Começou 2016! O que lemos?

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de Ismail Kadaré.
Um grande escritor transporta-nos para um mundo kafkiano onde há um ministério onde se selecciona, classifica, interpreta e controla os sonhos de todos os cidadãos do império otomano, dando-nos a conhecer uma história surpreendente e fascinante onde se mistura mito e realidade de forma brilhante.
Fico aqui com um "Os Tambores da Chuva" para ler um dia mais tarde mas com pena de não lhe poder pegar agora, já de seguida!

 

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Ainda estou com as garotas em casa, o que não me deixa tempo para leituras. Mas já consegui ler as primeiras páginas de "Dear Death" (de Sasenarine Persaud) e estou a gostar bastante e com muita curiosidade por ver como se desenrolará.

E vocês? Andam a ressacar ou a ler?

 

... a ler quatro ao mesmo tempo, dois trazidos de 2015:

A Bridge too far, Cornelius Ryan (sobre a 2ª Grande Guerra, não é ficção e é para ler devagarinho, pois precisa ser bem digerido)
Harry Potter e a Ordem da Fénix (vi o filme estas férias e fiquei com vontade de ler todos os volumes que me faltavam)

e outros dois começados agora:

Os Crimes da Rua Morgue, Edgar Allen Poe (recebido na troca de Halloween, hoje não lhe resisti e comecei-o à hora do lanche)
Focus: A Simplicity Manifesto in the Age of Distraction, Leo Babauta (um e-book que leio quando faço uma pausa no trabalho mas não quero sair do computador para que a pausa não se alongue demasiado e uma necessidade, acho que nem preciso de explicar porquê, depois desta lista de livros que ando a ler em simultâneo...)

 

Harry Potter e a Ordem da Fénix (vi o filme estas férias e fiquei com vontade de ler todos os volumes que me faltavam)


"O Príncipe Misterioso" e os "Talismãs da Morte" são tão bons! Valem a pena! Até eu fiquei com vontade de reler toda a série depois de ter visto o filme "O Príncipe Misterioso", que também deu na TV num dia destes..

 

Terminei hoje "Perguntem a Sarah Gross" de João Pinto Coelho.

No primeiro dia do ano comecei a ler "Lendas de Portugal - Lendas dos Nomes das Terras" (primeiro livro de uma colecção de 5 livros que pretendo ler ao longo de todo o ano), para ir lendo uma todos os dias, antes de adormecer.

Aguardo 2 livros que estão para chegar aqui a casa provenientes aqui do Bookcrossing... Espero que não demorem muito, pois estou ansioso por lhes deitar a mão ("Em Teu Ventre", José Luís Peixoto e "História de uma Serva", Margaret Atwood).

 

A cuculita leu o "Harry Potter e o Príncipe Misterioso" nestas férias de Natal. Deve ser mesmo espectacular: depois de o terminar voltou a pegar nele várias vezes para reler a parte final!
Também sugeriu que eu o lesse, mas eu só li até ao "Harry Potter e o Cálice de Fogo" e se um dia ler os restantes quero fazê-lo por ordem... :)

 

Deve ser mesmo espectacular:


De facto, é. Não só pelo que acontece no fim (e que deixou os fãs na altura em que o livro saiu estupefactos...), mas também porque algumas peças do "puzzle" começam a encaixar... E começamos realmente a perceber que aquela não é uma história apenas para crianças e que a JK Roling tinha já tudo pensado desde o primeiro livro (ou, se não tinha, pelo menos conseguiu unir as pontas de forma brilhante).

 

Deve ser mesmo espectacular:


De facto, é. Não só pelo que acontece no fim (e que deixou os fãs na altura em que o livro saiu estupefactos...), mas também porque algumas peças do "puzzle" começam a encaixar... E começamos realmente a perceber que aquela não é uma história apenas para crianças e que a JK Roling tinha já tudo pensado desde o primeiro livro (ou, se não tinha, pelo menos conseguiu unir as pontas de forma brilhante).


Ó pá, agora estão a deixar-me em pulgas para passar ao próximo. E este ainda tem 750 páginas!!

 

E este ainda tem 750 páginas!!


Despachas isso num instante ;)

 

Harry Potter e a Ordem da Fénix (vi o filme estas férias e fiquei com vontade de ler todos os volumes que me faltavam)


É uma série mesmo gira . Só ainda não li o último ( Os Talismãs da Morte).

