Livros vencedores do Prémio Saramago

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A propósito de um comentário da irus na thread das leituras de Outubro

Não li nenhum dos livros que justificaram o prémio José Saramago


fui pesquisar que livros tinham vencido esse prémio.

1999 - Natureza Morta, Paulo José Miranda (Portugal)
2001 - Nenhum Olhar, José Luís Peixoto (Portugal)
2003 - Sinfonia em Branco, Adriana Lisboa (Brasil)
2005 - Jerusalém, Gonçalo M. Tavares (Portugal)
2007 - O Remorso de Baltazar Serapião, Valter Hugo Mãe (Portugal)
2009 - As Três Vidas, João Tordo (Portugal)
2011 - Os Malaquias, Andréa del Fuego (Brasil)
2013 - Os Transparentes, Ondjaki (Angola)
2015 - As Primeiras Coisas, Bruno Vieira Amaral (Portugal)
2017 - A Resistência, Julián Fuks (Brasil)
2019 - Pão de Açúcar, Afonso Reis Cabral (Portugal)

Desta lista, li "Nenhum Olhar" (mais do que uma vez), "Jerusalém" ( do qual já pouco recordo) e "o remorso de baltazar serapião" (que detestei, claro...). Possuo uma cópia de "Sinfonia em Branco", mas não o li até hoje... já li um livro de Andréa del Fuego ("As Miniaturas") do qual não gostei nada... E de Afonso Reis Cabral li "O Meu Irmão" (que ganhou o prémio Leya), com o qual também não posso dizer que delirei...

E vocês? Acham que o facto de uma obra ganhar um prémio indicia que é uma boa obra literária? Leram algum dos livros acima? Gostaram?

 

Eu li
- Nenhum Olhar, José Luís Peixoto (Portugal) - amei e gosto mesmo muito de ler o que o JLP escreve (seja em que registo for)
- Os Transparentes, Ondjaki - gostei muito deste livro, assim como os demais que li deste autor; sou mesmo fã do Ondjaki

Os outros livros acho que não li nenhum; Li foi outros livros de alguns de 2 desses autores:
Valter Hugo Mãe - não fiquei fã.
Afonso Reis Cabral - não fiquei fã.

 

Estava convencida que tinha sido com livros anteriores a esse. Sendo assim ainda compreendo menos a atribuição do prémio.
De todos que enumeras li apenas o Jerusalém do M. Tavares (não gostei mesmo nada, embora uma amiga, com quem costumo partilhar gostos literários, me tenha dito que tinha sido um dos seus livros do ano) e agora o Três vidas.
Tenho curiosidade de ler o Pão de açúcar do Afonso Reis Cabral, pela temática, um caso que abalou o Porto.

 

Dessa lista só li o Nenhum Olhar, do José Luís Peixoto. Lembro-me de ter gostado, mas de ter sido o livro dele que menos gostei (embora não tenha lido assim tantos, gosto muito do JLP).

O que li, foram outros livros de autores que estão na lista:

- Valter Hugo Mãe (já sabes que sou fã;)
- João Tordo (estou a ler o 2º livro dele, acho que escreve bastante bem, mas até ver, ainda não encontrei algo que me arrebatasse)
- Ondjaki (de quem gosto muito, li uns 3 livros dele e gostei de todos)
- Afonso Reis Cabral (gostei muito d'O Meu Irmão)

 

Por acaso esqueci-me de dizer que também já li livros de Ondjaki e, em geral, gostei do estilo: "O Assobiador", via BC https://www.bookcrossing.com/---/14120960 , "Os da Minha Rua" e os infantis "Uma Escuridão Bonita", "O Convidador de Pirilampos", "Ynari - A Menina das Cinco Tranças" e "Ombela").
E de João tordo, de quem vou gostando dos livros assim-assim. De certa forma, acho que são escritos de forma competente, mas acho as histórias desnecessariamente elaboradas, não sei explicar bem... Li "Hotel Memória" https://www.bookcrossing.com/---/11633166 , "Benigno" https://www.bookcrossing.com/---/14341299 , "O Luto de Elias Gro" (aparentemente, o livro de que mais gostei do autor) e "A Mulher que Correu Atrás do Vento".

