Acabada a Páscoa, o que se lê?

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- ainda no final do mês passado, li As Lojas de Canela, de Bruno Schulz. Que coisa estranha, que escrita bonita, um livro de que gostei sem gostar...
- A Linguagem Secreta das Mulheres de Martin Davies, mais um romance histórico a deixar-me um amargo de boca: tanto potencial histórico desperdiçado numa "historiazinha da treta", indo bucar referências às primeiras expedições a oriente, ao Rei Manfredo da Sicília, ao tesouro dos Cátaros e à queda de Montségur, à (no livro iminente) queda da Dinastia Song na China às mão de Kublai Khan e, finalmente, à escrita das mulheres (nushu) de Yunnan, que terá sido aprendida da forma tradicional pela última vez por Yang Huanyi que morreu em 2004. Enfim...
- A Porta, um maravilhoso livro da húngara Magda Szabó que, este sim, finalmente, me encheu as medidas.
- (ontem no metro, no caminho para casa, depois de o comprar para oferecer à sobrinha) o Querida Ijeawele de Chimamanda Ngozi Adichie, de que gostei muito embora tenha ficado na dúvida se a miúda o irá ler...

 

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Eu ando em modo novela gráfica.

Depois de Corto Maltese, terminei o mês com outro clássico de que gostei bastante mais: Maus II (E assim começaram os meus problemas), de Art Spiegelman.
Hoje estreei outra BD: Traço de Giz, de Miguelanxo Prado.

 

wingArvoreswing 11 mos ago
Desisti de
"As Vozes de Chernobyl". Era demasiado para mim.
Voltei a "Moth Smoke", de Mohsin Hamid, e quero terminar "O Legado Ancestral" (brevemente). Mas tenho andado muito devagar (para não variar).

 

Maus II (E assim começaram os meus problemas), de Art Spiegelman.


Mas leste o primeiro livro, certo?

Hoje estreei outra BD: Traço de Giz, de Miguelanxo Prado.


Penso que este livro não é muito amado pela "crítica especializada", mas eu gostei bastante! Os desenhos e a cor são muito bons. A história, muito interessante!

 

Maus II (E assim começaram os meus problemas), de Art Spiegelman.


Mas leste o primeiro livro, certo?


Não li o primeiro, mas não senti muita dificuldade em imaginar do que tratava, até porque é dado o enquadramento anterior. Se o apanhar por aí, claro que fiquei com curiosidade.

Hoje estreei outra BD: Traço de Giz, de Miguelanxo Prado.


Penso que este livro não é muito amado pela "crítica especializada", mas eu gostei bastante! Os desenhos e a cor são muito bons. A hisótira, muito interessante!


Eu também gostei bastante, tanto dos desenhos como da história e do seu toque de mistério. Em BD não faço ideia o que "crítica especializada" pensa, o que acaba por ser refrescante, ler as obras sem pré juízos. :)

 

...estou a reler A Correspondência de Fradique Mendes, do Eça, que serviu de inspiração ao Agualusa.

 

marialeitora 11 mos ago
Acabei...
A Escrava, de Pauline Holdstock . Um empréstimo da irus de que gostei muito...(mando-to ou esperas pelas Montanhas do Yann?)

e "A travessia", ring do Árvores... (uma dor no peito... :(

comecei ontem Uma Vida Francesa, de Jean-Paul Dubois . Bem interessante, para já...

 

irus 11 mos ago
RE: Acabei...
A Escrava, de Pauline Holdstock . Um empréstimo da irus de que gostei muito...(mando-to ou esperas pelas Montanhas do Yann?)


Amanda em dose dupla, com as montanhas. Não há pressa.

 


Li o II e nessa encarnação não encontrava o I,
Maus II (E assim começaram os meus problemas), de Art Spiegelman.


Mas leste o primeiro livro, certo?


Não li o primeiro, mas não senti muita dificuldade em imaginar do que tratava, até porque é dado o enquadramento anterior. Se o apanhar por aí, claro que fiquei com curiosidade.


