Olá, Novembro! O que se lê por aqui?

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Ulisses já regressou a Ítaca( estou na rcta final). Uma delicia esta tradução ( de Frederico Lourenço) Uma visita a lendas e historias que ja conhecemos de tanto serem relatadas parcialmente. Sinto que estou a entrar num mundo ja parcialmente conhecido e ao mesmo tempo novo. A forma de pensar do classicismo antigo é realmente unica ate do ponto de vista literario. O enredo é cheio de pormenores e empurra-nos a querer saber sempre o que se segue. O uso de adjectivos para cada substantivo dá muito mais precisao e cor ao texto ( a nau é concava , a aurora é divina ou precoce ou sábia, a deusa Atena de olhos garços e por ai fora). Olhem, fez-me recordar tb um livro de Ismail Kadare ( o que eu mais gostei ). Dossier H. (H de Homero).

 

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Eu acabei o Saindo do Armário em Bicos dos Pés, de Dulce Saragoça, minha irmã. Já troquei vários mails com ela sobre o livro. Foi escrito há 9 anos e ela submeteu-o ao prémio da FNAC. Não ganhou e não se falou mais nisso. Eu esperei este tempo todo para o ler, porque o tema era melindroso (um coming out que eu supunha ser o dela), mas afinal fiz bem, porque pude fazê-lo com distanciação afectiva (são assuntos resolvidos há muito) e, graças ao facto de me ter dedicado à escrita e ter tido a felicidade de ser publicada, com algum conhecimento crítico. Ao contrário do que eu pensava, não é uma autobiografia, embora tenha elementos autobiográficos. Achei a história tão interessante e algumas partes tão bem escritas que estou a tentar convencê-la a repegar nele homogeneizá-lo, consolidá-lo. Estou convencida de que não só conseguiria publicá-lo como teria muito êxito.
Continuo a deliciar-me com Mulheres que Lêem São Perigosas. O título é enganador, pelo menos no que respeita a esta obra, mas as pinturas e os textos que as acompanham são excelentes.
A Mulher de Trinta Anos é um romance intrigante, que surpreende a cada página. Os poemas do Orlando Neves também não.
E comecei ontem uma empreitada que me vai levar perto de um ano: The Decline and Fall of the Roman Empire, de Edward Gibbon.

 

Eu estou a ler A Mancha Humana, de Philip Roth. É o segundo livro dele que leio, o primeiro em versão traduzida (o outro foi o Everyman). Estou a gostar muito. Ainda vou no princípio, para já não me parece tão duro como o primeiro, embora os mesmos temas estejam lá: o envelhecimento, a morte, tudo relatado sem cerimónias, por vezes de forma muito crua, mas tão bem escrita.

E quanto ao Saindo do Armário em Bicos dos Pés, ele já anda por aí, ou ainda é só um original? Despertaste-me a curiosidade, e o título parece-me francamente bom.

 

Eu estou a ler A Mancha Humana, de Philip Roth. É o segundo livro dele que leio, o primeiro em versão traduzida (o outro foi o Everyman). Estou a gostar muito. Ainda vou no princípio, para já não me parece tão duro como o primeiro, embora os mesmos temas estejam lá: o envelhecimento, a morte, tudo relatado sem cerimónias, por vezes de forma muito crua, mas tão bem escrita.

E quanto ao Saindo do Armário em Bicos dos Pés, ele já anda por aí, ou ainda é só um original? Despertaste-me a curiosidade, e o título parece-me francamente bom.


Esse é o meu preferido de todos os Roth que li até hoje.

Também gosto muito do título do livro da mana Saragoça.

 

E quanto ao Saindo do Armário em Bicos dos Pés, ele já anda por aí, ou ainda é só um original? Despertaste-me a curiosidade, e o título parece-me francamente bom.

É um manuscrito inédito. Espero que venha a ser um romance editado. Se for, como sempre, a seita será a primeira a saber, claro :-)

 

Olá! :) Sou nova por cá, mesmo assim gostaria de partilhar o que estou a ler agora, já vou no 4º volume da "Saga do Assassino" de Robin Hobb, "A Vingança do Assassino". Custou a pegar na saga, lembro que deixei o 1º volume a pouco mais que o 3º capítulo, mas agora estou completamente embrenhada nela. É a melhor conjugação entre um mundo mágico e extremamente humano. Adoro a profundidade das personagens, as reviravoltas que sofrem e a tensão que se sente. :)

É agradável ter um lugar para partilhar informação e opiniões.

 

Aproveito para dar as boas vindas! =D

Olá!

 

Aproveito tb para dar as boas vindas à (ao) ssaneves

 

Bem-vinda, ssaneves!

