1Q84 -3

by Haruki Murakami | Literature & Fiction |
ISBN: 9724621081 Global Overview for this book
Registered by joaquimponte of Lisboa - Lumiar , Lisboa (cidade) Portugal on 2/16/2016
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Journal Entry 1 by joaquimponte from Lisboa - Lumiar , Lisboa (cidade) Portugal on Tuesday, February 16, 2016
O Livro 3 centra o enredo no eventual encontro de Aomame e Tengo. O livro integra uma nova personagem central, Ushikawa.

Released 4 yrs ago (2/17/2016 UTC) at Conchas Little Free Library in Lisboa - Lumiar , Lisboa (cidade) Portugal

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Journal Entry 3 by Jota-P at Sacavém, Lisboa (distrito) Portugal on Thursday, February 18, 2016
Está comigo. Muito obrigado ao joaquimponte por ter "reservado" este(s) livro(s) para mim!

Journal Entry 4 by Jota-P at Sacavém, Lisboa (distrito) Portugal on Friday, August 24, 2018
E finalmente, cheguei ao fim desta saga murakamiana! Neste comentário, vou considerar, não a trilogia completa, mas apenas este terceiro volume.

Infelizmente, este foi o volume de que menos gostei. Se por um lado os primeiros dois volumes me entusiasmaram bastante a continuar com a leitura desta saga até ao fim (sendo que um dos pontos altos de tensão acontece precisamente no último capítulo do segundo volume, deixando-nos em suspenso para a restante história), a verdade é que este terceiro volume me aborreceu imenso.

Penso que isto se deveu ao facto de a história já ir longa e de nada substancial acontecer nesta última parte, sendo este terceiro volume uma longa e monótona repetição daquilo que já sabíamos até ali.

Ushikawa passa a ter direito a capítulos dedicados a si, mas a propósito de quê? Ao contrário do que parece, as intervenções de Ushikawa não têm propriamente consequências nenhumas na história. (Claro que disso se exclui o facto de Aomame o seguir, e assim ficar a saber onde mora Tengo. No entanto, hábil e manipulador escritor que é, Murakami poderia perfeitamente ter arranjado outra forma de Aomame se encontrar com Tengo).

Para mim é um mistério digno de Murakami a razão pela qual temos tantas páginas dedicadas a Ushikawa, que na realidade, acaba por não fazer nada que tenha impacto na história... A dizer bem a verdade. tive mesmo alguma dificuldade em acreditar na verosimilhança (tanto quanto possível, numa história surreal) desta personagem. Como é que uma pessoa tão inteligente e diligente poderia descurar a sua aparência ao ponto de nem sequer conseguir passar despercebido? Uma coisa é ser feio (e ninguém tem culpa disso), mas outra totalmente diferente é descurar a sua apresentação. Alguém que é bajulador, que quer manipular todos os que o rodeiam, que quer parecer agradável com as palavras, seria igualmente cuidadoso com a sua apresentação e não a descuraria ao ponto de causar repulsa.
Enfim, e para concluir, na minha opinião, a personagem Ushikawa, além de não vir acrescentar nada à história, é o principal responsável por a tornar demasiado aborrecida.

Esta história é, obviamente, fantasiosa. No entanto, Murakami, com o seu sentido lógico, pretende mostrá-la como "factual" (na forma, não no conteúdo, obviamente), e daí a razão pela qual este autor tenta atar todas as pontas. No entanto, essa forma que Murakami pretende "factual" (não o conteúdo, pois esse é obviamente surreal e irreal) assenta em pressupostos com "pés de barro". Um exemplo muito concreto: as diversas personagens (especialmente Aomame e Ushikawa) tiram constantemente conclusões "acertadas" que não poderiam tirar de maneira nenhuma. Se assim não fosse, a história estagnaria e não evoluiria no sentido que desse mais jeito ao autor. Murakami é descaradamente, a meu ver, um autor-manipulador, que só leva o leitor pelos caminhos que ele previamente definiu e isso nota--se muito neste terceiro volume, o qual acabei por achar muito aborrecido. E que pena que assim foi, pois com os dois primeiros volumes da saga eu até me rendi ao estilo fantasioso de Murakami, do qual nunca fui fã...

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