Li o II mas não encontrava o I, nem por mais uma ( mas que quer dizer esta expressão ? )

Parece que o Maus fez anos de edição ou assim ( não me lembro) há pouco tempo _ 3 anos?) e , então, tropecei numa edição com os 2 volumes. Asneirei e comprei.
Posso emprestar logo que o encontre. Levantei-me e fui direitnha de braço esticado ao lugar onde deveria estar... mas não está, pfff

Aviso quando ele aparecer, está bem ó interessada/os?

 

Posso emprestar logo que o encontre. Levantei-me e fui direitnha de braço esticado ao lugar onde deveria estar... mas não está, pfff

Aviso quando ele aparecer, está bem ó interessada/os?


Por mim está mais que bem :)

 

neo-zelandeza e que já tinha começado há muito tempo. Fui lendo ao ritmo que me apeteceu e daí esses meses, sem nada a ver com o livro.

É um relato dessa verdadeira 'experiência', Classificá-lo-ia em 'não ficcção' a poder entrar para a antropologia, ou, mais geral, em sociologia.

Não é uma escrita muito elaborada, lê-se muito bem e dá informações do modo de vida desses beduínos que viviam em Petra - Jordânia, antes de serem 'acomodados ' em casas rudimentares.

Acabei de sábado para domingo, tive que voltar atrás e ler o início, ai a memória, para reencaixar peças.

O que teve piada é que depois, quando acabei e adormeci, sonhei com ele. Talvez gostasse de uma variante da 'vidinha'', sei lá.

Há interessad@s? Pode caber no desafio, ou não o quererem fazer, livrecíssimo !

Digam coisas

:)

Ah entretanto fui lendo outros, claro, nenhum que me apaixonasse.

 

Ahahahah.
À primeira leitura pareceu-me "Casei com um babuíno" e achei que era muito estranho, ainda para mais sendo 'não ficção'.

Só à segunda vez é que percebi que era beduíno :)
Uma amiga casou com um também. É portuguesa e, ao que consta, nunca escreveu nenhum livro sobre a experiência. Bem simpático, o rapaz.

 

de Mathias Énard. - prémio Goncourt des l ycéns 2010.
Escritor de "Bússola" prémio Goncourt de 2015.

Já li este segundo et pour moi, é um escritor a seguir com atenção.

 

de Robin Sharma.

 

Este é um livro bastante procurado na minha biblioteca. A ver se um dia o espreito .

 

Depois de a irus referir por aqui a "Balada do mar salgado" não resisti a re-ler, ate pq tenho aqui uma edição em Frances bem gira ( da casterman) que ainda nao tinha lido ( ha diferenças subtis nas varias edições desta obra). A introdução é de Umberto Eco ( Corto Maltese e a geografia imperfeita).

E depois li "Polina" do francês Bastien Vives que foi uma surpresa. É que nem parece a BD "usual", com seu imaginário próprio. Parece antes um romance tradicional com a história de uma jovem bailarina russa e do seu percurso pelo ocidente e depois de volta ao ballet clássico e a paixão pelo seu antigo professor. O traço do desenho a preto e branco e das figuras de dança pareceu-me perfeito.Muito giro.

 

O "Polina" foi um título que me despertou muita curiosidade quando saiu, mas os preços nas feiras não eram nada atractivos... Uma pena que não consegui o fascículo.

Ringring? :p ;) ;)

 

ladylouve, este livro esta em ring no clube de leitura da Conchas LFL ( tb falei dele na pagina, mas ninguém ligou muito, pois a BD e pouco popular). Qd terminar esse ring ( espero que o livro regresse :) então poderei coloca-lo aqui com todo o gosto.
Vale a pena de facto.

 

Um livro sombrio, de que acabei por gostar bastante e me deu a conhecer mais uma escritora.

Entretanto, comecei Uma conspiração de estúpidos, de John Kennedy Toole, que tem como personagem principal um fulano tão irritante como fascinante, precisamente por ser tão desajustado.

