Chegou então Dezembro. O que se lê antes que acabe o ano?

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Um pouco de não ficção, para terminar o ano.
O sub-título do livro é "A journey into the science of mind over body", o que, por si só, teria sido suficiente para eu pôr o livro de lado e não pensar em ler uma página sequer. Mas o livro não é esotérico, nem pouco mais ou menos. É um relato que parte da investigação que se está a fazer neste momento acerca do efeito placebo (e nocebo - que é mais ou menos o oposto), para tentar perceber de que forma produtos que não têm qualquer princípio activo são capazes de desencadear respostas físicas e mensuráveis, que muitas vezes resultam no alívio de uma série de sintomas. Sendo que por vezes nem é preciso tomar qualquer produto e o efeito é sentido mesmo quando as pessoas são informadas que se trata de um placebo.
Só vos digo que isto é impressionante. Se quiserem ler uns excertos (que foi o que me fez comprar o livro), vejam aqui:
https://www.amazon.com/---/0385348150#reader_0385348150

 

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Depois de uma breve pausa, eu regressei a Things fall apart, de Chinua Achebe.
Estou a gostar, embora não corresponda às expectativas que tinha, depois de anos a ler críticas excelentes a este livro. O livro narra a vida de um agricultor e todos os rituais associados à vida na tribo e por aí é interessante, mas estava à espera de outro tipo de prosa e não apenas de uma sucessão de episódios. Agora que estou a iniciar a 2ª parte, com o protagonista a cair em desgraça pode ser que ainda me venha a surpreender.

E por aí, o que se lê nos intervalos das compras natalícias?

 

Acabei há bocado. Agora fase de remoer o que li.
Para precisar desse espaço é porque gostei muito.

Compras natalícias? :(

 

Pequete 2 yrs ago
Bem...
O Libro Rojo de los Vertebrados de la Región de Murcia, conta?

É que tirando isso, e mais uma data deles do mesmo género, não tenho lido nadinha. E compras também não...

Como diria uma colega da Pequetinha - ai, bida!

 

da Maria Judite de Carvalho! Tão bom...

Vejam isto:
é da Maria Judite de Carvalho e, tem pérolas como esta:
"As pessoas falam ou cacarejam, algumas, um dos homens, pelo menos, faz pequenos discursos sobre aplicações de capitais, coisas assim. Há também risos soltos ou apertados, e uma ou outra frase que dura um pouco mais que as outras. As mulheres, entre elas Ivette (ou Arlette, nunca sabe ao certo), trazem quase sempre vestidos pretos, e usam jóias de fantasia.
Ela é nessas alturas uma pessoazinha incolor, apagada, às vezes ausente, porque em certas ocasiões acontece-lhe despir o corpo, deixá-lo na cadeira, ou, melhor ainda, no Maple que está habituado a coisas dessas, parte, vai para bem longe. A mãe, que às vezes aparece “para lhe dar apoio moral”, procura-a pela sala movendo lentamente a cabeça, e tem uma ruga vertical entre as sobrancelhas. Ela anda por ali. Porque uma palavra a arrastou para outra palavra, uma imagem para outra imagem, mais vivas e reais do que as presentes.
Outras vezes vai desenhando com traço fino as pessoas na tela do fumo, embora as suas mãos continuem presas, a esquerda ao joelho direito, a direita ao cigarro. Porque fuma com a mão direita como todos os desocupados. Sente-se então longe longe, como se os outros falassem uma língua estranha, ou como se o mal fosse dela, bicho esquisito entre bichos de uma mesma raça."

 

Edição brasileira esgotada, encontrei esta edição argentina ao perambular por livrarias de Montevidéu. Leitura mais lenta, consultas ao Diccionario Essencial Santillana de La Lengua Española. Mais uma história do detetive Mario Conde, mistura de ficção e realidade.

 

uma distopia em que os países do eixo ganharam a 2ª Guerra Mundial e os EUA estão divididos entre território ocupado pelos Nazis e pelos Japoneses.
Um livro um pouco bizarro, não pelo tema mas pela abordagem do autor, mas muito bem escrito.
Ainda só li 50 páginas por isso ainda é cedo para grandes comentários mas até agora estou a gostar

 

uma distopia em que os países do eixo ganharam a 2ª Guerra Mundial e os EUA estão divididos entre território ocupado pelos Nazis e pelos Japoneses.
Um livro um pouco bizarro, não pelo tema mas pela abordagem do autor, mas muito bem escrito.
Ainda só li 50 páginas por isso ainda é cedo para grandes comentários mas até agora estou a gostar



e a despropósito disto já viste este documentário: https://www.youtube.com/watch?...

sou uma chata mas ando a recomendá-lo a toda a gente! é brilhante!