 

Só ainda não li o último ( Os Talismãs da Morte).


Posso emprestar este a quem o quiser ler!

 

Tenho o Dom Quixote como livro de cabeceira ( falta pouco e a segunda parte é mais próxima daquelas memorias populares sobre a obra..e o final..não digo).

Mas o primeiro livro do ano foi "Daisy Miller", romance pequenino de Henry James. Tinha visto o filme mas o livro fez-me ver as coisas diferentes. Gostei de Daisy, talvez um pouco estouvada, mas no fundo inocente, uma mulher com sentido intimo de liberdade. O livro fez.me lembrar Dom Casmurro, de Machado de Assis, porque tb aqui nunca se sabe ao certo o que aconteceu. Mas a sociedade pos-lhe um carimbo e destruia-a mesmo sem saber a verdade. Uma historia que se repete muito em literatura..

A par do DQ continuo com "Aguias Brancas sobre a Servia" ( empretimo da cometa54 ) e , bem.. agora sempre que vou passear à biblioteca, escolho um livrinho pequeno que por lá haja e se possa ler em dois/tres dias. Calhou agora a vez a um livro que me anda apiscar o olho :) há um tempo : "O Tunel" de Ernesto Sabato, um escritor argentino. Olhem, nao sei se sou assim tão vulneravel..mas acho.o espantoso ( ate agora ). Uma historia bem escrita, enredo facil de seguir e um mergulho na alma humana ( sobretudo a solidao e o medo ) que venho achando interessante.

 

"Mataram as searas", José Caldeira Duarte, lido em 2 horas, ontem. É de um amigo. Gostei da estrutura do livro. Está giro, espero que continue.
Continuo com "A máscara de África", Naipaul, que era para ler até ao fim do ano. Agora fica para o ano chinês.

 

Que recebi num ring há que tempos e estava um pouco empatado por causa do D.Quixote. Agora que cheguei ao final da primeira parte deste vou fazer um breve intervalo (uns oito livros ou isso) para limpar o palato.

Este livro está em francês, língua em que já não estou muito confiante, mas é muito acessível e estou a lê-lo bem. Mas ainda vou só a um terço (nos últimos dias não li nada de nada, por causa das celebrações do ano novo). São memórias breves da infância e dos momentos familiares de uma frança das primeiras décadas do século passado.

 

da Alexandra Lucas Coelho.

Como não comecei com grandes expectativas, acabei por gostar mais do que esperava. No entanto, fico com a sensação de ler um resumo de Oriente Próximo com história de amor em fundo.
Jerusalém, Gaza, Telavive, Ramalah - os cenários são os mesmos, há pessoas e sítios de que me lembro ainda, e esta é a parte mais interessante do livro, aquela que Alexandra, aliás Ana, a protagonista, descreve, visita e vive durante 6 meses.
Depois há Paris, Barcelona, Roma, as cidades onde os dois amantes se encontram numa intensa história de amor com fim anunciado desde as primeiras páginas.

A Alexandra escreve bem, sem dúvida, mas gostaria que este livro (supostamente de ficção, mas onde a biografia da autora se confunde tanto com a da personagem que é impossível dissociar as duas) fosse além dos temas e da forma como Alexandra escreve habitualmente. Neste aspeto acho que no livro seguinte - O meu amante de domingo - consegue separar melhor a jornalista e a escritora.

 

Também foi isso que eu senti quando o li - não consegui dissociar a narradora da autora, ao ponto de, quando ela regressa a casa, estar à espera de a ver aterrar em Lisboa e não em Barcelona... :)
(Ainda não li "O meu amante de domingo".)

 

Também foi isso que eu senti quando o li - não consegui dissociar a narradora da autora, ao ponto de, quando ela regressa a casa, estar à espera de a ver aterrar em Lisboa e não em Barcelona... :)
(Ainda não li "O meu amante de domingo".)


Sim, e até a data de aniversário e os anos são os mesmos da Alexandra. E, fiquei a saber no fim do livro, Ana é o nome da filha de uma amiga (pelo apelido presumo que da Susana Moreira Marques, a quem a Alexandra cita nos agradecimentos). Agora fiquei curiosa em saber quem é Léon :)

Posso partilhar o meu amante, protagonizado por uma mulher da Afurada.

