou, não sei.
De acordo com a conto, há que tempos que é assim, a força do não explícito.
Só me sairam palavras soltas e hoje continuo assim.
... a estratégia da aranha ... os muros... o cheiro a gasolina ... o medo ... os cães ... ... os caminhos ... e os pormenores que nunca interessam...o Nada.

Procurei informações sobre a escritora e li esta entrevista, acho que vale a pena

https://www.eldiario.es/cultura/libros/falso-novela-propague-violencia-israelies_129_10876997.html

Vou ver se pode seguir para o árvores.

Obrigada por esta oportunidade.

Journal Entry 11 by wingarvoreswing at Belmonte, Castelo Branco Portugal on Tuesday, March 19, 2024
Já está comigo. Este e outros trezentos milhões que tenho que ler nas próximas três semanas, até voltar à ilha. Não vai acontecer, como é óbvio. Há-de haver vários a viajar comigo, bem aconchegados entre roupas cheirosas e pedaços de esperança (a primavera, para mim, é a única esperança).
Já percebi que vou levar uns valentes murros. Logo agora que estou tão frágil. Mas, é a vida. A gente habitua-se. Será?
Obrigado. Vou passar este à frente dos outros trezentos milhões. Afinal, as democracias já não são o que eram.

Journal Entry 12 by wingarvoreswing at Porto Santo (ilha), Madeira Portugal on Monday, May 13, 2024
Sim, compreendo a ideia da teia que todos envolve, compreendo a gravidade do que é relatado. Mas, devo dizer que não me cativou nem me impressionou nada esta escrita. Lamento. Provavelmente, pertenço ao grupo dos que gostam do amarelo. Ou, então, a culpa é do tradutor. Ou dos astros. Sei lá!

Vai seguir para a Pequete ASAP.

Journal Entry 13 by wingarvoreswing at Porto Santo (ilha), Madeira Portugal on Tuesday, May 21, 2024
Enviado hoje para a Pequete.
Boas leituras!

Journal Entry 14 by Pequete at Bragança, Bragança Portugal on Tuesday, May 28, 2024
Já está comigo, muito obrigada, Árvores!

Journal Entry 15 by Pequete at Bragança, Bragança Portugal on Wednesday, May 29, 2024
Fiquei bastante desapontada com este livro. Apesar de preferir as escritas simples e despojadas (Hemingway, Munro…) o que encontrei aqui não foi tanto uma escrita elegante na sua simplicidade, mas antes o que me pareceu uma escrita básica, simplista e entediantemente repetitiva. Talvez o facto de o original ser escrito em árabe, e isso poder, de alguma forma, dificultar a tradução, tenha tido a sua influência, lembro-me de ter tido uma sensação semelhante ao ler, há pouco tempo, o Périplo pelos Bares do Mediterrâneo, do tunisino Ali Duaji.

Tentei deixar-me levar pelas descrições da aridez e do calor sufocante do deserto, mas ao contrário do que me aconteceu com o magnífico The Sheltering Sky de Paul Bowles, não me senti transportada para aqueles locais. Da mesma forma, os personagens não me pareceram minimamente reais, mas pouco mais do que estereótipos e não consegui sentir qualquer empatia pela narradora. Na verdade, apenas consigo entender as menções deste livro para prémios literários por causa do tema tratado, o conflito Israel-Palestina.

Acho que o tema teria ganho muito mais se tivesse sido retratado num livro de não-ficção, e é por isso que vou continuar a procurá-los, até porque se trata de uma realidade bastante complexa e porque, como disse há pouco o palestiniano-americano Ahmed Fouad Alkhatib “múltiplas realidades podem ser verdade ao mesmo tempo” (www.youtube.com/watch?v=U0Tl0HwTeNM&t=6210s).

Seja como for, fica a satisfação de ter lido o meu primeiro autor palestiniano e de me ter suscitado curiosidade para ir à procura de mais informação sobre este conflito horrível. Só por isso, já valeu a pena. Obrigada, dona irus, o livro retornará à procedência em breve.

Journal Entry 16 by wingiruswing at Bragança, Bragança Portugal on Friday, May 31, 2024
Regressado à procedência.

Are you sure you want to delete this item? It cannot be undone.