(apesar do título me ser familiar só agora descobri a história deste autor que, após várias recusas de editoras acabou por se suicidar aos 31 anos. Anos mais tarde, a mãe leva o livro a um escritor que acaba por conseguir a publicação da obra, que viria a ganhar o Pulitzer 12 anos após a morte do autor).

 

O Pequeno Herói, de Dostoievski, um pequeno conto (novela?) enternecedor que, por isso, se lê num instante. Muito interessante.

http://www.bookcrossing.com/---/5386172

Ando assim, nesta onda de leituras curtas (a cabeça anda demasiado tresloucada). Mas agora penso atirar-me a Chimamanda Ngozi Adichie (não à senhora, obviamente, mas ao seu livro "A Cor do Hibisco"). A ver vamos. Entretanto, mantenho "Moth Smoke" ainda nas páginas iniciais. Apeteceu-me intercalar leituras em Português para ver se acelerava um bocadinho.

 

E assim mesmo, sem acento no "a", porque como sou uma moça muito afoita, atirei-me a ele em espanhol e tudo, apesar das suas mais de 600 páginas. É o que dá ir a Espanha, e não resistir a entrar numa livraria a sério, daquelas que cheiram a livros (não a plástico e tinta acabada de imprimir) e têm pilhas até ao tecto, nos cantos pelo chão, um aspecto em geral caótico, mas um dono que sabe o que lá tem - só é preciso conseguir encontrá-lo no meio das pilhas, ou conseguir uma aberta por entre as conversas com os clientes que entram e saem e se tratam com a familiaridade de quem se conhece há muitos anos (*suspiro* havia uma assim aqui na cidade, mas fechou há mais de uma década).
Estou mesmo a começar, mas so far, so good (a compreensão do espanhol) e muito prometedor (o livro propriamente dito). Para quem não conhece, o cenário é o País Basco aqui tão perto, e o tema, o terrorismo da ETA.

 

entrar numa livraria a sério, daquelas que cheiram a livros (não a plástico e tinta acabada de imprimir) e têm pilhas até ao tecto, nos cantos pelo chão, um aspecto em geral caótico, mas um dono que sabe o que lá tem - só é preciso conseguir encontrá-lo no meio das pilhas, ou conseguir uma aberta por entre as conversas com os clientes que entram e saem e se tratam com a familiaridade de quem se conhece há muitos anos


Que saudades!

 

E assim mesmo, sem acento no "a", porque como sou uma moça muito afoita, atirei-me a ele em espanhol e tudo, apesar das suas mais de 600 páginas. É o que dá ir a Espanha, e não resistir a entrar numa livraria a sério, daquelas que cheiram a livros (não a plástico e tinta acabada de imprimir) e têm pilhas até ao tecto, nos cantos pelo chão, um aspecto em geral caótico, mas um dono que sabe o que lá tem - só é preciso conseguir encontrá-lo no meio das pilhas, ou conseguir uma aberta por entre as conversas com os clientes que entram e saem e se tratam com a familiaridade de quem se conhece há muitos anos (*suspiro* havia uma assim aqui na cidade, mas fechou há mais de uma década).
Estou mesmo a começar, mas so far, so good (a compreensão do espanhol) e muito prometedor (o livro propriamente dito). Para quem não conhece, o cenário é o País Basco aqui tão perto, e o tema, o terrorismo da ETA.



uiiii acontecem sempre coisas do demo nessas livrarias... :) https://www.youtube.com/watch?...

 

E assim mesmo, sem acento no "a", porque como sou uma moça muito afoita, atirei-me a ele em espanhol e tudo, apesar das suas mais de 600 páginas. É o que dá ir a Espanha, e não resistir a entrar numa livraria a sério, daquelas que cheiram a livros (não a plástico e tinta acabada de imprimir) e têm pilhas até ao tecto, nos cantos pelo chão, um aspecto em geral caótico, mas um dono que sabe o que lá tem - só é preciso conseguir encontrá-lo no meio das pilhas, ou conseguir uma aberta por entre as conversas com os clientes que entram e saem e se tratam com a familiaridade de quem se conhece há muitos anos (*suspiro* havia uma assim aqui na cidade, mas fechou há mais de uma década).
Estou mesmo a começar, mas so far, so good (a compreensão do espanhol) e muito prometedor (o livro propriamente dito). Para quem não conhece, o cenário é o País Basco aqui tão perto, e o tema, o terrorismo da ETA.



uiiii acontecem sempre coisas do demo nessas livrarias... :) https://www.youtube.com/watch?...