 

Já o tinha começado há uns tempos mas, não sei por que razão, ficou esquecido. É um belíssimo livro que tem por subtítulo "um inventário sentimental dos cheiros de uma vida". Claudel nunca me desilude. Muito bom.

 

Pois...nunca o tinha lido e ando encantada com ele! Que grande livro!

 

Pois...nunca o tinha lido e ando encantada com ele! Que grande livro!


Oh, é maravilhoso, não é? Esse devia estar naquela lista dos grandes livros do século XX. Uma jóia rara!

 

Pois...nunca o tinha lido e ando encantada com ele! Que grande livro!


Oh, é maravilhoso, não é? Esse devia estar naquela lista dos grandes livros do século XX. Uma jóia rara!



sem dúvida! devia falar-se mais nele!

 

Ulisses já regressou a Ítaca( estou na rcta final). Uma delicia esta tradução ( de Frederico Lourenço) Uma visita a lendas e historias que ja conhecemos de tanto serem relatadas parcialmente. Sinto que estou a entrar num mundo ja parcialmente conhecido e ao mesmo tempo novo. A forma de pensar do classicismo antigo é realmente unica ate do ponto de vista literario. O enredo é cheio de pormenores e empurra-nos a querer saber sempre o que se segue. O uso de adjectivos para cada substantivo dá muito mais precisao e cor ao texto ( a nau é concava , a aurora é divina ou precoce ou sábia, a deusa Atena de olhos garços e por ai fora). Olhem, fez-me recordar tb um livro de Ismail Kadare ( o que eu mais gostei ). Dossier H. (H de Homero).

 

O uso de adjectivos para cada substantivo dá muito mais precisao e cor ao texto ( a nau é concava , a aurora é divina ou precoce ou sábia, a deusa Atena de olhos garços e por ai fora).


E o mar é piscoso - desta nunca mais me esqueci, porque fui ao dicionário procurar o significado (abundante em peixe).
Este livro é fabuloso e já andou por aqui em ring (foi assim que o li), se quiseres dá uma olhada nos comentários de então: http://www.bookcrossing.com/---/849325/

 

O uso de adjectivos para cada substantivo dá muito mais precisao e cor ao texto ( a nau é concava , a aurora é divina ou precoce ou sábia, a deusa Atena de olhos garços e por ai fora).


E o mar é piscoso - desta nunca mais me esqueci, porque fui ao dicionário procurar o significado (abundante em peixe).


Sim , piscoso ( parecido com piscis no latim ) é um entre varios adjectivos associados ao mar ( como cinzento, maligno, brumoso, etc). Na verdade são dezenas por todo o livro. Não me referia à peculiaridade dos adjectivos mas sim ao facto de o seu uso fazer parte do "falar" normal na época. Tb gostei da "aurora precoce de róseos dedos"

Entao o interessante é que este modo de falar clarifica a mensagem pois diz.nos o sentimento do escritor em relação à pessoa ou objecto. E Os adjectivos variam com esse sentimento a ponto de o mar poder ser algo quer bom ( que dá vida por ex) quer mau ( que é quase sempre dada a assoc com Posidon, inimigo de Ulisses).

Um livro muito rico de sentidos e util em ensinamentos. Assim termino, ó irus "cujas palvras são apetrechadas de asas" :)

 

Herbert West: reanimador, de H.P. Lovecraft

Trouxe este pequeno livro da OBCZ Graça Morais, porque achei que a garota cá de casa gostaria de o ler por esta altura. Como é pequeno, ontem resolvi pegar nele, por ter uma certa curiosidade em relação ao autor.

Não fiquei fã. Apesar de não ser mencionado em lado algum, dá impressão que a história principal, que dá titulo ao livro, foi publicada em capítulos nalgum jornal ou revista. É que cada capítulo começa por repetir a trama base, dando conta do que se passou anteriormente. Ficámos sempre a saber que o narrador é amigo e assistente do tal Herbert West, médico obcecado com a ideia de reanimar mortos, e das tentativas falhadas nos capítulos anteriores. Ou seja, a partir de certa altura, metade do capítulo é passado a descrever o que já tínhamos lido, o que se torna enfadonha. De resto é clássica história de zombeis e do cientista louco que faz tudo para obter cadáveres cada vez mais frescos.
Porém, foi suficientemente assustadora para que eu pedisse a uma das crianças para dormir comigo, esta noite. Mas eu assusto-me com pouco :)

 

de Harper Lee. Muito, muito bom, principalmente porque o narrador é uma criança

e

'O fim do homem soviético' de Svetlana Alexievich. Vários relatos sobre o fim da União Soviética, sempre interessante

 

de vários autores.
Estou a gostar muito, embora ainda só tenha lido 3 contos :-)

 

Com dois terços já lidos, uma leitura difícil, dezenas de "depoimentos" de personagens que conviveram com os dois "detetives", dois poetas, um chileno e um mexicano, em locais tão diversos como Cidade do México, Barcelona, Paris, Roma, Israel, Califórnia e Nicarágua. Fácil de se perder o fio da meada.