 

Ok, aceito a tua oferta... gostava de ler. :)

 

Ok, aceito a tua oferta... gostava de ler. :)


Já vai a caminho :)

 

Ok, aceito a tua oferta... gostava de ler. :)


Já vai a caminho :)

Que rápida! :)
Vou estar atenta à caixa de correio.

 

uma história de quase terror bem contada e interessante.

 

de Carlos Tê (que toda a gente conhece como letrista do Rui Veloso :)).
http://www.wook.pt/---/11237025

Este vai ser o livro em discussão na próxima tertúlia do Clube Literário de Gaia. Não vou poder comparecer mas já tinha começado a ler o livro e vou acabá-lo, até porque estou a gostar bastante...
Se houver interessados depois posso partilhá-lo convosco.

 

Gosto desse título :) Candidato-me desde já a fazer parte dessa partilha! Obrigada!

 

Pedido registado :)

 

de Carlos Tê (que toda a gente conhece como letrista do Rui Veloso :)).
http://www.wook.pt/---/11237025


400 páginas?! Não é muita página para pouco sumo...?

 

400 páginas?! Não é muita página para pouco sumo...?

Por acaso é mais ou menos isso que diz esta crítica de 2000 que encontrei no Público
http://www.publico.pt/---/bosque-de-um-passaro-so-139628
"um livro sem intriga nem clímax"
"um romance que perde por falta de síntese"

Mas a verdade é que eu já estou na página 300 e continuo a ler com prazer...
A história acompanha um grupo de amigos ao longo de 30 anos, desde 62, quando ainda são crianças, até à actualidade (neste caso, década de 90, quando o livro foi escrito).
Não é o tipo de livro que nos agarra para saber o desenlace mas consegue transportar-nos para o cenário e dar-nos a experiência de vida de uma geração que não é a nossa. Gosto sobretudo pelo ambiente e pelos pormenores históricos que vão sendo mencionados (há as referências inevitáveis a Salazar, a Humberto Delgado, à Guerra do Ultramar, à taxa da TV ou ao 1º festival de Vilar de Mouros).
As personagens são contemporâneas (e conterrâneas) do autor e imagino que seja inspirado nas suas próprias vivências...

De qualquer maneira, o número de páginas também depende do formato do livro e este é pequeno - estive a confirmar e a mancha de texto é apenas de 10 cm por 15 ;)
Têm de começar a dizer-nos o número total de palavras (ou caracteres) para podermos avaliar o tamanho real do livro :)

 

Terminei já este ano "Um milionário em Lisboa" (José Rodrigues dos Santos).

A ler:
O nome da rosa (Umberto Eco) e
Sapiens (Yuval Noah Harari).

Boas leituras e bom ano!

 

de Helena Sacadura Cabral e a terminar "Antes que morras" de Samantha Hayes.

 

Mistérios de Porto Alegre de Moacyr Scilair http://www.bookcrossing.com/---/13729807

 

Subtítulo: O Horizonte do Brasil no Século XXI.
Míriam Leitão é jornalista, colunista de economia e também escritora de ficção.

 

ladylouve 3 yrs ago
O Castelo
De Franz Kafka

Foi-me oferecido pelo namoradim no meu aniversário, que já foi em Setembro, portanto tenho mesmo de o despachar porque o dito deseja saber o que acho dele... :p

 

http://www.wook.pt/---/194504
E como precisava de algo mais soft, meloso antes de entrar no "Stonner " , cedi á tentação e comprei este livrinho que me saltou ás vistas e á curiosidade " Guia astrológico para corações partidos " de Silvia Zucca
http://www.wook.pt/---/17001738

 

Este livro do Grimm é giro? O meu afilhado teve de o ler para a escola e odiou-o... Vai-mo emprestar quando eu tiver a TBR mais aliviada, mas até lá gostava de saber opiniões de pessoas que não foram obrigadas a lê-lo na escola :)

 

Este livro do Grimm é giro? O meu afilhado teve de o ler para a escola e odiou-o... Vai-mo emprestar quando eu tiver a TBR mais aliviada, mas até lá gostava de saber opiniões de pessoas que não foram obrigadas a lê-lo na escola :)

O meu intuito de ler este livro foi com a finalidade de começar a conhecer mais o fundo da Sala Infanto-Juvenil, Biblioteca onde trabalho.
Levei-o na semana do ano novo e não o consegui largar até terminar a história . Conjuntamente com este levei também Brasil, Brasil ! de Alexandra Lucas Coelho e acabei por o por de lado primeiro porque a forma de escrever me entendiava e por último porque é um género literário que não gosto ( Crónicas).
Não sei que idade tem o teu afilhado mas este livro é recomendado para o 8 º Ano (13 anos).