Belo filme!

A mim não me aconteceu nada desse género, mas trouxe para casa um livro fantástico. Já me ocorreu fazer um ring quando acabar, o problema é que está em espanhol, e não sei se haveria gente interessada...
A livraria é esta:
https://www.semuret.com/

 

https://www.semuret.com/


Bem me parecia que seria essa livraria. Já lá passei tantas vezes, fico sempre presa às montras e nunca entrei. Shame on me.

Curiosamente, acabei de chegar dos correios e, enquanto esperava, o olhar dirigiu-se imediatamente para a prateleira onde estava esse livro, em tradução portuguesa.

 

https://www.semuret.com/


Bem me parecia que seria essa livraria. Já lá passei tantas vezes, fico sempre presa às montras e nunca entrei. Shame on me.

Curiosamente, acabei de chegar dos correios e, enquanto esperava, o olhar dirigiu-se imediatamente para a prateleira onde estava esse livro, em tradução portuguesa.

Se quiseres experimentar primeiro em espanhol, passo-to quando acabar. Estou a achar bastante fácil de ler, e como vou escrevendo a lápis as traduções de algumas palavras que não conheço, até já tens o trabalho facilitado;) Para além disso, o livro está dividido em capítulos muito pequenos (4-5 páginas), que vão alternando os pontos de vista das diferentes personagens, o que torna a leitura muito mais fácil.

 

uiiii acontecem sempre coisas do demo nessas livrarias... :) https://www.youtube.com/watch?...


Que bonito...
Descobri entretanto o poema inteiro, embora os excertos escolhidos para o filme sejam perfeitos.
https://www.poets.org/---/somewhere-i-have-never-travelledgladly-beyond

 

uiiii acontecem sempre coisas do demo nessas livrarias... :) https://www.youtube.com/watch?...


Que bonito...
Descobri entretanto o poema inteiro, embora os excertos escolhidos para o filme sejam perfeitos.
https://www.poets.org/---/somewhere-i-have-never-travelledgladly-beyond


então toma lá, pelo próprio... :)
https://www.youtube.com/watch?...

"Ana e suas irmãs" é o meu preferido do tio Woody...

 

O poema é maravilhoso!
Quanto ao filme, já o vi há muito tempo, e confesso que já não me lembro bem do que se passa. Mas fiquei com vontade de rever

 

uiiii acontecem sempre coisas do demo nessas livrarias... :) https://www.youtube.com/watch?...


Bem bonito. Vou ver se encontro uma tradução correcta em português, procurar uma imagem bonita e divulga-lo.

 

O Livro 1 de uma série denominada O Lugar mais Sombrio. Um jovem muda-se de São Paulo para Brasília com o seu pai após uma separação traumática do casal, nos anos 1960. Ele escreve anotações sobre o seu cotidiano na nova cidade, sua vida de estudante no colégio e na universidade.

 

... o bookray realizado pela Tuanita.
Gostei muitíssimo deste livro e tive pena de ter chegado ao fim, porque ainda não me apetecia despedir das personagens...

E retomei "Inca Myths and Legends", de Cristobal de Molina - estou a gostar (como era de esperar visto eu ser uma apaixonada pelos Incas), embora a tradução para inglês seja mázinha... - não consegui encontrar a versão espanhola :-( -

 

irus 11 mos ago
Mais uma BD
O diário de K., de Filipe Abranches - um livro sombrio baseado na obra A Morte do Palhaço, de Raul Brandão.