 

Deve ser uma delicia este livro.

 

Dois poetas, Ulises Lima, mexicano e Arturo Belano, chileno, decidem investigar o que teria acontecido com Cesárea Tinajero, uma poeta da vanguarda mexicana do início do século XX. Apesar da história girar em torno dos dois, só se consegue montá-la a partir dos "depoimentos" das pessoas que interagiram com eles em todos aqueles lugares.

 

Eu regresso ao Bookcrossing uns anos depois e estou a terminar "A coisa à volta do teu pescoço", de Chimamanda Adichie.

 

Eu regresso ao Bookcrossing uns anos depois e estou a terminar "A coisa à volta do teu pescoço", de Chimamanda Adichie.



Estou a iniciar este livro da mesma autora, coinxidênxias.

Bom retorno :)

 

Já li esse e adorei! Recomendo todos dela!

 

Já li esse e adorei! Recomendo todos dela!


precisamente! ela é óptima!

 

de Jorge Amado :)

 

Depois de ter sabido que um amigo meu de 14 anos sem grande propensão para o inglês (pensava ele, mas enganava-se) o tinha lido no original, decidi abrir também eu uma excepção e ler um Potter nesta língua. Lê-se de facto muito bem e foi um prazer regressar a este universo.

 

Eu ando a tentar ler "A Última Dona" de Lída Jorge, mas é uma autora que tenho muita dificudade em ler. Não consigo manter a concentração, porque a construção das frases não me parece fazer sentido. Mas o problema deve ser meu...

 

Eu ando a tentar ler "A Última Dona" de Lída Jorge, mas é uma autora que tenho muita dificudade em ler. Não consigo manter a concentração, porque a construção das frases não me parece fazer sentido. Mas o problema deve ser meu...



:) tenho o mesmo problema...e, confesso, uma certa "azia" pela senhora...

 

Eu ando a tentar ler "A Última Dona" de Lída Jorge, mas é uma autora que tenho muita dificudade em ler. Não consigo manter a concentração, porque a construção das frases não me parece fazer sentido. Mas o problema deve ser meu...



:) tenho o mesmo problema...e, confesso, uma certa "azia" pela senhora...


Também tenho uma relação problemática com a LJ. Adorei dois livros dela, Notícia da Cidade Silvestre e O Dia dos Prodígios, e detestei todos os outros. E sinto a mesma 'azia', mas também a sentia pelo Saramago e adoro toda a obra dele. Ontem lembrei-me das vossas observações ao encontrar isto. Somos de facto todos diferentes, e ainda bem :-)
http://booklovingirls.tumblr.com/---/andreia-moreira

 

do Zola. Gostei mesmo muito, é um livro muito violento, mas as páginas voavam e quando cheguei ao fim percebi por que é um livro tão considerado. Parece que tudo faz sentido.

Entretanto, li mais alguns Contos, de Eça de Queirós, uma leitura que tinha interrompido há mais de um ano, não me lembro por quê, apesar de estar a gostar. E desta vez gostei ainda mais do que li, Apesar de não apreciar particularmente contos - parece que quando me começam a prender acabam -, a maioria destes são grandes, e quase que dá para ler como pequenas novelas. Além disso, já quase não me lembrava como o Eça escrevia tão bem e soube-me muito bem voltar a lê-lo.

Nestas duas últimas noites, devorei Objectos Cortantes, de Gillian Flynn. Um thriller ao nível do melhor que tenho lido.

 

A atribuição do Nobel fez-me retirar este livro da estante. E gostei. Primeiro por perceber que Dylan é realmente um poeta ( antes de ser musico). Começou a escrever poesia aos 10 anos de idade. E estudou os grandes classicos da literatura ( Tucidides, Balzac, London , e muitos mais). Curioso que ele lia poesia para se inspirar, fazia parte do seu trabalho. Mas a arte de Dylan foi ser capaz de integrar essa inspiração no quotidiano da vida simples do americano médio.
Outra surpresa foi perceber que nunca teve um objectivo panfletario. Os media e a população tentaram leva-lo por caminhos de interv que ele sempre recusou ( afirma nao saber onde eles viam protesto qd ele so cantava a vida ). Dylan recusaria entrar em qq politica, contra bons ou contra maus. O seu estilo é o de pensar e decidir por si.

