Pretérito Perfeito

by Raquel Serejo Martins | Literature & Fiction |
ISBN: Global Overview for this book
Registered by Marcenda of Carcavelos, Lisboa (distrito) Portugal on 7/22/2014
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Journal Entry 1 by Marcenda from Carcavelos, Lisboa (distrito) Portugal on Tuesday, July 22, 2014
A ler.

Journal Entry 2 by Jota-P at Sacavém, Lisboa (distrito) Portugal on Friday, April 13, 2018
Muito obrigado à querida Marcenda por colocar à nossa disposição este livro. Gosto sempre de ler autores portugueses, por isso vai ser com alguma expectativa que irei ler este livro!

Journal Entry 3 by Jota-P at Sacavém, Lisboa (distrito) Portugal on Thursday, May 03, 2018
Tenho alguns sentimentos contraditórios em relação a este livro. É verdade que, se por um lado, gostei do ponto de partida da história e gostei deste exercício que Raquel Serejo Martins nos propõe, que é colocarmo-nos na pele (ou nas letras) de alguém que sabe que irá morrer (por coincidência, eu tenho precisamente agora a idade que a personagem Vasco tem no livro, apesar de ele pertencer a outra geração que não a minha). Quer dizer, saber que vamos morrer, sabemos todos, mas a Vasco foi dado um prazo de vida e neste livro é-nos dado o acesso aos pensamentos e considerações de uma pessoa que sabe que não irá sobreviver aos pais, até mesmo aos avós, aos amigos, ao seu amor de sempre...

O narrador da história conseguiu agarrar-me praticamente desde o início, mas infelizmente, a determinada altura, a história começou a aborrecer-me um bocadinho. É óbvio que todo o tom do livro é dramático e triste, pois não poderia ser de outra forma. Mas certas passagens que, a meu ver, foram ali postas para aligeirar esse tom dramático e pesado, acabam por ser um bocado descabidas e completamente desnecessárias. Raquel Serejo Martins decidiu escrever e apresentar pequenos artigos enciclopédicos sobre assuntos que, supostamente, vão surgindo no fio de pensamento de Vasco, mas que num livro de ficção, acabam por não fazer muito sentido. Pelo menos, para mim não fizeram e surgem no livro um pouco a despropósito. Exemplos disso são a longa arenga sobre a polícia política alemã (STASI), a propósito de uma visita a Berlim, ou a longa descrição e o que motivou (apoiada em entrevistas verídicas de Otelo Saraiva de Carvalho!) a revolução dos cravos a 25 de Abril de 1974, ou as histórias de S.Vicente e de S.Jorge (contadas de forma bastante elaborada a duas estrangeiras de visita a Lisboa, mas a que falta alguma versosimilhança se pensarmos que estamos a ler um diário de uma pessoa), ou então quando Vasco escreve sobre o pintor Tintoretto, ou ainda quando Vasco se perde a falar sobre o incidente ocorrido na praça Tiananmen a propósito de reivindicações de abertura da sociedade chinesa à democracia...

Enfim, e resumindo, percebo que um livro sobre alguém que vai morrer não pode ser só sobre os seus lamentos, mas estes artigos enciclopédicos (mesmo tendo resultado de uma apurada pesquisa histórica) são descabidos e, pelo menos a mim, desorientaram-me enquanto leitor, pois nada vêm acrescentar, e não faz sentido apresentá-los num livro deste tipo.

A par disso, fui também encontrando algumas construções frásicas que me "irritaram" um bocadinho, pois não percebi se são propositadas ou se se deveram a uma revisão menos cuidada. Exemplos: «A mão da minha mãe na minha pelos passeios de Lisboa, até que uma passadeira a lembrar uma zebra.». Outro exemplo: « Quando estou sozinho parece que tudo ainda pode mudar, porque eu não dentro, eu fora do mundo.». Será que só a mim é que soam estranhas estas frases? Temos também, por vezes, algumas repetições no texto, que, julgo eu, pretendem marcar um ritmo, mas que, a mim, não me convenceram muito...