 

Esta autora não cessa de me surpreender. É um livro de 1954, de contos sobre mulheres, e um verdadeiro manifesto feminista contra as leis da época - a proibição de uma mulher viajar sem a autorização do marido, o casamento ser proibido às enfermeiras, entre muitas outras. Não é difícil perceber que ela se baseia em factos reais. Os contos são muito pequenos e de uma frieza quase científica, porque não são precisos violinos para enfeitar os milhares de vidas arruinadas e infelizes que ali são retratadas. Estou a gostar muito e, neste mês especialmente, sinto-me grata por há décadas não vivermos sob um regime tão sufocante. Pena que a Maria Archer não tivesse vivido para ver a alvorada desse dia...

 

de Richard Zimler, que recebi por aqui.

Está a ser um pouco desapontante... :<

 

Um livro de uma socióloga que mudou de ideias relativamente ao feminismo que apoiava e escreve um livro completamente machista e implicado numa noção de "casamento tradicional" que me parece absolutamente detestável.

Mas estou a gostar :)

 

Um livro de uma socióloga que mudou de ideias relativamente ao feminismo que apoiava e escreve um livro completamente machista e implicado numa noção de "casamento tradicional" que me parece absolutamente detestável.

Mas estou a gostar :)



conta mais, conta! é assim que se chama o livro? não encontro. Interessa-me o tema...

 

Um livro de uma socióloga que mudou de ideias relativamente ao feminismo que apoiava e escreve um livro completamente machista e implicado numa noção de "casamento tradicional" que me parece absolutamente detestável.

Mas estou a gostar :)



conta mais, conta! é assim que se chama o livro? não encontro. Interessa-me o tema...



e, a despropósito, ando a ler isto: https://www.wook.pt/---/19197762

 

Estava à procura de informações para por no blog, sobre este livro, e acabei por achar a página da editora. :)

http://relogiodagua.pt/---/que-pais-que-filhos/

 

Estava à procura de informações para por no blog, sobre este livro, e acabei por achar a página da editora. :)

http://relogiodagua.pt/---/que-pais-que-filhos/



boa! e tem as primeiras páginas! Obrigada!

 

Sim, é este o nome. Não encontrei foi o da autora e tenho preguiça de ir buscar o livro à mala.... D:

De todos os modos, encontrei-o no Wook, mas como é uma edição bastante antiga (1999, penso), é capaz de estar esgotado. Infelizmente, não posso colocá-lo a empréstimo, pois eu própria o tomei emprestado :(

 

um livro que estava no minha wishlist há anos, um clássico da literatura de Terror

 

o último da Allende, Para lá do inverno. Apesar de não ter desgostado d'O amante japonês, onde achei que ela tinha regressado à prosa do bons velhos tempos, não sei se não é uma autura já um bocado gasta, nos temas e abordagens... mas como gosto da escrita, vou sempre dando o benefício da dúvida :-)

 

Detestando a personalidade de Eugene e, a todo o momento, desejando que o harmatão traga um raio que o parta. Em simultâneo, adorando Ifeoma, a sua irmã. Acabo por centrar a história nestes dois personagens, mais do que na personagem da narradora ou no seu sofrimento. Depois farei uma JE como deve ser. Mas vale bem a pena.

 

Detestando a personalidade de Eugene e, a todo o momento, desejando que o harmatão traga um raio que o parta. Em simultâneo, adorando Ifeoma, a sua irmã. Acabo por centrar a história nestes dois personagens, mais do que na personagem da narradora ou no seu sofrimento. Depois farei uma JE como deve ser. Mas vale bem a pena.


é isso...tive o mesmo sentimento. mas gostei tanto! dos melhores (senão o melhor da autora...)

 

E ontem à tarde iniciei Things Fall Apart, de Chenua Achebe. Não imaginava que o livro fosse tão antigo (1954). Em todo o caso, é fascinante.

 

E ontem à tarde iniciei Things Fall Apart, de Chenua Achebe. Não imaginava que o livro fosse tão antigo (1954). Em todo o caso, é fascinante.