 

ainda não vi mas vou ver. obrigado pela recomendação.

 

Comecei "O Grande Gatsby", de F.Scott Fitzgerald, mas está a ser uma leitura algo difícil, creio que por causa da tradução... O que me custa é que esta dita tradução é de José Rodrigues Miguéis.

 

Coisas de profes, que às vezes precisam de uma injeção de amor à arte :-)

 

A meio do livro de Jorge Almeida Abrantes. Com base na vida do avô materno, o autor romanceia a história e surge assim "uma Vida Cheia".

 

de Raduan Nassar

Desde que o senhor ganhou um prémio importante que o queria ler. Pedi ao meu pai, que confirmou que os livros que possuía no autor estão no Brasil, lol

Depois, amorosa pessoa desta seita livresca forneceu-me o e-book :) Muito obrigada!

 

ou Nine Wicked Tales, de Margaret Atwood. Pela primeira vez adorei um livro de contos desta autora (os outros não me convenceram, de todo). As temáticas andam muito em torno daquilo a que ela já nos habituou, mas também é verdade que, como é referido na capa da edição que li, "if this collection can be said to have a clear uniting theme, it might be that by a certain stage of life we've all got at least one person we wouls really like to kill".
Entretanto, comecei (mas só comecei) "A de Açor" com o qual estou super curiosa.

 

ou Nine Wicked Tales, de Margaret Atwood. Pela primeira vez adorei um livro de contos desta autora (os outros não me convenceram, de todo). As temáticas andam muito em torno daquilo a que ela já nos habituou, mas também é verdade que, como é referido na capa da edição que li, "if this collection can be said to have a clear uniting theme, it might be that by a certain stage of life we've all got at least one person we wouls really like to kill".
Entretanto, comecei (mas só comecei) "A de Açor" com o qual estou super curiosa.


Ui, eu já não vou para nova, mas ainda não me consigo lembrar de ninguém que quisesse mesmo matar...

"A de Açor" - também tenho muita curiosidade acerca desse livro, depois conta!

 

Não sei como vim aqui parar D:

Mas está a ser uma leitura muito engraçada :)

 

O TC Boyle é um dos meus autores de eleição já há alguns anos e é, provavelmente, um dos melhores autores contemporâneos dos EUA.
Estou esperançoso numa boa leitura

 

Camilo José Cela.

 

Estou a ouvir este audiobook e... não me sinto muito ligada a ele, não fez "clique". Vou continuar por mais um bocado e ver no que dá...
Entretanto comecei um livro sobre alquimia, mas quero tanto perceber tudo que leio devagar e tiro apontamentos...
Também estou no início do "E se?: Respostas científicas para perguntas absurdas" que é óptimo para se ler 1 capítulo por dia e está cheio de bom humor!

A verdade é que o Goodreads diz que me faltam 23% para completar o desafio a que me propus este ano e eu vejo a coisa negra... Preciso de férias! E livros fininhos! LOL

 

E pronto, finalmente comecei a saga Ferrante. Ainda li muito pouco, mas cheira-me que vou gostar.

 

de Camilo Castelo Branco

Entretanto li também "A Cena do Ódio", de Almada Negreiros, cujo objectivo me escapou...

 

"Uma dor tão desigual", um conjunto de contos de vários autores portugueses. Fiquei completamente rendido à escrita da Senhora Maria Teresa Horta. Sublime. O livro, no geral, é bom. Seguiu viagem hoje.

 

Comecei uma empreitada que não vou conseguir terminar antes do fim do ano... "Ulisses" de James Joyce.
Uma colega minha do trabalho tinha abandonado a leitura deste livro há uns anos e, recentemente, quis lê-lo até ao fim, sem desistir. Acabou por não gostar nada dele, mas leu-o até ao fim. Isso criou em mim a vontade de o ler, para tentar perceber por que razão é um livro tão "rejeitado", mas figura sempre nas listas dos melhores romances da literatura universal de todos os tempos.

Tenho-o lido a pouco e pouco, e há muitas coisas que não percebo... E acho estranho como é que o tradutor fez certas opções.. Ainda há bocado me deparei com isto «O? As.» Como é que o tradutor chegou a esta tradução, visto que no Inglês os artigos definidos são todos "the"?! Também fiquei na dúvida se um certo «obrigado» seria "thank you" ou o particípio passado do verbo "obrigar"... Enfim, é confuso... Há certos livros que se calhar só fazem sentido na língua original.
Mas confesso que gosto bastante daquele estilo de escrita, assim caótico! É pena é ser tão confuso e não ficarmos a perceber certas coisas...