 

Sim, ele tem exactamente essa idade, está no 8º ano... Mas, como digo, ele detestou o livro até aos cabelos pelo que o queria ler e confirmar a veracidade disso. :p Obrigada pela opinião!

 

Sim, ele tem exactamente essa idade, está no 8º ano... Mas, como digo, ele detestou o livro até aos cabelos pelo que o queria ler e confirmar a veracidade disso. :p Obrigada pela opinião!

Nem sempre os livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura são os melhores e também depende dos gostos das crianças . Há umas directrizes("estádios") para cada idade mas nem sempre isso se coaduna com todas as crianças, jovens .... os gostos não são todos iguais .
Para primeiro impacto com este autor acho o seu modo de escrita muito infantil e não adequado para a idade do teu afilhado.
Os miudos dessa idade gostam mais de livros tipo harry potter, eragon, talvez " Capitão Cuecas", " Diário de um banana ", Diário de Adrian Mole, Aqueles livros jogos com capa verde, Colecção Cherub (Policial), et al
Tudo depende dos gostos enraizados e da maturidade literária.

 

Ah sim, no caso o Babe (nome que dou ao meu afilhado) gosta do Diário do Banana, apesar de (à primeira vista) me parecerem livros muito infantis. Experimentei oferecer-lhe o Harry Potter, mas ele rejeita a ideia de ler livros sobre "coisas que não existem". Enfim, não é um jovem muito dado à leitura, gosta mais de matar coisas em jogos de playstation :p O que também é válido, embora me cause muita pena que ele não goste de ler por aí além...

Mas acho que vou experimentar dar-lhe o Adrian Mole, boa ideia! Apesar de na altura em que o li, teria a idade do Adrian Mole, o ter achado muito "adulto" talvez os jovens de hoje em dia se identifiquem mais com ele.

Quanto às directrizes dos planos de leitura, pessoalmente não confio muito nelas pela minha própria experiência na escola, em que os livros que nos eram dados, como "O Velho e o Mar" ou a "Pérola" eram odiados pelos meus colegas que liam pouco. Parece-me que os livros ou são demasiado acessíveis ou demasiado complicados, não há um meio termo... Mas isso é debatível, pelo que gostaria de ler o máximo possível dos livros do plano de leitura para ter uma noção. Há uns anos comecei nessa aventura com os livros da minha irmã, que ainda estava na escola, mas depois fiquei com a TBR tão descontrolada que tive de desistir, hahaha

 

O teu afilhado está numa idade complicada em que os pcs, playstation e a web são mais apeteciveis que a leitura.
O Diário de um banana e o Diário de Adrian Mole (reeditado desde o ano passado) são livros com pouco texto e mais imagens que os ajuda a ultrapassar as vivencias do seu dia-a-dia dentro e fora da escola.
Tenta também a colecção Cherub ( pela experiencia que tenho os miudos dessa idade ficam completamente agarrados e com vontade de ler o resto da coleção, sequencia pois há uma continuidade da história.
E depois também vão muito por modas e por imitar os amigos para não ficarem atrás e deixarem de pertencer ao grupo.

 

Ah sim, no caso o Babe (nome que dou ao meu afilhado) gosta do Diário do Banana, apesar de (à primeira vista) me parecerem livros muito infantis. Experimentei oferecer-lhe o Harry Potter, mas ele rejeita a ideia de ler livros sobre "coisas que não existem". Enfim, não é um jovem muito dado à leitura, gosta mais de matar coisas em jogos de playstation :p O que também é válido, embora me cause muita pena que ele não goste de ler por aí além...