Valorizava sua familia em 1º lugar ( tinha 5 filhos) e chegou a parar de escrever as suas belas baladas folk para reduzir a sua projecção nos media.

Fiquei desiludio por ele falar muito pouco das ideias que tinha ao escrever as cançoes. Se nao era de interv o que ele quereia dizer em Blowin in the wind?
Os últimos capitulos serão mais dificeis para quem não acompanhou a musica dos anos 60 ou 70. Quem nao o fez tem aqui no entanto inumeras referencias musicais e literarias que podem levar a aprender algo sobre o tempo. Esta segunda parte podera parecer morosa ou ao contrario rica de informação. Umas cronicas com interesse que valeu a pena ler.

 


«Fiquei desiludio por ele falar muito pouco das ideias que tinha ao escrever as cançoes. Se nao era de interv o que ele quereia dizer em Blowin in the wind?»

Penso o mesmo, e éramos muitos que assim interpretavam o que ele cantava. Alinho-o sempre com a Joan Baez , tem que ser... embora, pelos vistos, não seja.

 

«Fiquei desiludio por ele falar muito pouco das ideias que tinha ao escrever as cançoes. Se nao era de interv o que ele quereia dizer em Blowin in the wind?»

Penso o mesmo, e éramos muitos que assim interpretavam o que ele cantava. Alinho-o sempre com a Joan Baez , tem que ser... embora, pelos vistos, não seja.""

Na verdade BD e Joan Baez foram amigos e tinham grande admiração pessoal mutua. E parece-me obvio que as suas cançoes sao de nitida intervenção so que houve um problema pessoal qq que o fez afastar. Afinal nao e a toa que o Brasil da ditadura o proibiu de cantar em solo brasileiro.
Ha um paragrafo no inicio em que BD quase deixa escapar isso: Afirma que ia deixar de dirigir as suas cançoes a uma intervençao , pois sentia a sua vida familiar e as suas proprias ideias a serem manipuladas". Sente-se que houve ali um problema qq serio ( que ele nao explica ) e que o levou a tentar negar o óbvio ....

http://folkmusic.about.com/---/Bob-Dylan-And-Joan-Baez.htm

 

«Fiquei desiludio por ele falar muito pouco das ideias que tinha ao escrever as cançoes. Se nao era de interv o que ele quereia dizer em Blowin in the wind?»

Penso o mesmo, e éramos muitos que assim interpretavam o que ele cantava. Alinho-o sempre com a Joan Baez , tem que ser... embora, pelos vistos, não seja.""

Na verdade BD e Joan Baez foram amigos e tinham grande admiração pessoal mutua. E parece-me obvio que as suas cançoes sao de nitida intervenção so que houve um problema pessoal qq que o fez afastar. Afinal nao e a toa que o Brasil da ditadura o proibiu de cantar em solo brasileiro.
Ha um paragrafo no inicio em que BD quase deixa escapar isso: Afirma que ia deixar de dirigir as suas cançoes a uma intervençao , pois sentia a sua vida familiar e as suas proprias ideias a serem manipuladas". Sente-se que houve ali um problema qq serio ( que ele nao explica ) e que o levou a tentar negar o óbvio ....

http://folkmusic.about.com/---/Bob-Dylan-And-Joan-Baez.htm


Foram mais do que amigos. Viveram um grande amor. A canção Diamonds and Rust, da Baez, é disso testemunho.

 

universais', Ana Machado.
Da lotaria de Outono, li 2 capítulos deste livro. Todos juntos estiquei a mão e foi o que saiu do sorteio privado :)
Gosto.
Mas estou/ava a ler 'Americanah', 'se bem me lembro' rsss

 

wingcontowing 2 yrs ago
A ler
"um bom escritor é um escritor morto - antologia de escritores iranianos". A gostar mas ainda só li dois contos.

 

cometa54 2 yrs ago
RE: A ler
Saltas assim para o Irão?! ohhhh

E aqui o livro para te emprestar - já deu uma voltinha com a outra iraniana, dia 12 faz um mês que o trouxe - mas não mandei porque achei que ainda estavas de paracoiso.

Já queres?

 

wingcontowing 2 yrs ago
RE: RE: A ler
Saltas assim para o Irão?! ohhhh

E aqui o livro para te emprestar - já deu uma voltinha com a outra iraniana, dia 12 faz um mês que o trouxe - mas não mandei porque achei que ainda estavas de paracoiso.

Já queres?

Quero pois, obrigada pá! :)
Eu agora saltei para cima da minha TBR gigante, que ficou aqui à minha espera, mas já com livros emprestados pelo meio (como foi o caso do Harry Potter) e mais uma ou outra inscrição em rings... daqui a nada estou outra vez a sufocar, aflita a dizer que não consigo dar conta, enfim...
O paracoiso acho que ficou para trás. Até ver, pelo menos.