A partir da segunda metade do livro devo dizer que já estava um bocadinho farto, e terminei de o ler porque, para todos os efeitos, estava interessado em chegar ao fim. Mas confesso que me custou um bocadinho. Gosto de histórias e de personagens trágicas, pois a verdade é que eu próprio acho que viver neste mundo é uma tragédia. Gostei de conhecer as motivações de Vasco para não querer deixar de viver (e julgo que esse é o interesse de uma história que gira à volta de alguém que sabe que vai morrer), mas achei a escrita de Raquel Serejo Martins um bocadinho prolixa (a propósito, seriam necessárias tantas notas de rodapé a chamar a nossa constante atenção para o facto de ela, enquanto escritora, estar a citar com frequência letras de músicas ou poemas? Não conseguiria ela diluir essa informação no corpo do texto?), "cerebral" demais (e daí os tais artigos enciclopédicos). Está bem escrito? Sim, está... Mas será uma grande obra de literatura? Eh... Não creio. Gostei das considerações do Vasco sobre o valor da amizade, sobre aquilo que nos faz agarrarmo-nos à vida, sobre o amor... Mas pareceu-me verosímil? Não muito. E que pena que eu tenho de escrever isto. Gostei do livro, mas tenho quase a certeza de que daqui a algum tempo, não me vou lembrar de praticamente nada sobre ele...

Em todo o caso, espero que a Raquel Serejo Martins, se alguma vez vier a ler isto, não fique zangada comigo. fiquei com vontade de ler outros livros dela! E agradeço à Marcenda o facto de nos ter dado a possibilidade de conhecer esta autora! Muito obrigado mesmo!

Journal Entry 4 by wingMaria-Nuneswing at Lisboa - City, Lisboa (cidade) Portugal on Wednesday, May 09, 2018
chegou!
obrigada
(há mais alguém no b-ring?)

Journal Entry 5 by wingMaria-Nuneswing at Lisboa - City, Lisboa (cidade) Portugal on Monday, June 11, 2018
Está já envelopado, à espera do ok da irus para seguir viagem até Trás-os-Montes :-)

Gostei de ler este livro.
Agradeço à Marcenda ter-me dado a conhecer esta autora.

Journal Entry 6 by irus at Bragança, Bragança Portugal on Thursday, June 14, 2018
Chegou. Vou demorar um bocadinho a pegar nele, porque tenho outros Brings à espera, mas logo que consiga volto a dar notícias

Journal Entry 7 by irus at Bragança, Bragança Portugal on Thursday, August 09, 2018
"E que pena que eu tenho de escrever isto." A frase é do Jota-P, copiei-a porque é exatamente o que sinto. Tenho pena porque tinha boas expectativas em relação ao livros, porque gostava do textos que a Raquel S. Martins escrevia na papel e gosto muito de alguns dos poemas que deixa na sua página do FB.

Tenho pena que me tenha apetecido deixar o livro quase às primeiras páginas e tenha lido a maior parte em diagonal. Não vou fazer mais copy-past da JE do Jota, mas subscrevo a maior parte do que ele diz (obrigada Jota, é trabalho e tempo que me poupas), seja em relação ao conhecimento enciclopédico que vai surgindo no meio da história (os exemplos que o Jota dá foram precisamente os que mais me fizeram "espécie", tal como um parágrafo inteiro - umas 20/25 linhas - a elencar todos os pares românticos da história), seja em relação às notas de rodapé. Ou se presume que o leitor tem alguma cultura geral e compreende as referências ou evitam-se as mesmas. Já agora era também necessária plasmar letras inteiras de fado?

A única coisa que não me aborreceu foram as tais construções frásicas que tanto irritaram o Jota. Desde que se compreenda o sentido, não acho que o uso de um verbo venha acrescentar muito. E sim, a Raquel escreve bem, que pena que esta tenha sido a minha estreia.

De realçar uma frase: "É por causa de dias como este que eu não quero morrer, mas também sei que é porque vou morrer que me são oferecidos dias como este".



Journal Entry 8 by irus at Bragança, Bragança Portugal on Thursday, August 16, 2018
Livro em viagem para a fungaga.

Journal Entry 9 by fungaga at Lisboa - City, Lisboa (cidade) Portugal on Monday, August 27, 2018
Já chegou! Obrigada, irus :-)

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