Obrigada, é da minha idade. Não sabia que era tão antiga, sniff, sniff

 

E ontem à tarde iniciei Things Fall Apart, de Chenua Achebe. Não imaginava que o livro fosse tão antigo (1954). Em todo o caso, é fascinante.



Obrigada, é da minha idade. Não sabia que era tão antiga, sniff, sniff

Para escritor africano, és antiga, sim :-D Mandei-te uma pm muito, muito importante. Lêstezia?

 

Respondi-te a pedir a morada, no mesmo dia
Não vistes ela - a pm?
Olha!

 

- ainda no final do mês passado, li As Lojas de Canela, de Bruno Schulz. Que coisa estranha, que escrita bonita, um livro de que gostei sem gostar...
- A Linguagem Secreta das Mulheres de Martin Davies, mais um romance histórico a deixar-me um amargo de boca: tanto potencial histórico desperdiçado numa "historiazinha da treta", indo bucar referências às primeiras expedições a oriente, ao Rei Manfredo da Sicília, ao tesouro dos Cátaros e à queda de Montségur, à (no livro iminente) queda da Dinastia Song na China às mão de Kublai Khan e, finalmente, à escrita das mulheres (nushu) de Yunnan, que terá sido aprendida da forma tradicional pela última vez por Yang Huanyi que morreu em 2004. Enfim...
- A Porta, um maravilhoso livro da húngara Magda Szabó que, este sim, finalmente, me encheu as medidas.
- (ontem no metro, no caminho para casa, depois de o comprar para oferecer à sobrinha) o Querida Ijeawele de Chimamanda Ngozi Adichie, de que gostei muito embora tenha ficado na dúvida se a miúda o irá ler...

 

Entre outras leituras mais simples (livros de contos tradicionais e de histórias infantis) ando a ler "Triunfo do Amor Português", um livro de contos de Mário Cláudio dedicado a histórias de amor portuguesas (ou que tiveram lugar em território português), protagonizadas por personagens reais os fictícias (por exemplo, o primeiro conto é uma recriação do conto tradicional relativo ao tema da "Bela e o Monstro", há um conto dedicado a Mariana Alcoforado e conde de Chamilly, outro a Pedro e Inês - claro... e por aí fora).

Mário Cláudio é um autor com um estilo muito próprio e que por vezes é difícil de entender. O conto dedicado a Roberto Machin e Ana de Arfet (ingleses que desembarcam na ilha da Madeira, tendo a zona de Machico ganho esse nome por causa do nome da personagem masculina) foi o mais difícil de perceber até agora.

 

dizem que é um clássico da ficção ciêntifica vamos ver no que dá.

 

Uma edição do Público sobre um assunto que não me interessa remotamente, mas bora lá aprender sobre Yeshua e a malta

 

embora não estivesse à espera de me divertir com o Marquês de Sade, de quem estou agora a ler 'Os melhores contos'.
Dos que li até agora ainda nenhum teve práticas sádicas. Mas o primeiro é uma incrível história de faca (qual faca? facalhão) e alguidar: uma jovem torna-se amante do irmão, de quem vem a ter um filho. Anos mais tarde, o filho apaixona-se perdidamente pela mãe mas, a tentar 'defender a virtude', esta mata-o sem querer. A mesma mulher acaba por ser a causadora involuntária da condenação à morte da própria mãe, vindo depois a casar com o pai, ou seja, igualmente pai do seu primeiro amante.
Claro que isto se passa por mero acaso do destino, sem que nunca algum dos protagonistas saiba das ligações entre eles e, naturalmente, a revelação fortuita acaba em grande tragédia.

O outro livro divertido que acabei de ler foi a Conspiração de estúpidos, que tem a galeria de personagens mais desajustada e hilariante de que me lembro.

 

do Açoreano João de Melo.

Estou a gostar imenso! =D

 

wingArvoreswing 11 mos ago
Deserto
de JMG Le Clézio. Até agora, estou completamente enfeitiçado. Já tinha lido outro livro do autor de que tinha gostado muito. Mas este supera o anterior.

 

Recebido e lido ontem...que pequeno grande livro! adorei...vai ficar na memória...