 

É um romance estranho, muito diferente do que estava à espera. É mais o retrato de uma época, a da França pós-revolução, do que a história individual seja de quem for. Conta de facto a história não de uma, mas de 3 mulheres, tremendamente desgraçadas, diga-se de passagem. Como se saltou disto para o famoso mito das mulheres 'balzaquianas' é um mistério para mim. Há um único parágrafo, no final do livro, em que ele exprime a opinião de que as mulheres só atingem o grau máximo de sabedoria e sedução depois dos 30 anos - numa época em que aos 50 já estavam mortas ou para lá caminhavam. Mas as histórias que ele conta são tudo menos sedutoras. Em todo o caso, é um livro interessante, para quem como eu, tem paciência para descrições e divagações.
The Decline and Fall of the Roman Empire ainda está no início, mas é super-interessante, nada seca para um livro que foi escrito no século XVIII.
Comecei também Não se Pode Morar nos Olhos de um Gato, de Ana Margarida de Carvalho, mas é muito cedo para conseguir emitir uma opinião, e Insânia, e Hélia Correia, um RABCK que me chegou há anos, de que certamente gostarei, porque nunca li nada dela de que não gostasse.

 

:) aguardo opinião...

 

ladylouve 2 yrs ago
Terminei
A Gabriela do Jorge Amado. Foi uma leitura difícil, apesar de divertida, sobretudo pelo elemento de as letras serem minúsculas e eu ser pitosga ;__;

Depois li "Alma" de Voltaire, a minha primeira experiência com este autor, que foi bastante inconclusiva. De certo modo deixou-me com vontade de ler mais filosofia.

Agora comecei "Cisnes Selvagens", o famoso, que há-de ser uma grande empreitada (porque é enorme e parece que tem muitas pessoas como personagens todas ligadas umas às outras de várias maneiras. Vamos ver...)

 

joaquimponte 2 yrs ago
Comecei
Depois das Cronicas de Bob Dylan continuei numa veia de actualidade social. E aproveitei na Wook com 40% de desconto este livro de Germano de Almeida, um Cabo Verdiano de quem li ha uns anos "Uma viagem pelas historias das Ilhas".

"Hillary Clinton- Nunca é Tarde para Ganhar " vem mesmo a calhar. Não parece ser uma biografia tipica, mas um relato do seu percurso politico. Ainda nao cheguei á actual campanha eleitoral mas percebi que não teve uma origem com pedigree e que portanto caminhou a pulso. Outra coisa que realço é a boa ligação com o marido ( pelo menos antes da crise pessoal da presidencia). Os dois sempre actuaram "como par" mesmo em politica.
É de facto uma pena que uma pessoa com tao excelente formação não tenha chegado a presidencia.
Mas e assim a democracia.
E logo que acabe o livro estara disponivel para quem quiser.

 

wingiruswing 2 yrs ago
RE: Terminei
Agora comecei "Cisnes Selvagens", o famoso, que há-de ser uma grande empreitada (porque é enorme e parece que tem muitas pessoas como personagens todas ligadas umas às outras de várias maneiras. Vamos ver...)


É grande sim, mas tão absorvente que nem dás conta. Não me lembro de ser assim tão complicado de seguir: são 3 gerações (de mulheres), com a história recente da China como cenário - mas isso já sabes :)
Fico à espera da critica.

 


Agora comecei "Cisnes Selvagens", o famoso, que há-de ser uma grande empreitada (porque é enorme e parece que tem muitas pessoas como personagens todas ligadas umas às outras de várias maneiras. Vamos ver...)


Vais ver que o despachas num tirinho. É um verdadeiro page-turner, um livro surpreendente.

 

Têm toda a razão! Hoje comi de uma assentada um quinto do livro :p

Se bem que talvez este título tenha vindo numa má altura da minha vida, pois ainda tenho muito presente na memória "Peito Grande Ancas Largas" de Mo Yan, que trata exactamente o mesmo assunto, de uma perspectiva semelhante, de uma forma muito mais impressionante. Ao ler este livro não consigo deixar de o comparar com o outro, o que me deixa um pouco triste, pois impressionar-me-ia muito mais se não fosse isso...

Mas não faz mal, estou a gostar bastante na mesma! :)

 

porque só li (parte) do prólogo, mas não resisti a uma promoção online da Fnac e conto deliciar-me com este livro que há muito tempo tinha na wish-list. Sabe-me a prenda de Natal antecipada.

Ilíada, Homero. Na tradução de Frederico Lourenço, of course.

 

Ilíada, Homero. Na tradução de Frederico Lourenço, of course.