Experimenta a série Cherub. Acho que é mais do que adequado à idade dele e normalmente os miúdos ficam viciados :). É uma série sobre adolescentes, com muita aventura mas num universo mais "real" (combatem terroristas e traficantes de droga), sem magia, fantasmas ou vampiros.http://www.fnac.pt/---/a63864

 

Experimenta a série Cherub. Acho que é mais do que adequado à idade dele e normalmente os miúdos ficam viciados :). É uma série sobre adolescentes, com muita aventura mas num universo mais "real" (combatem terroristas e traficantes de droga), sem magia, fantasmas ou vampiros.http://www.fnac.pt/---/a63864


Foi muito bem aceite na minha biblioteca. E os jovens dessa idade são mesmo "esquisitos" quando se trata de ler. Mas " O Recruta" foi bem recebido. Pena e que so havia um exemplar ( mesmo assim esta a ser lido por um segundo jovem e já foi solicitada por mais dois jovens )

 

Obrigada pela sugestão! Parece bem giro, tipo um "Uma Aventura" mas muito mais moderno! Também tentei que ele pegasse nesses, mas já estão muito desactualizados... Nem telemóveis eles tinham na alturra, hahaha

Se ele fosse menina, tinha aqui uma série de coisas giras, mas como é rapaz é mais difícil. :p

 

Nem telemóveis eles tinham na alturra, hahaha

Se ele fosse menina, tinha aqui uma série de coisas giras, mas como é rapaz é mais difícil. :p


Esta dos telemoveis fez-me pensar um pouco.. Bem o HarryPotter tb nao tinha, mas vá lá usava corujas, nada mau :) E As Viagens de Gulliver , coitadinhos, tinham de esperar que o barco chegasse... Já nem falo na Branca de Neve ..
Estou meio a brincar , é claro. Que a miudagem prefere coisas que os façam identificar-se. Mas olha que podes experimentar que eles se identificam na mesma com personagens, vivencias, etc. Acho eu ...

 

A situação é que no mundo "actual" uma história que era moderna nos anos 80-90 não parece ter sentido: é uma história demasiado recente para ser passado, mas também é demasiado antiga para ser presente. No "Uma Aventura" eles falam de um mundo real e actual, mas está desfazado do agora e, portanto, deve ser uma leitura muito estranha para os miúdos. Porque os problemas da altura ("não sabemos onde ele está e não há nenhuma cabine telefónica!") são estranhos para eles.

O que não se compara a uma coisa passada num século antigo, porque aí temos toda a imagética desse passado, transmitida pelos filmes, séries, jogos, etc. As limitações dessa altura remetem-nos para um mundo quase fantástico. O que também é o caso do Harry Potter, um mundo totalmente fantástico (que o miúdo não gosta, como já disse, ele só gosta de coisas que "existem")

Leva-nos a debater o que é um livro verdadeiramente universal. Um livro que fala no seu tempo mas que sobrevive no futuro?

 

A situação é que no mundo "actual" uma história que era moderna nos anos 80-90 não parece ter sentido: é uma história demasiado recente para ser passado, mas também é demasiado antiga para ser presente. No "Uma Aventura" eles falam de um mundo real e actual, mas está desfazado do agora e, portanto, deve ser uma leitura muito estranha para os miúdos. Porque os problemas da altura ("não sabemos onde ele está e não há nenhuma cabine telefónica!") são estranhos para eles.

O que não se compara a uma coisa passada num século antigo, porque aí temos toda a imagética desse passado, transmitida pelos filmes, séries, jogos, etc. As limitações dessa altura remetem-nos para um mundo quase fantástico. O que também é o caso do Harry Potter, um mundo totalmente fantástico (que o miúdo não gosta, como já disse, ele só gosta de coisas que "existem")

Leva-nos a debater o que é um livro verdadeiramente universal. Um livro que fala no seu tempo mas que sobrevive no futuro?


É uma questão interessante e acho que tem a ver com a velocidade a que as coisas mudam agora. Quando eu lia os livros dos Cinco eles já eram datados, e mesmo assim os miúdos devoravam as aventuras de crianças que viviam em colégios internos, tinham ilhas e passavam a maior parte do tempo sozinhos, apesar de terem pais. Na altura ninguém questionava, até porque todos ainda nos deslocávamos de bicicleta como os Cinco e tínhamos essa sensação de liberdade nos tempos livres.
Na minha infância e adolescência também me fartei de ver filmes dos anos 40 e 50, a preto e branco, de que gostava imenso. Agora os meus filhos já olham para os filmes dos anos 80 como uma coisa muito datada, de um outro tempo "muito antigo". E até eu reparo que há filmes onde os personagens usam telemóveis mas são de modelos há muito ultrapassados. E as crianças de hoje devem sentir isso ainda mais.
Por outro lado agora a oferta de livros é imensa. Na nossa altura líamos Dickens, Julio Verne, Odete de Saint Maurice (por falar em coisas datadas, Enid Blyton, porque a oferta era essa, o que havia nas bibliotecas dos pais e dos filhos e ainda nas livrarias. Agora estão sempre a chegar novidades e coleções que se canalizam uns aos outros. Diários do banana, da rapariga Totó, de vampiros, de vampiros bananas, aventuras com mágicos e dragões, com princesas e fadas, Hunger Games, Divergentes, etc, etc. A oferta é tanta que a atenção se dispersa.