 

E de João tordo, de quem vou gostando dos livros assim-assim. De certa forma, acho que são escritos de forma competente, mas acho as histórias desnecessariamente elaboradas, não sei explicar bem...


Era isso mesmo que me apetecia ter dito no Clube de Leitura que acabou há poucos minutos. Mas, com a presença do autor e tanta gente a elogiar, preferi ficar calada e passar a vez :)

 

Isso é o que eu penso do Afonso Cruz.
Mas gostava de ler o "Jalan Jalan". Parece-me ser um livro menos "exibicionista"

 

Isso é o que eu penso do Afonso Cruz.


Não sei porquê, o Afonso Cruz caiu-me no goto, por isso penso que o irei "defender" sempre! Se bem que nem todos os seus livros sejam brilhantes... aqueles que recordo ter gostado mais foram "A Boneca de Kokoshka" e "Para Onde Vão os Guarda-Chuvas". Penso que ele é muito criativo e a forma como constrói as narrativas é surpreendente para quem lê. Alguns dos seus livros não são "profundos", mas são diferentes de tudo o resto que há e eu acho que isso é bom, não sei... eheh!
Já o João Tordo, por exemplo, tem pretensão de ser profundo e complexo, mas na realidade são histórias demasiado intrincadas que acabam por soar inverosímeis... não tenho nada contra ele, mas dá um bocado a sensação de "vejam como eu sou entendido em literatura e sei escrever tão bem", enquanto que com o Afonso Cruz não... dá-me ideia que escreve mais pelo gozo e satisfação de escrever...

 

E de João tordo, de quem vou gostando dos livros assim-assim. De certa forma, acho que são escritos de forma competente, mas acho as histórias desnecessariamente elaboradas, não sei explicar bem...


Era isso mesmo que me apetecia ter dito no Clube de Leitura que acabou há poucos minutos. Mas, com a presença do autor e tanta gente a elogiar, preferi ficar calada e passar a vez :)


Pois, eu bem te topei!!! Mas se tivesses ficado até ao fim, o autor entretanto foi-se embora (imagino que ver o Benfica) e podias ter dito de tua justiça.

No meu caso, a amostra é pequena. Nunca tinha tido curiosidade por este autor, acho que até um pouco injustamente, porque nunca gostei muito do pai.

O ano passado li "O Bom Inverno" porque, não sei porque carga de água, tinha-me convencido que era a escolha do clube nessa altura (nota para o futuro: explorar melhor esta minha veia premonitória...). Achei-o muito bem escrito, a história era interessante (à volta de um escritor), mas depois descambou em thriller com toques de terror, que é coisa que não gosto mesmo nada. E também não gostei nada de uma série de referências a livros e filmes que me pareceram metidas assim um pouco de calçadeira.

Fiquei sem grande vontade de repetir, mas a bem do clube, e depois de ler as opiniões do Jota-P, escolhi O Luto de Elias Gro e fiquei agradavelmente surpreendida. Nada de terror, nada de referências exibicionistas. É um livro mais recente, e nota-se bem que foi escrito por uma pessoa mais madura. O tema é um tanto batido, mas sempre interessante, o sentido (ou falta dele) da vida e a forma como crentes e não crentes lidam com essa realidade. Achei que houve ali uma parte em que a história se arrastou um bocado desnecessariamente, mas no geral, apesar de não ter grandes expectativas (ou se calhar, precisamente por isso) até gostei bastante.

 

escolhi O Luto de Elias Gro e fiquei agradavelmente surpreendida.


Sem pressões, se quiseres o segunda da trilogia, tenho-o aqui por casa. Pode ir passear!

 

escolhi O Luto de Elias Gro e fiquei agradavelmente surpreendida.


Sem pressões, se quiseres o segunda da trilogia, tenho-o aqui por casa. Pode ir passear!


Pois, só ontem no Clube é que percebi que fazia parte de uma série... Muito obrigada pela oferta, mas para já, vou passar. Normalmente não gosto de ler livros do mesmo autor de seguida, mesmo quando são séries, prefiro intervalar com outros. Que, me lembre, a única vez que não fiz isso, foi com O Senhor dos Anéis. Mas obrigada na mesma!

