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li um Chimamanda Ngozi Adichie que ainda não tinha tido oportunidade de ler, o "Half of a Yellow Sun" sobre a guerra civil nigeriana ou do Biafra, como ficou conhecida, entre 1967 e 1970.
Na verdade, um tema totalmente desconhecido para mim (só ouvi ecos da fome, mas que associava a algo mais relacionado com catástrofes naturais e afins), ignorância que pude assim colmatar.
Não deixa, no entanto e obviamente, de ser um daqueles casos em a maestria da escrita ainda mais deixa a nu a capacidade humana para a crueldade (ou a incapacidade para a combater). É um livro excelente, mas pesado e violento. Não foi a melhor opção para leitura de férias, mas gostei de lhe ter finalmente pegado.
Os outros dois ficaram em casa à minha espera... ;)

 

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Por aqui, "Compartment n.6", de Rosa Liksom. Quem quiser saber do que se trata, é favor dirigir-se ao "guichet" ali ao lado, com o letreiro: "Estou em viagem".

 

de Platão.

Há algum tempo que não lia um tratado filosófico e logo nas primeiras páginas já fiquei com um nó na cabeça. Mas está a ser muito interessante e estou ansiosa por avançar na leitura.

 

É muito difícil ler a passo de caracol um livro que se desenrola a um ritmo alucinante. Quando tive mais de 15 minutos seguidos para me dedicar à leitura, ri-me bastante. Durante o resto do tempo, foi uma leitura desatenta e amnésica.

Li na New Yorker um artigo fascinante sobre a vida e a obra de Primo Levi, e decidi pegar em Se Isto é um Homem, que tinha em TBR. É um livro extraordinário.

 

Li na New Yorker um artigo fascinante sobre a vida e a obra de Primo Levi, e decidi pegar em Se Isto é um Homem, que tinha em TBR. É um livro extraordinário.


Li-o há uns anos. É, de facto, extraordinário. Aqui fica o que senti na ocasião:
http://www.bookcrossing.com/---/3904101/

 

É extraordinário, arrepiante, fundamental .
Não registei nada por escrito mas sei o que senti e ainda se mantém: único - e fiquei com as estruturas todas abaladas.

Faz-me confusão a teoria de que se terá suicidado. Depois do que viveu,do que escreveu, porquê ? ( se é verdade ...)

 

É extraordinário, arrepiante, fundamental .
Não registei nada por escrito mas sei o que senti e ainda se mantém: único - e fiquei com as estruturas todas abaladas.

Faz-me confusão a teoria de que se terá suicidado. Depois do que viveu,do que escreveu, porquê ? ( se é verdade ...)


Está mais ou menos estabelecido que se suicidou. Quando soube, a mulher exclamou algo como 'Ele fez mesmo o que disse que faria!' Não me surpreende, sinceramente. Acho que o humanismo que o caracteriza foi o também o que o levou a esse passo. Há fardos que nunca desaparecem, e o de ser sobrevivente de Auschwitz não pode ser pequeno. Lembro-me de ter traduzido um programa no 50º aniversário da libertação do campo, e de ter chegado a casa de rastos. O programa era sobre os prisioneiros que sobreviviam para tocar na orquestra que recebia os outros e os acompanhava depois para a morte. O horror do que tinham visto e a culpa que sentiam por terem sobrevivido enquanto viam os outros morrer às centenas (tocar para familiares que vão morrer!) eram avassaladores. Imagino que Levi terá tido um momento em que não suportou mais essas recordações. Ele também sobreviveu por ser químico...

 

Marcenda, mas eu sei, compreendo.
« Imagino que Levi terá tido um momento em que não suportou mais essas recordações».
Talvez a minha estranheza seja por ter aguentado tanto tempo, só isso.
Lê-lo é insuportável , quanto mais.

 

Coloquei este livro em ring na minha biblioteca há pouco tempo. Se alguém mais o desejar ler é so dizer.

 

Em 1999, após assistir ao filme de Francesco Rossi, baseado no livro de Primo Levi, papel do ator John Turturro, fiquei interessado na obra do autor.
Na época eram poucas as traduções de seus livros. Li "Os Afogados e os Sobreviventes", "Se não agora, quando" e "É isto um homem?" e "A Tabela Periódica".

 

Em 1999, após assistir ao filme de Francesco Rossi, baseado no livro de Primo Levi, papel do ator John Turturro, fiquei interessado na obra do autor.
Na época eram poucas as traduções de seus livros. Li "Os Afogados e os Sobreviventes", "Se não agora, quando" e "É isto um homem?" e "A Tabela Periódica".