A tradução que estou a ler (sim, porque no original Inglês provavelmente não sairira da primeira página...) é a muito elogiada de Jorge Vaz de Carvalho. http://www.dn.pt/---/nova-traducao-de-ulisses-chega-as-livrarias-3576880.html

 

Bem, a verdade é que, segundo consta, o livro só faz mesmo algum tipo de sentido em Inglês E se conheceres bastante da Irlanda da época, porque está cheio de referências a situações e locais específicos.

Li-o o ano passado e percebi alguma coisa, mas não sei se foi a coisa certa. :p

 

Um tipo de livro nipónico.

É o volume cinco de Spice and Wolf, série que tenho vindo a ler. Estou cada vez mais aborrecida com ela, porque o autor se repete constantemente em cada volume e parece tudo mais uma forma de termos mais seasons de animação (já temos duas...)

 

Um pouco de não ficção, para terminar o ano.
O sub-título do livro é "A journey into the science of mind over body", o que, por si só, teria sido suficiente para eu pôr o livro de lado e não pensar em ler uma página sequer. Mas o livro não é esotérico, nem pouco mais ou menos. É um relato que parte da investigação que se está a fazer neste momento acerca do efeito placebo (e nocebo - que é mais ou menos o oposto), para tentar perceber de que forma produtos que não têm qualquer princípio activo são capazes de desencadear respostas físicas e mensuráveis, que muitas vezes resultam no alívio de uma série de sintomas. Sendo que por vezes nem é preciso tomar qualquer produto e o efeito é sentido mesmo quando as pessoas são informadas que se trata de um placebo.
Só vos digo que isto é impressionante. Se quiserem ler uns excertos (que foi o que me fez comprar o livro), vejam aqui:
https://www.amazon.com/---/0385348150#reader_0385348150

 

Olha, li uma notícia sobre esse assunto, dizia o mesmo, mas já não sei onde foi....

 

Olha, li uma notícia sobre esse assunto, dizia o mesmo, mas já não sei onde foi....


Eu acho que tu devias ler isto, e o Árvores também, e toda a gente que padece de maleitas relacionadas com dor. Eu agora interrompi temporariamente a leitura para o meu pai ler o livro, enquanto está cá a passar o Natal, mas depois retomo e quando terminar (provavelmente em Janeiro), se houver interessados, posso ringar.

 

Sándor Márai.
Hum, hum, muito bommmm.

E comecei « O jogo favorito», Leonard Cohen, et pour cause.

 

Nada como um bom clássico natalício, para esta época do ano.
O livro reúne seis contos: A Canção do Natal (mais conhecida por A Christmas Carol), O vendedor ambulante, O guarda-chuva do Sr. Thompson, Os sete caminhantes pobres, Uma dama caridosa e Os carrilhões.
Que me lembre, só ainda tinha lido o primeiro, mas estou na mesma a reler, porque sabe sempre bem, até porque é uma tradução diferente.

 

Eu lá vou, a pouco e pouco, sem perceber grande coisa do "Ulisses" (estou numa parte em que me parece que há uma série de personagens reunidas numa espécie de redacção de jornal, em que se fala de muita coisa, mas sem coerência alguma)... Eu até percebo que se trata de um romance sem trama progressiva, mas encher páginas e páginas sem o objectivo de chegar a lado nenhum... Enfim! Estou surpreendido comigo mesmo é por não me apetecer desistir da leitura!

Vou intercalando com uns livros de BD de autores portugueses e também de algumas histórias do Tintim, que nunca tinha lido, mas que me deu para ler agora!

 

Depois de um interregno, eu que li outros livros, voltei à Islândia do século XIX.
É um livro denso, na escrita e no tema (uma viagem pela ilha, de um carteiro e o rapaz que o acompanha, num ambiente hostil de tempestade de neve e vento). Às vezes é cansativo, porque os dois pouco mais fazem do que atravessar charnecas, sempre cheios de frio, sujeitos à fúria dos elementos, ocasionalmente parando em pequenas casas para passarem a noite. Mas é um livro muito bonito que, nessas breves paragens nos dá um vislumbre da vida dos islandeses quando uma folha de papel entregue a crianças era um presente incrível, de que nunca tinham podido usufruir.

 

Porque hoje li:

"Alma", de Manuel Alegre, que achei um pouco repetitivo dentro do contexto da literatura portuguesa mas que estava escrito de forma interessante;

"Amor é Prosa, Sexo é Poesia", um livro de crónicas do brasileiro Arnaldo Jabor, que me dividiu bastante

"O Auto da Compadecida", uma peça de teatro que já devia ter lido há anos e que adorei e adoraria fazer :)

"A Terrível Criatura Sanguinária", um conto de Nuno Markl que, não sendo nada de especial, está até engraçado.