Boa opção . Na Odisseia que terminei há pouco , na longa introdução Fredrico Lourenço fala dessa tradução com gosto.

Na verdade a Odisseia é a continuação da Iliada. Esta retrata a guerra de troia e a Odisseia prossegue na fase posterior com a viagem de Ulisses.

 

As x leio uns livrinhos que nem aqui coloco mas este achei giro : O autor e professor e deve falar de livros que nao chegou a ler . O pior é se um aluno leu mesmo.. ah ah :)
Tb tem um estudo sobre criticos literarios provando que é generalizada a ausencia de leitura do livro na totalidade. E depois cita alguns escritores que afirmam ser uma arte esta de ler em diagonal e que pode ate ter vantagens em relação a leitura total do livro ( nao concordo, mas o livro e de facto curioso).

 

Um ring.
Ainda só li as primeiras páginas mas estou a gostar. Parece-me em tudo semelhante ao que acabei de ler, "Perfumes" - Philippe Claudel - onde o autor fazia um inventário de cheiros que o faziam revisitar momentos e emoções da sua vida. Uma delícia de viagem. O livro, ele mesmo, também já está em viagem

 

Para não ficarem zangados comigo, ó participantes da Lotaria de Outono, tenho lido o 1º e/ou 2ª capítulo de cada livro recebido.

O mais pior mau, é que me apetece continuar logo cada um deles.

Parece-me que já há fumo a sair pelos ouvidos. Porquê? Na sei...

 

w_a_s_p 2 yrs ago
Acabei hoje
Quatro Novelas, de Ana de Castro Osório, que "saquei" do site do projeto Guttenberg. Mesmo não sendo isso nenhuma novidade, fascina-me como livros escritos há mais de cem anos ainda nos conseguem tocar tão profundamente, como foi o caso deste, para mim. Dá para perceber que, na sua essência, o ser humano não muda quase nada, ao longo do tempo. As primeiras duas novelas são mais pequeninas, e se calhar por isso não me agarraram tanto. Das duas últimas gostei imenso, sobretudo da última.

 

Neste livro Welsh revisita as personagens do Trainspotting, por isso há pouco que criticar.
Desta feita estou a ler a tradução portuguesa e, apesar da ser bastante boa, falta-lhe aquela estranheza e quase ilegibilidade da escrita original.

 

Neste livro Welsh revisita as personagens do Trainspotting, por isso há pouco que criticar.
Desta feita estou a ler a tradução portuguesa e, apesar da ser bastante boa, falta-lhe aquela estranheza e quase ilegibilidade da escrita original.


Normalmente não acho grande piada à ideia (cada vez mais comum) de sequelas de filmes que fizeram história há 20/30 anos. Mas depois de ter visto o trailer, fiquei cheia de vontade de ver o Trainspotting 2.

 

Neste livro Welsh revisita as personagens do Trainspotting, por isso há pouco que criticar.
Desta feita estou a ler a tradução portuguesa e, apesar da ser bastante boa, falta-lhe aquela estranheza e quase ilegibilidade da escrita original.


Normalmente não acho grande piada à ideia (cada vez mais comum) de sequelas de filmes que fizeram história há 20/30 anos. Mas depois de ter visto o trailer, fiquei cheia de vontade de ver o Trainspotting 2.

Também não adoro sequelas mas esta não vai mal de todo. A acção passa-se 10 anos depois do Trainspotting por isso é como reencontrar velhos amigos.
O segundo filme era para ser baseado neste livro mas entretanto mudaram o argumento para se passar 20 anos depois do Trainspotting. Estou muito curioso sobre o filme, mas não descatro a possibilidade de ser uma desilusão.

 

w_a_s_p 2 yrs ago
Estou a ler
A colmeia, Camilo José Cela. Fui intercalando com Mar me quer, Mia Couto e A pomba, Patrick Süskind, que se lêem num instante. Foram ambos agradáveis, mas não muito mais que isso.

 

e já com pena de o ver chegar ao fim... Há qualquer coisa neste livro que me faz lembrar o "Stoner", mas ainda tenho que pensar melhor, para perceber o quê. Seja o que for, está a ser uma das melhores leituras deste ano.

 

e já com pena de o ver chegar ao fim... Há qualquer coisa neste livro que me faz lembrar o "Stoner", mas ainda tenho que pensar melhor, para perceber o quê. Seja o que for, está a ser uma das melhores leituras deste ano.


Pois tinha de ser, diz a tendenciosa. Mas dos 3: esse, 'Casei com um comunista' e 'Pastoral Americana', que é o primeiro, mas li em segundo lugar, bom, a Pastoral é que bem me abananou.