A Tabela Periódica interessa-me imenso. Já a pus na lista de desejos. E acho que vou aventurar-me a ler em italiano...

 

Tenho "La Tregua" mas abandonei a leitura. Nunca estudei italiano, o pouco que sei aprendi com o cinema e com as canções. São Paulo tem uma colônia italiana numerosa, abaixo apenas da portuguesa. O sotaque paulistano lembra a entonação italiana e alguns erros comuns de português, por exemplo, não pronunciar o "esse" final dos plurais, tem origem no idioma italiano, que não faz o plural com o "esse" final.
Uma vez minha filha e uma amiga, ambas paulistas, estavam viajando pela Itália. Seus nomes são os mesmos em português e italiano. Uma vez, num trem noturno, dividiam a cabine com duas mulheres. Conversavam entre si e quando se dirigiram às mulheres, em inglês, as duas responderam que também eram italianas e que podiam falar em italiano. Outra vez estavam em uma loja e, depois de algum tempo o vendedor perguntou de que região da Itália elas eram porque ele estava entendendo o que elas falavam.

 

Interessante :-) Já tinha ouvido falar dessa afinidade entre o Português do Brasil (São Paulo, neste caso) e o Italiano. Mas nunca pensei que fossem tão próximos, tão fáceis de se entender mutuamente.

 

Interessante :-) Já tinha ouvido falar dessa afinidade entre o Português do Brasil (São Paulo, neste caso) e o Italiano. Mas nunca pensei que fossem tão próximos, tão fáceis de se entender mutuamente.


Sempre ouvi dizer que o Rio é português e São Paulo é italiano. O teste mais fácil é pedir a um paulista e a um carioca que digam esta mesma palavra: cariocas. Os do Rio dizem à portuguesa, 'cariocaj'. Fiz agora o teste com dois colegas brasileiros da novela, um paulista e o outro do Rio, e não é que confere?

 

José Emilio Pacheco é escritor mexicano que desconhecia ate ler este livro ( que recebeu vários prémios ). Talvez uma referencia elogiosa de Rosa Montero gerasse alguma curiosidade.
No fundo são as memórias de um adolescente na Cidade do México 60 anos atras. O seu amor pela mae de um colega de escola, as brincadeiras no deserto (que era o pátio da escola) e um retrato da sociedade mexicana de então (musica, a radio, leituras, diálogos simples de pessoas normais :) delicioso. http://nofiodaspalavras-rtpm.blogspot.com/---/as-batalhas-no-deserto-jose-emilio.html

 

Maira Papathanasopoulou

 

Há algum tempo ouço falar neste livro, que vem encabeçando a lista dos livros de não ficção mais vendidos. Foi lançado aqui há três anos. Sigo o conselho do José Mindlin, leitor indisciplinado, que preferia deixar passar um tempo antes de se aventurar com um "best seller". Passando ontem pela livraria do bairro e entrando para um bate-papo com uma amiga vendedora, vi que tinha sido lançada uma versão de bolso da obra e acabei comprando a edição normal.
Estou me lembrando do livro que li e reli várias vezes quando criança: "História do Mundo para Crianças", tradução de Monteiro Lobato do livro de V M Hillyer, "A Child's history of the World".
Um episódio curioso. Dei como prenda de natal ao meu neto a edição em inglês, pois ele vive no Reino Unido. Algum tempo depois estavam estudando os gregos, ele levou o livro para a escola, a professora não o conhecia e pediu o livro emprestado. Detalhe, o livro foi publicado pela primeira vez em 1924! É um livro fácil de ler, ajudou-me muito nas aulas de História Geral no curso secundário.
Vamos ver o que me reserva o Sapiens.

 

Há algum tempo ouço falar neste livro, que vem encabeçando a lista dos livros de não ficção mais vendidos. Foi lançado aqui há três anos. Sigo o conselho do José Mindlin, leitor indisciplinado, que preferia deixar passar um tempo antes de se aventurar com um "best seller". Passando ontem pela livraria do bairro e entrando para um bate-papo com uma amiga vendedora, vi que tinha sido lançada uma versão de bolso da obra e acabei comprando a edição normal.
Estou me lembrando do livro que li e reli várias vezes quando criança: "História do Mundo para Crianças", tradução de Monteiro Lobato do livro de V M Hillyer, "A Child's history of the World".
Um episódio curioso. Dei como prenda de natal ao meu neto a edição em inglês, pois ele vive no Reino Unido. Algum tempo depois estavam estudando os gregos, ele levou o livro para a escola, a professora não o conhecia e pediu o livro emprestado. Detalhe, o livro foi publicado pela primeira vez em 1924! É um livro fácil de ler, ajudou-me muito nas aulas de História Geral no curso secundário.
Vamos ver o que me reserva o Sapiens.