Agora comecei "O Ladrão de Almas", de Alma Katsu :)

Desculpem, sou uma exagerada ;___;

 

Desculpem, sou uma exagerada ;___;

Qu'ideia, agora exagerada!!! ;)
Masnão precisas pedir desculpa, que quando a gente te quer bater é "derivado à" dor de cotovelo...

 

Muita dor de coto!!!

 

Só porque é quase Natal, caso contrário levavas uma carga de porrada :)

 

mas a lady arrasou-me...

os sais? onde estão os meus sais??

(marialeitora, cai, teatralmente, na chaise longue...) :p

 

Pequete 2 yrs ago
Ai, lady...
a tua sorte é estares tão longe, filha, caso contrário, é como diz a irus - porradinha, que era p'ra aprenderes que a gula é um grande pecado. Mas prontes, é Natal, e ninguém leva a mal, ou pelo menos a gente faz de conta, bá.

 

D:

É pré-natal, não há nada que fazer.
Que resta então, senão ler?

:DDD

 

mas um pouco mais negro do que o habitual para um livro do TC Boyle.
Agora comecei Deep South do Paul Theroux, um relato de viagens pelo sul empobrecido dos EUA. Não sou fã de literatura de viagens mas a forma como este livro está escrito é bastante cativante.

 

cometa54 2 yrs ago
plof !
Não me lembro do que estava a ler. Levei para Lx mas não deu para avançar.
Mas isto pode ser?!

 

que me soube muito bem ler, nestes dias de nevoeiro.
Depois li um minilivro com três contos de Natal de autores portugueses, e agora continuo embrenhada em natalices - comecei ontem à noite o The Christmas Mystery de Jostein Gaarder - a história de um miúdo que encontra numa velha livraria, um calendário de advento especial, que em vez de chocolates ou bonecos de plástico, tem lá dentro uma imagem e um pedaço de papel. Cada pedaço conta parte de uma história fantasiosa (envolve brinquedos que ganham vida, anjos e viagens do tempo), que nos vai sendo dada a conhecer ao longo de 24 capítulos (um para cada dia do ano do calendário). Estou a gostar bastante.

 

Um livro escrito por uma fã de BoysLove que obtive num fórum especializado nesse tema... E que saquei mais por descargo de consciência, porque me pareceu que ninguém ia ler o livro dela D:

Espero que seja bom, não leio nada de jeito dentro deste género há milhões de tempo.

 

As miúdas estão em casa e não sobra muito tempo.
Depois de "Uma dor tão desigual", que enviei como prenda de Natal aqui no BC, hoje acabei "Sob o signo de Capricórnio -Corto Maltese", BD de Hugo Pratt.

No primeiro, fiquei absolutamente rendido à escrita de Maria Teresa Horta. Mas havia outros contos muito bons.

Gostei de Corto Maltese, mas esperava um pouco mais (não me batam os respectivos fans)

Agora penso avançar com "A vida no campo", de Joel Neto, que escreveu um dos melhores contos do livro "Uma dor tão desigual"

 

estando muito bem escrito, é um livro denso e não exactamente do género que prende da primeira à última página", para além de ser pesado, o que não me dá vontade de andar com ele "por aí". Por isso está a ser uma leitura muito lenta e que vou intercalando com outras.
Agora escrevi intercalendo. corrigi mas fiquei a pensar que, no caso, é mesmo isso, tenho ido intercalendo outras coisas, hehehhhh!
As "intercaleituras" foram portanto:
- "God help the child" de Toni Morrison, uma autora que o BC (via irus - obrigada!) me apresentou este ano. Não sendo um livro maravilhoso, lê-se muito bem e tem aspectos bem interessantes. Dou-lhe uma 6 ou 7 estrelinhas.
- A caverna de ali-babá" de Ana María Briongos (obrigada cometa!), uma escritora espanhola que decidiu em 2001 viajar até ao Irão e instalar-se durante algum tempo numa loja de tapetes do bazar de Ispaão para viver de perto o dia-a-dia deste país. Trata-se de um livro muitíssimo interessante por focar todos aqueles aspectos que para nós são tão interessantes pela diferença de culturas, mentalidades, experiências de vida. Não sendo uma obra relevante do ponto de vista literário, é-o muitíssimo pela experiência relatada de uma forma quase jornalística (observa, questiona, relata, mas não toma partido nem faz juízos de valor).

 

Comecei ontem e vou acabar este fds, para depois enviar ao avenalve.
Até agora estou a gostar bastante, parecem-me uma espécie de memórias de um menino filho de colonos pobres em Angola, que vai crescendo e tomando consciência da forma (nem sempre muito justa) da forma como funciona o mundo à sua volta. A escrita é muito bonita.

 

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