A porta

by Magda Szabó | Literature & Fiction |
ISBN: 9789896232412 Global Overview for this book
Registered by marialeitora of Vila Real, Vila Real Portugal on 2/15/2018
Buy from one of these Booksellers:
Amazon.com | Amazon UK | Amazon CA | Amazon DE | Amazon FR | Amazon IT | Bol.com
3 journalers for this copy...
Journal Entry 1 by marialeitora from Vila Real, Vila Real Portugal on Thursday, February 15, 2018
Romance escrito em tom confessional e vagamente autobiográfico, A Porta narra a estreita relação que se estabelece entre duas mulheres na Hungria dos anos do pós-guerra: Magda, uma jovem escritora, e a sua empregada, Emerence, uma camponesa analfabeta.

Magda, até então impedida de publicar, é politicamente reabilitada pelo regime, e torna-se escritora a tempo inteiro, alcançando, aos poucos, o merecido sucesso e reconhecimento social.

Ao mudar-se para um apartamento maior, emprega Emerence para a ajudar com as lides domésticas. Esta é uma figura enigmática, respeitada e quase temida pela vizinhança, sobre a qual exerce uma autoridade natural, embora ninguém conheça verdadeiramente o seu passado ou vida privada. A porta de sua casa está sempre fechada.

A inesperada e dramática doença do marido de Magda reforçará a ligação e intimidade entre as duas mulheres, as quais, não obstante as enormes diferenças que as separam, estabelecem uma insólita relação de dependência e confiança mútua, que fará Emerence abrir a porta de sua casa a Magda, revelando-lhe os segredos de um passado traumático, ao mesmo tempo que precipita um final trágico na sua relação.

Emprestado à irus e à conto...já viajou

Journal Entry 2 by irus at Bragança, Bragança Portugal on Thursday, February 15, 2018
Knock, knock, cá está A Porta.
Até já.

Journal Entry 3 by irus at Bragança, Bragança Portugal on Thursday, March 15, 2018
Este livro deixou-me dividida: não posso dizer que me encantou e nem consigo dizer que não gostei, porque a verdade é que o fui lendo com interesse crescente. Acho que o que me deixou assim foi não ter sentido qualquer tipo de simpatia por Emerence, pelas suas manias, pela sua teimosia. E, no entanto, à medida que vão sendo revelados os traumas por que passou e sua incondicional generosidade, eu devia ter sentido empatia e compreensão pela sua peculiar forma de estar. E até pelo seu humor cáustico, revelado em tiradas como esta- quando a narradora lhe diz que, depois de uma palestra que vai dar à sua aldeia natal, "não devesse ter forças para ir a casa dela contar-lhe, tão cansada deveria estar.
- Cansada de quê? Cansados vão estar os infelizes que obrigaram a ir ouvi-la à casa da cultura, que já deram de comer aos animais, mungiram as vacas, limparam as camas de palha, fizeram cinco milhões de coisas que nem lhe passam pela cabeça, enquanto vocês está ali sentada e tagarela sobre tudo e e nada."

Acho que foi a atitude fria da narradora que me impediu de gostar de ambas as personagens. Ou então foi a escrita, que às vezes me pareceu algo confusa (culpa da versão original ou da tradução?). Não sei mesmo.
E, no entanto, acho que o livro vai ficar comigo algum tempo.

Vai viajar amanhã para a conto, com quem conto para me dar outra perspectiva daquilo que A porta esconde.


Journal Entry 4 by wingcontowing at Lisboa (city), Lisboa (distrito) Portugal on Sunday, March 25, 2018


Chegou na sexta-feira, mas um fim de semana cheio ainda não me tinha deixado tratar de requerer o BCID e vir fazer o registo.
Vou dar-lhe início agora esta semana.
Obrigada marias, a maria-leitora e a maria-irus! ;)

Journal Entry 5 by wingcontowing at Lisboa (city), Lisboa (distrito) Portugal on Wednesday, May 09, 2018
Não sei como às vezes isto me passa desta maneira, mas... passa!
Já acabei de ler este livro há cerca de um mês (tê-lo-ei terminado algures entre os dias 10 e 12 de Abril, suponho) e estava prestes a pô-lo de regresso a casa (com a devida autorização da dona, estava à espera de ir em boa companhia; chegou o momento) quando resolvi vir confirmar ter feito a JE... Não tinha! :(

Bom, eu gostei imenso de ler este livro. Percebo na perfeição o que diz a Irus sobre o tom frio da narração, mas a verdade é que isso não me impediu de gostar dos personagens e, em particular, de Emerence.
Efectivamente, o que me pareceu é que o livro vai muito além dos personagens, tratando-se de um daqueles casos em que não é tanto o que é contado que importa como a forma como é contado. Tudo neste romance evolui de forma muito gradual, com avanços e recuos, tal como a própria relação das duas principais personagens. Sabe-se logo no início que nos vai ser explicado porque é que a narradora afirma ter matado Emerence e essa explicação demora todo o desenrolar da trama até quase à última página, como numa lenta espiral que, no fundo, serve para a própria narradora compreender, aceitar e perdoar o que aconteceu, numa também permanente relação com a religião (é também logo no início que diz algo relacionado com o facto de a religião lhe dar a absolvição sem necessidade de explicações, mas que ela própria as exige) e com os códigos sociais que nos estão tão inculcados como os religiosos e através dos quais catalogamos tudo e todos ao nosso redor, tendo dificuldade em compreender atitudes que não se encaixem nos padrões que conhecemos. Daí o relacionamento difícil das duas mulheres, para as quais a amizade tem contornos tão distintos, tão recortados e de limites tão claramente definidos no caso de uma e tão absolutos no caso de outra.
Tal como com a Irus, será certamente um livro que vai ficar comigo bastante tempo...

Obrigada maria por esta maravilhosa partilha.

Journal Entry 6 by marialeitora at Vila Real, Vila Real Portugal on Monday, May 14, 2018
ainda bem que fez uma viagem feliz! já cá está pronta para novas aventuras...

Are you sure you want to delete this item? It cannot be undone.