Precisas dele, por acaso? ;)

 

e já com pena de o ver chegar ao fim... Há qualquer coisa neste livro que me faz lembrar o "Stoner", mas ainda tenho que pensar melhor, para perceber o quê. Seja o que for, está a ser uma das melhores leituras deste ano.


Pois tinha de ser, diz a tendenciosa. Mas dos 3: esse, 'Casei com um comunista' e 'Pastoral Americana', que é o primeiro, mas li em segundo lugar, bom, a Pastoral é que bem me abananou.

Precisas dele, por acaso? ;)


Oh pá, por acaso... Não digo que seja urgente, mas gostava de ler, sim!

 

Está bem. Aí chegará.

 

Está bem. Aí chegará.

:)))

 

Um livro que andava a evitar há algum tempo (aparecia-me sempre no Kobo) e que agora iniciei. Parece-me que estou numa fase de iniciar leituras que andava a evitar, lol

Entretanto li também o conto de David Soares (um dos meus autores portugueses da actualidade favoritos) "No Muro", que foi encantador e se lê num sopro :)

 

Terminei há 2 dias e gostei imenso. Apesar de ter sido publicado há mais de 70 anos, há contos que parecem atuais, como o último "The displaced person", que retrata a questão dos refugiados (no caso da II Guerra Mundial), dos negros, vistos como seres praticamente inúteis, e a forma como são vistos pelos "Good country people", o título irónico de outro conto do livro.

Entretanto, comecei Things fall apart, de Chinua Achebe.

 

De que gostei sem ter achado nada de extraordinário (e claro, gostando mais de uns que de outros) mas que, de novo, é uma tradução do inglês e, ainda que me pareça esta muito cuidada, vá-se lá saber o que não ficou para trás.

 

"Station Eleven" de Emily St. John Mandel, uma história pós-apocalíptica de que estou a gostar embora ainda bastante no princípio. Acho piada à visão do "nosso mundo" visto 20 anos após o seu fim, como aqui: "that ludricously easy world where food was on shelves in supermarkets and travel was as easy as taking a seat in a gasoline-powered machine and water came out of taps, it was several orders of magnitude more difficult now."
Pois...

 

marialeitora 2 yrs ago
2
Os cus de Judas (que é para ler às colherzinhas que o ALA deixa-nos sem fôlego...)-empréstimo da irus!

Comboio nocturno para Lisboa (que comecei ontem à noite mas que ainda não consgui largar...)-que andava cá por casa nem sei porquê...

 

porque não há fome que não dê em fartura, depois de tantos anos a querer conhecer este senhor, estou a ler dois ao mesmo tempo:
Nação, um empréstimo do Jota-P, mesmo a começar.
e
A Cor da Magia, que é o primeiro volume de uma longa série (Discworld), em versão ebook. Neste vou um bocadinho mais adiantada e a gostar muito deste mundo delirante, por vezes um pouco "nonsense" e muito divertido.

 

Aaaah, Discworld é lindo! Mesmo muito divertido :)

 

w_a_s_p 2 yrs ago
Já terminei
A colmeia, Camilo José Cela. Gostei mas acho que prejudicou um bocado a leitura o facto de já ter lido a primeira metade em espanhol e agora ter começado do início em português.

Estou a ler agora Bestiário, de Julio Cortázar. Ainda só li dois contos. É uma escrita muito boa, as estórias são interessantes e um bocadinho non sense. Entretanto comecei A maldição do rei, da Philippa Gregory, de que estou a gostar muito, para não variar...

 

Tantas sugestões e memórias de livros!
Eu estou a terminar o último do Richard Zimmler, O Evangelho de Lázaro. Muito bem escrito, talvez dos melhores dele. Agora que estou a chegar ao fim, estou a gostar menos do que durante todo o livro, mas ainda não terminei...

 

Eu estou a terminar o último do Richard Zimmler, O Evangelho de Lázaro...


Depois conta-nos a tua opinião geral. Sendo o mais recente do Zimler, estou com muita curiosidade. E assim que puder, também o quero ler.

 

de Jodi Picoult e a iniciar "O Amante Japonês" de Isabel Allende.

 

e dei início às Nine Wicked Tales, subtítulo de "Stone Mattress" de Margaret Atwood. Comecei-o no início do ano, só que não tive tempo de o ler e deixei-o a meio mas lembro-me que estava a adorar, por isso vou voltar ao princípio. Expectante...

 

Livro pelo qual já vinha nutrindo grande curiosidade, mas que julgava que era um conto muito curto. Afinal, tem detalhes que nunca mais acabam! Por agora, está a ser muito interessante, mas tenho medo que se torne confuso rapidamente...