 

Recebido e lido ontem...que pequeno grande livro! adorei...vai ficar na memória...


Gostei de ler o teu comentario a este livrinho. Fico contente, pois tb o acho especial. Em Abril não coloquei aqui "Um livro por mês" mas para maio já está escolhido e creio que vão gostar :)

 

Acabado o Patria (tão, tão bom, resenha aqui: https://www.goodreads.com/review/show/2350567617), comecei o ring do Árvores, e já vi que apesar de a escrita ser muito acessível, não vai ser fácil de digerir... Acho que, tal como me aconteceu com o "Vozes de Chernobyl", vou ter de o intercalar com outras leituras. Mas vou fazer os possíveis por não atrasar demasiado o ring.

 

Depois da BD que aqui já referi (Pratt e B. Vives) destaco "Aurora Boreal" de Asa Larsson, uma leitura realmente agradável e "A vida de ramón" de Luisa Costa Gomes ( biografia do místico medieval Ramon Llul)

Terminei com Jorge Amado em a "Descoberta da América pelos Turcos", um pequeno romance hilariante, que fez parte de um desafio colocado a vários escritores nos 500 anos da descoberta da America. Amado decidiu brincar um pouco com a ideia de "descoberta" e relata a vida de algumas famílias de turcos ( ou árabes do império otomano) que chegaram à Bahia no inicio do século XX. Narrativa curta centrada em 5 irmãs a procura de noivo. Uma delas, com fama de feiosa e antipatica e que nao arranjava noivo, um dia é salva de ser atropelada por um jovem herói que nao foi dessa opinião. O pai da rapariga dizia com graça que "Existe Alá, existe Jeová mas o verdadeiro Deus é brasileiro". Jorge Amado escreve realmente bem. Gostei

 

Penso que, depois de Coetzee, foi o primeiro escritor africano não-lusófono que li. A descrição da vida quotidiana e das crenças (muitas, como todas as crenças, de uma grande crueldade) que regulavam todos e cada um dos actos antes da colonização é muito cativante. A descrição da entrada insidiosa do homem branco nessa vida e da imposição de uma nova autoridade precedida por uma nova crença, é angustiante. E o final é tremendo.
Iniciei Adolescentes, Pais e Tudo o Mais, do psicólogo Vasco Prazeres, cuja escrita na defunta revista do Público sempre apreciei. Espero que esta leitura me ajude na fase que andamos a passar aqui em casa, em que não há meio-termo: ou está tudo fantástico ou tudo uma bosta :-P

 

de David Mourão Ferreira.

Não estou a gostar muito, é muito machista :<

 

O artista até pode ser um bom artista - pelo pouco que li, nem isso -, mas o português dele é atroz, e estava a dar-me comichões no sangue. Comecei ontem um livro que me foi oferecido pela conto, a minha madrinha-Natal de há dois anos, Morte na Pérsia, de Annemarie Schwarzenbach, de que gostei de imediato. Só me falta tempo para o devorar.

 

e a divertir-me à brava com gargalhadas incontroláveis em sítios públicos e tudo. Acho que não volto tão depressa ao café aqui do lado. Hoje, por causa da cena do Tomás e dos piolhos, quase cuspi o café... a dona abanou a cabeça não acreditando no que estava a ver...

 

Devidamente anotado... para não me pôr a ler isso no metro! ;)

 

Sempre de leitura escorreita, sempre capaz de nos transportar para as cidades da antiguidade clássica, a verdade é que estes livros já não têm o encanto dos primeiros.
Se a descoberta de um crime ocupa meras 50 páginas de todo o livro, não sendo de todo o fundamental da hitória, o que é para mim um bom sinal, que não sou fã de policiais e whodunnits, a verdade é que este "The Judgement of Caesar" não é também o melhor exemplo daqueles livros "mais políticos" do autor, estando no limite do romance de cordel. Até o final do livro, com o súbito "ressuscitar" de um personagem, me deixou chateada. Francamenete? Não havia necessidade! :)

 

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