 

Muito obrigada pela oferta, mas para já, vou passar.


Sem qualquer problema. Eu tenho-o cá e também nunca o li...!

 

Pois, eu bem te topei!!! Mas se tivesses ficado até ao fim, o autor entretanto foi-se embora (imagino que ver o Benfica) e podias ter dito de tua justiça.


Mas então a reunião não acabou abruptamente? É que deste lado o que aconteceu foi o tempo limite se ter esgotado. Quando isso acontece em outras reuniões zoom que já tive, o moderador manda um novo convite. Fui ao mail mas como não tinha nada pensei "paciência, acabou o tempo, a I. não vai prolongar o clube e o Tordo ficará todo contente por poder finalmente ir ver o Benfica".
Diz-me lá então como acederem ao prolongamento da reunião. Ou é só fazer um reset ou qualquer coisa? Só esta semana é que aprendi que se podia usar o chat do zoom para mandar mensagens privadas, que não fossem vistas pelo grupo.
Estas novas tecnologias dão cabo de mim.

(ainda a propósito do livro, fiquei com a ideia de que ele não se sentia muito à vontade com os elogios feitos. Disse que já o tinha lançado há 13 anos e entretanto amadureceu. É natural.)

 

Que comprei há pouquíssimo tempo porque tinha um valente desconto. Nem sabia que tinha recebido o prémio, mas li as primeiras páginas e fiquei com muita curiosidade. Posso emprestá-lo sem problema, mas ficou na ilha, e eu estarei no continente por tempo indeterminado. Se quiserem esperar, 'tá-se bem.
Li o "Jerusalém" e gostei bastante. Da escrita e da temática.
Por acaso, acho que "O remorso" é o único do Valter que ainda não li, mas tenho-o, autografado pelo autor, num encontro que tive com ele, ainda antes da famosa convenção (já agora, ele tem novo livro e eu penso lê-lo) ;-)
A minha parceira (Garota-mor) leu "Os Malaquias" e não lhe achou grande graça. No José Luís Peixoto nem pego, o moço que me desculpe; li umas páginas de qualquer coisa dele na diagonal e não gostei nadinha.
Do Ondjaki li duas coisas, uma de que gostei muito e outra de que não gostei por aí além.
Mas tenho muita curiosidade pela escrita do Fuks. Vi uma entrevista no tal programa "Todas as Palavras" (que também está na RTP Play, já agora), e gostei muito do moço e do que ele disse. Se o que escreve é bom ou não, não sei. Mas gostava de experimentar.
Pronto, está dito.

 

(já agora, ele tem novo livro e eu penso lê-lo) ;-)


Ah, sim! Também o vi no escaparate ontem. Chama-se "Contra Mim".

 

Ah, sim! Também o vi no escaparate ontem. Chama-se "Contra Mim".


Uma entrevista com o VHM sobre o novo livro
https://www.jn.pt/---/protegerem-nos-do-mundo-tambem-e-adiarem-nos-12957069.html?...

Achei piada a esta frase, que poderá como uma forma de "teaser" para quem gosta e para quem não gosta
"Neste livro, tenho a noção de que quem não gosta de mim irá divertir-se."

 

Reparo que não li nenhum dos livros e, dos autores, li pouquíssimos. Alguns, como o VHM e o José Luís Peixoto, são autores que já gostei muito mas que hoje em dia me deixam de pé atrás, porque à medida que vou lendo os livros encontro vícios e manias e pequenas coisas nas narrativas que me irritam.

O que gosto mais é sem dúvida o Ondjaki, adoro a escrita dele. :)

 

 

Obrigado pela chamada de atenção!
Se não tivesse vindo aqui, não sabia que ia haver este programa.

 

 

Vi até agora os episódios do José Luís Peixoto e do Valter Hugo Mãe. Achei interessante, mas infelizmente, não tão profundo como poderia ser... por exemplo, acho que se poderia ter aproveitado mais a visita da mãe do VHM. Gostei, por exemplo, da mãe e irmã do JLP a falarem sobre ele...
Enfim, os episódios não estão mal, são uma visão, mas parece que falta qualquer coisa.

 

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