Também sigo o conselho de deixar a poeira assentar sobre os best sellers. A única excepção que fiz foi no Harry Potter. Comecei a ler (muito céptica), quando já tinham saído três volumes, e os seguintes comprei-os logo que saíram.
E, avenalve, acredites ou não, eu tenho a primeira edição dessa História do Mundo do Monteiro Lobato! Encontrei-a num armário cheio de livros na casa para onde me mudei há dois anos. Já não vivo lá, mas trouxe muitos desses livros, inclusive a 1ª edição de A Escrava Isaura :-)

 

Monteiro Lobato traduziu o livro de V M Hillyer e também escreveu "História do Mundo para as Crianças", contada por Dona Benta, que havia acabado de receber o "A Child's History of the World" e começou a lê-lo para os netos e os demais personagens do Sítio do Pica-pau Amarelo".

 

Vou ver se o compro hoje.
Também deixo assentar a poeira mas este apetece-me muito e já assentou.
E, admirem-se, até o leio em inglês rsss

 

estou a ler Blood's a Rover, o 3º volume de uma excelente história alternativa/possível/provável dos EUA durante a década de 1960.

 

Um calhamaço de 800 páginas que se lê muito bem. Um estilo simplório mas que nos conta uma história que empolga. Candidato ao Prémio Pulitzer de Literatura de 2016, é um livro surpreendente que nos conta a história de quatro amigos de uma pequena faculdade de Massachusetts que se mudam para Nova York em busca de uma vida melhor. Sem dinheiro, sem rumo e amparados apenas pela amizade e pelas suas ambições. Willem, lindo e generoso, é aspirante a actor: JB, nascido no Brooklyn, é um pintor perspicaz e às vezes cruel que procura, de todas as formas, entrar no mundo das artes: Malcolm é um arquiteto frustrado que trabalha numa empresa de renome: e o solitário, brilhante e enigmático Jude funciona como o centro de gravidade do grupo. Com o tempo, o relacionamento deles aprofunda-se e cria matizes, com o vício,o sucesso e o orgulho. A personagem principal, Jude, é um advogado extremamente talentoso que está na meia-idade e é um homem cada vez mais atormentado, na mente e no corpo marcados pelas cicatrizes de uma infância misteriosa, e assombrado pelo que teme ser um trauma tão intenso que não só não será capaz de superar — mas que vai definir sua vida para sempre.
A autoria cria um hino trágico do amor fraterno, uma representação magistral da dor física e psicológica, e uma análise da verdade nua e crua que permeia a tirania da memória e os limites da resistência humana.

 

Do senhor Bulgakov. Segue a tradução deixada por Gogol, mas fica aquém. Divertido mas atabalhuado. Parece-me.
Aproveito para indicar que este é o meu primeiro post, e que nem sequer recebi a confirmação de email para validar a iscrição!
Espero ficar em boa companhia :)

 

Sê muito bem-vindo.
A malta que frequenta este cantinho é muito fixe, estarás certamente em boa companhia e há sempre alguém disposto a esclarecer as dúvidas que te surjam.

 

Bem-vindo! Dispõe :-)

 

Sê muito bem-vindo.
A malta que frequenta este cantinho é muito fixe, estarás certamente em boa companhia e há sempre alguém disposto a esclarecer as dúvidas que te surjam.


Bem-vindo! Dispõe :-)

Muito obrigado a ambos! :)

 

Bem-vindo! Estás em boa companhia, acredita :-)

 

Bem vindo! Gosto imenso desse autor, hehehe ;)

 

ladylouve 6 mos ago
The Gate
de Natsume Soseki.

Nota para os prefácios americanos, que são muito estúpidos

 

temos um caloiro!

bem-vindo, pedromandrade!

 

- A aldeia, W. Faulkner;
- Os dissabores do verdadeiro polícia, Bolaño;
- O manuscrito, John Grisham (lido; não sei se é o que se chama leitura
de verão) ;
- Todos os nomes, Saramago (relendo);
- Suite no hotel crystal, O. Rolin ;
- A lição de anatomia, P. Roth ;
- A escravatura em Portugal, Arlindo Caldeira

Assim, todos à molhada, todos no meio - como já me esqueço demasiado não faz mal.

O livro que está cá ' pendurado ' e tem dona, peço desculpa mas ainda não tropecei nele.