Uma questão interessante a abordar é também a do género. Dantes os livros eram "unissexo", lidos tantos por raparigas como por rapazes (a exceção seria a série Colégio das Quatro Torres ou da mencionada Saint Maurice), agora parece que para cada série "para rapazes" surge uma "para raparigas". Mas mais uma vez aí se destacam os Harry Potter ou da Cherub, apreciados por toda a gente.

 

de quem nunca tinha lido nada e de que gostei muito. Terá sido talvez das primeiras vezes em que gostei de um livro com fantasmas ;)
(e não é um livro do género fantástico)

 

de quem nunca tinha lido nada e de que gostei muito. Terá sido talvez das primeiras vezes em que gostei de um livro com fantasmas ;)
(e não é um livro do género fantástico)


É fantástico sem ser do género fantástico é uma frase bem achada para esta história :) Também o senti como um livro especial.

 

Esta segunda parte é como se fosse um livro diferente. Nunca vi nada assim...mas talvez voces encontrem exemplos.
Reparem que o narrador coloca o personagem principal a questionar a sua propria aventura descrita na 1ª parte usando um subterfugio que nunca vira: afirma que a história do Engenhoso Fidalgo já estava escrita sem que os personagens o soubessem E foi escrita em "árabe"! ( por razoes que so qd terminar poderei analisar), apresentando inclusive o tradutor para espanhol.
Dom Quixote e Sancho Pança surgem a questionar este tradutor sobre como é que os leitores da sua propria aventura os viram e sentiram. Desta vez o Engenhoso Fidalgo parece olhar para a sua "loucura" com um olhar racional ( por ex questiona-se em relação ao moinhos de vento versus gigantes). Mas esta lucidez será sincera?

Creio que no fim desta leitura me vou atrever a um topico de reflexão sobre este curioso livro.

 

Abandonei "Dear Death". Depois de um prólogo muito interessante (eu que já nem lia prólogos), o livro tornou-se decepcionante, sem sumo, apenas uma descrição dos movimentos dos personagens, sem qualquer interesse. É pena, porque tentava acrescentar um país/autor ao meu desafio "1 país, 1 autor" (este senhor era da Guiana). Mas já não tenho tempo nem paciência para maus livros.

Decidi então começar ontem "A Ilha de Sukkwan", mas as dores de cabeça (ou a coluna ou lá o que é) não ajudaram muito.
Hoje é um novo dia :-)

 

Abandonei "Dear Death". Depois de um prólogo muito interessante (eu que já nem lia prólogos), o livro tornou-se decepcionante, sem sumo, apenas uma descrição dos movimentos dos personagens, sem qualquer interesse. É pena, porque tentava acrescentar um país/autor ao meu desafio "1 país, 1 autor" (este senhor era da Guiana). Mas já não tenho tempo nem paciência para maus livros.

Decidi então começar ontem "A Ilha de Sukkwan", mas as dores de cabeça (ou a coluna ou lá o que é) não ajudaram muito.
Hoje é um novo dia :-)



oh! Árvores, acabei de ver isto e lembrei-me de ti...olha aqui: https://www.youtube.com/watch?...

 

Obrigado, maria. É inspirador! :-)
Também tentei quiroprática, talvez não com os melhores especialistas, mas no meu caso parece que não era aconselhável porque o disco estava gasto. Mas as infiltrações de ozono foram muito eficazes e recuperei rapidamente depois disso. No entanto, tive o mesmo problema de recuperação dos nervos e tendões que se refere aqui, mas acabei por resolvê-los agora, nas férias do Natal. O braço está recuperado (acho). Só algumas posturas da cabeça é que ainda me trazem dores. Mas é uma coisa completamente diferente da coisa inicial.