 

Livro pelo qual já vinha nutrindo grande curiosidade, mas que julgava que era um conto muito curto. Afinal, tem detalhes que nunca mais acabam! Por agora, está a ser muito interessante, mas tenho medo que se torne confuso rapidamente...

Gostei muito deste livro. Tão melhor de que a adaptação para filme.

 

Cheguei agora mesmo a um impasse, estou ansiosa por saber o que vem a seguir! Está bem diferente da adaptação, mas não acho que isso o torne "melhor" ou "pior", apenas... Distinto. :p

 

Bem, agora que terminei, comparando com o filme, penso que a nível de história, detalhe, construção das personagens... O livro é brilhante. :) O filme acaba por compensar pela imagética visual, que não está tão presente na obra escrita.

 

Eu amo este filme de paixão e queria voltar a experimentar a Anne Rice... Por enquanto, está a ser uma grande experiência! Ansiosa por saber o que vem no virar da página. :)

 

Não é livro que se leia de ânimo leve e, no entanto, depois de o começar já não consegui parar. Ou antes, quase parei. Se o Árvores foi vencido pela violência na página 50 eu avancei até à 61 e aí estive mesmo quase a desistir. Pensei: "vou folhear, avançar páginas e capítulos inteiros para ver onde e se isto acaba". Mas, a partir daí, há algumas cenas que nos ficam memória, mas o livro continua na rotina do horror, sem entrar em muitos mais pormenores sórdidos.

O que se aqui conta é a guerra no seu lado mais selvagem, a desumanidade em estado puro, o inimaginável tornado real às mãos de pessoas que ainda há pouco eram vizinhos, o horror descobrir que um amigo da família se tornou o mais brutal dos inimigos.

Mas há também a questão de ser refugiado, de quem é transportado de campo de concentração para campo de refugiados e daí para campo de acolhimento, de não ter uma casa onde regressar, de tudo o que fazemos para continuarmos vivos, agarrados a um absurdo instinto de sobrevivência.

Acho que uma das citações que abre o livro resume tudo "Um ser humano vive graças à capacidade de esquecimento".

É um documento atroz da mais recente guerra europeia, há tão pouco tempo...

 

Americanah» de Chimamanda Adichie.
Gostei mas não sei se 700 páginas foram demais.
Aspectos curiosos: africanos e afro-americanos nos States - diferenças de mentalidade e comportamento que fazem todo o sentido. A Nigéria que pode mandar filhos estudar fora e a que conhecemos de documentários. Migrações.

 

Da lotaria de Outono, um guia de Nova Iorque com piada.
Escrito em 77 deve haver algumas diferenças, aparte o wtc.

E comecei, também da lotaria, «Balzac e a costureirinha chinesa», de Dai Sijie, chinês.

A tirar os livros à sorte vou-me divetrindo. Estou a gostar deste último.

 

Da lotaria de Outono, um guia de Nova Iorque com piada.
Escrito em 77 deve haver algumas diferenças, aparte o wtc.

E comecei, também da lotaria, «Balzac e a costureirinha chinesa», de Dai Sijie, chinês.

A tirar os livros à sorte vou-me divertindo. Estou a gostar deste último.

 

"O filho de mil homens", de Valter Hugo Mãe, um dos livros deste autor de que mais gostei. Mais uma vez, senti que VHM conhece muito bem uma certa ruralidade, uma certa forma de pensar e de agir. Continuo a achar que há nele grande sensibilidade para identificar e denunciar situações de exclusão, de injúria, de pura ignorância e de maldade. Mas também de redenção e de profundo amor. É isso o que mais aprecio na obra deste senhor. O livro lê-se de uma assentada. Vi nele personagens que poderiam muito bem ser pessoas e situações que conheci bem de perto. Lê-las era vê-las e ouvi-las na sua estupidez, no seu medo perante a diferença e na sua absoluta incapacidade de ser compassivo. Eu lá vou tentando sê-lo. Adorei a ideia de que todos temos mil pais e mil mães, esta teia de pessoas que nos ajudam a ser o que somos, a moldar-nos, a polir-nos, a amparar-nos. 9/10

Pelo caminho, tive algumas experiências com a BD: terminei "O Doutor Estranho" (do qual gostei muito mais do personagem do que da parte gráfica). Li também "Quotidiano Delirante", de Miguelanxo Prado, uma série de situações irónicas e subversivas, algumas até um pouco irritantes. Gostei sobretudo de duas delas: "Direitos de Autor" e "Nudistas", pelo inusitado e pelo divertimento, respectivamente. E comecei um Corto Maltese: Sob o signo de Capricórnio. Estou a divertir-me

 

Um pouco de Saramago, desta feita com "A Jangada de Pedra"

Que está, se calhar, a ser o mais bizarro livro que li do autor.

 

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