Vim a correr a casa, trato de algumas burocracias e volto para Lx, cuidar do meu pai. ( e que burocracias! Estava uma carta à espera e nem acreditei -- não digo ainda o que é porque falta uma 2ª parte, DECISIVA. E tenho medo que mudem de ideias. Não sei como aguentei 13 anos, porra!!! e se ainda vou aguentar os últimos meses finais.

A estrangeira ajudante planta-me os livros de pernas para o ar e lombadas para trás e pedir-lhe que não toque em livros ou papel não resulta, que é teimosíssima, mas até sabe muito e bem português grunfff.

Não tarda estou a faze ro que já fiz mais do que uma vez: comprar o livro, lembras, maria leitora ? E ele muito sossegado. Hum, fiquei com uma prima obra e tu com um novo sem cantinhos em baixo, do uso rssss


Pelos vistos a mensagem deu-me força para rabiscar-vos , em Lx não há pcs. É precisa muita força, porque tenho a certeza que entrei numa das fases mais difíceis da vida, da minha que não será única. O meu pai fez 90 anos, no dia 2, :)) , a minha mãe já com 88, internada desde abril, por ter partido o habitual fémur :( E os meus actuais 18 comprimidos/dia não me tornam em super-mulher , pff

Beijinhos para tod@s e até um dia destes :)

 

Bons olhitos te vejam! Vai tudo correr bem! ~~~energiaaas~~~~ =D =D

 

Que situação, astra. Um grande beijo e, olha, estamos todos contigo.

 

Beijinhos mulher, esperemos que tudo se componha!

 

Beijinhos mulher, esperemos que tudo se componha!


Beijinhos também para ti. Também espero que pior não fique.

 

Que situação, astra. Um grande beijo e, olha, estamos todos contigo.



Seiiii e agradeço. Beijinhos.. Há-de ser até à última gotinha de força...

 

Persitência é a palavra certa . Enquanto há uma abertura de possível sucesso, podes la chegar com persistência. Abraço

 

Persitência é a palavra certa . Enquanto há uma abertura de possível sucesso, podes la chegar com persistência. Abraço


Sim, persistência e lá se cresce mais um bocado.
Beijoca

 

- A aldeia, W. Faulkner;
- Os dissabores do verdadeiro polícia, Bolaño;
- O manuscrito, John Grisham (lido; não sei se é o que se chama leitura
de verão) ;
- Todos os nomes, Saramago (relendo);
- Suite no hotel crystal, O. Rolin ;
- A lição de anatomia, P. Roth ;
- A escravatura em Portugal, Arlindo Caldeira

Assim, todos à molhada, todos no meio - como já me esqueço demasiado não faz mal.

O livro que está cá ' pendurado ' e tem dona, peço desculpa mas ainda não tropecei nele.

Vim a correr a casa, trato de algumas burocracias e volto para Lx, cuidar do meu pai. ( e que burocracias! Estava uma carta à espera e nem acreditei -- não digo ainda o que é porque falta uma 2ª parte, DECISIVA. E tenho medo que mudem de ideias. Não sei como aguentei 13 anos, porra!!! e se ainda vou aguentar os últimos meses finais.

A estrangeira ajudante planta-me os livros de pernas para o ar e lombadas para trás e pedir-lhe que não toque em livros ou papel não resulta, que é teimosíssima, mas até sabe muito e bem português grunfff.

Não tarda estou a faze ro que já fiz mais do que uma vez: comprar o livro, lembras, maria leitora ? E ele muito sossegado. Hum, fiquei com uma prima obra e tu com um novo sem cantinhos em baixo, do uso rssss


Pelos vistos a mensagem deu-me força para rabiscar-vos , em Lx não há pcs. É precisa muita força, porque tenho a certeza que entrei numa das fases mais difíceis da vida, da minha que não será única. O meu pai fez 90 anos, no dia 2, :)) , a minha mãe já com 88, internada desde abril, por ter partido o habitual fémur :( E os meus actuais 18 comprimidos/dia não me tornam em super-mulher , pff

Beijinhos para tod@s e até um dia destes :)



caraças, mulher! vamos ter que ir à bruxa! :)

espero que a 2ªcarta chegue e que TUDO se componha!
beijo grande

 

Foi a ultima obra deste homem singular ( e tb universal). A publicação foi póstuma com o livro ainda incompleto. O enredo é errático e o estilo é tudo. É o autor que se revela a si próprio e não teve tempo de se arranjar para a fotografia. Ficou como é. Adorei.

 

Comprei na feira do livro há muitosss anosss. Penso que era miúda demais, comecei a ler e era-me muito difícil.
Desde então está 'to be read', mas há-de ser, nos entretantos vou mirando e remirando a lombada. É da Aster, se bem me lembro, né?

 

Não , não é da Aster. Esta edição é da Editorial Presença (prefacio de Ruy Belo). Nao diria que e um livro difícil , só porque que não tem enredo. Ou melhor possui um enredo "interior" do caminho dos pensamentos do autor. A escrita em si e bonita, eloquente e sensível.

 

E comecei "The true deceiver" (de Tove Jansson) logo de seguida. Às primeiras 40 páginas, promete :-)

 

"Aprenda com a mafia" de Louis Ferrante.
O testemunho de um ex-membro da mafia de NY, que foca sobretudo as regras de comportamento e moral no interior destes grupos. Ou seja a sua cultura. Um testemunho muito interessante.
Mais do que um grupo criminoso Ferrante descreve-a como uma sociedade alternativa, com regras e leis próprias. Onde obviamente a democracia esta ausente ( o que nao quer dizer que nao possua qualidades úteis, que o autor nos transmite ).

 

pois... o ano letivo começou e tenho de voltar às leituras de trabalho...

 

O título foi a gata que escreveu e deixei estar ;)

Leio agora "Deus, Um Delírio", um manifesto pelo ateísmo. Que não me convence até agora, mas vejamos

 

Numa busca pela biblioteca, à procura de livros leves (todos os que tenho TBR são demasiado pesados, quer pelo número de páginas ou pelo conteúdo) , encontrei este de que já tinha ouvido falar.
O tema é a dificuldade (vivida também pelo autor) de um jovem casal em conciliar a vontade de seguir as regras da igreja católica (numa altura - os anos 60 - em que a contracepção era altamente desaconselhada) e o medo de ter mais filhos.
É divertido (conseguiu arrancar-me 1 ou 2 gargalhadas inesperadas, o que não é fácil, quando leio), mas nada de extraordinário.

 

Foi o primeiro livro que li dele, que era um autor muito badalado. Mas se deu para gargalhadas não me lembro. Como tu não achei nada de mais.
Mas já li mais uns 2 e desses gostei. Títalos? Não me lembro rssss

 

li um Chimamanda Ngozi Adichie que ainda não tinha tido oportunidade de ler, o "Half of a Yellow Sun" sobre a guerra civil nigeriana ou do Biafra, como ficou conhecida, entre 1967 e 1970.
Na verdade, um tema totalmente desconhecido para mim (só ouvi ecos da fome, mas que associava a algo mais relacionado com catástrofes naturais e afins), ignorância que pude assim colmatar.
Não deixa, no entanto e obviamente, de ser um daqueles casos em a maestria da escrita ainda mais deixa a nu a capacidade humana para a crueldade (ou a incapacidade para a combater). É um livro excelente, mas pesado e violento. Não foi a melhor opção para leitura de férias, mas gostei de lhe ter finalmente pegado.
Os outros dois ficaram em casa à minha espera... ;)

 

Lembro-me bem da guerra do Biafra :(
Quando se é muito novinho mas já se olha para o mundo há coisas que nos incomodam muito, não se julgam possíveis e marcam.

 

«Nada» é a história de Andrea. Chegada a Barcelona para seguir os seus sonhos, Andrea fica hospedada na rua Aribau, em casa de familiares. Aqui, descobrirá um mundo muito diferente do seu, feito de personagens ambíguas e conturbadas, que vivem numa humilhante pobreza os crueis anos da ocupação franquista da cidade. Será neste ambiente psicótico que, ao longo de um ano, Andrea crescerá, ao mesmo tempo que descobre a cidade, ganha novas amizades, e traça o caminho para a vida adulta.

 

Autor caboverdiano.
Trata-se de uma história com muito de ficção cientifica; uma "história situada no futuro-presente, num mundo em que ser honesto é sinónimo de idiota, poeta sinal de ingénuo, humanista igual a ultrapassado e em que a moral é tida como pensamento arcaico e isento de qualquer préstimo"
Estou a deliciar-me com este romance.

 

Mais um clássico japonês ;)

 

Se Isto é um Homem devia ser lido por todos, especialmente os jovens, para que compreendam que as circunstâncias conseguem transformar a melhor das pessoas num animal. A escrita é despida de ódio ou ressentimento, mas de uma exactidão quase clínica.
Agora estou a ler Volfrâmio, de Aquilino Ribeiro, mas devagar, devagarinho. E a gostar muito.

 

Li metade de "Now and Forever: Somewhere a band is playing & Leviathan 99", de Ray Bradbury.
Como sempre, estou a gostar do que este senhor escreve, do seu humanismo, sensibilidade e sentido de humor. Apesar de não ser o meu livro favorito do autor, estou a divertir-me e a querer muito saber como tudo isto vai acabar.

 

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