O pior, agora, é recuperar a parte psicológica porque, quem está sob essa tortura durante tanto tempo, fica bastante fragilizado. Ao ver este moço, fiquei até com o coração aos tropeções; parecia que estava a reviver todo o processo. Mas, já lá vai :-) Obrigado pela partilha

 

Terra nullius (segue viagem, em breve, com o Sócrates e o amor, para o joaquim
-o 3º da tetralogia da Ferrante
-a história da homossexualidade, que me emprestaram e é muito interessante

 

Depois de A noite roda, agora estou com A terceira condição, de Amos Oz, o meu presente de Natal BC.

Se o primeiro se foca mais nos territórios ocupados da Palestina e da forma como o conflito afeta os que lá vivem, neste o conflito parece uma coisa mais distante, o pano de fundo para a vida de um cinquentão que nunca chegou a realizar o seu potencial, por preguiça e desmazelo. Ainda estou no início para ter uma opinião formada, mas para já estou a gostar da forma como vai sendo revelada a forma e vida deste personagem.

 

The Pope's daughter do Dario Fo. Um romance sobre a infame Lucrécia Bórgia e o resto da família.

 

porque entretanto, numa ida ao Centro de Saúde, terminei Os Crimes da Rua Morgue (adoro a minha ida bi-anual ao médico...)

O Falsos Segredos é a minha estreia com Alice Munro. Estou ainda muito no início - ainda nem acabei o primeiro conto - mas, para já, a gostar.

 

que tem muito a ver com Antropologia, para pegar no "Labirinto", Karnezis, que é de um ring.
Li o primeiro capítulo e hoje acordei a pensar no livro e no "Deserto dos Tártaros" Será que dá para alguma associação? Nem sei, talvez ainda estivesse a sonhar.

 

Na sequencia da obra de Ismail Kadaré ( que me conquistou de facto ...obrigado cometa ) continuo a buscar obras que versem os Balcãs, ainda que de autores não locais. É o caso desta pequena historia de Lawrence Durrell ( o mesmo do Quarteto de Alexandria ).Tinha saudades de um enredo em que me pusesse de tal modo na pele do personagem que não o queria largar . Decorre na Servia provinciana, no tempo do marechal Tito e a narrativa de Durrel, sobretudo da paisagem das mais belas montanhas da Europa ( sic) é fantastica, suscita a imaginação e um obvio deleite. O personagem e curioso: leva sempre consigo o livro Walden de H.Thoreau e é um pescador nato, além de falar servio fluentemente. gostei. Obrigado Cometa54. Logo que confirmes morada ( enviei PM) envio.te os dois livros que me emprestaste.

 

do Semprúm!

comecei ontem à noite e, devia ser do sono, baralhei-me toda com a história para já...a ler vamos... :)

 

não desgostei mas a escrita pareceu-me demasiado teatral para um romance.
Agora estou a ler uma edição especial da revista National Geographic sobre as Origens da Humanidade, que saiu no final do ano passado. Excelentes artigos!

 

Agora estou a ler uma edição especial da revista National Geographic sobre as Origens da Humanidade, que saiu no final do ano passado. Excelentes artigos!


Um tema que estudo qd posso. Presumo que esta edição seja recente, Já agora se puderes dar o nº da edição eu procurava. Thanks.

 

Não tem número, é uma edição especial que saiu em Dezembro de 2015. Vale a pena, mesmo.

 

Andei a fazer pesquisa e tudo, para saber mais detalhes sobre a ilha. Interessante.
Senti muitas semelhanças com a paisagem finlandesa, que adoro, e as suas cabanas de madeira isoladas, o musgo, os mirtilos, as bétulas... Aquilo que considero um paraíso no verão pode, de facto, transformar-se num inferno, quando a luz praticamente desaparece e as temperaturas descem aos -30º ou -40ºC. O irmão de um bom amigo finlandês entrou numa grave depressão (creio que ainda perdura) por ter passado um inverno sozinho nessas condições, em que a casa nem sequer tinha o isolamento térmico necessário e onde a povoação mais próxima ficava a umas dezenas de quilómetros de distância.

Agora leio "The Summer Book", de Tove Jansson, que retrata o reverso da medalha, isto é, um verão numa minúscula ilha finlandesa e a relação entre avó e neta, os bons momentos que as duas vivem, as brincadeiras que inventam, a satisfação do contacto com a natureza pura.

Acho interessante o acaso ter trazido esta sequência de leituras :-)

 

Acho interessante o acaso ter trazido esta sequência de leituras :-)
Tens de mandar essa para o livrinho das coincidências da Astra :))

 

Agora leio "The Summer Book", de Tove Jansson, que retrata o reverso da medalha, isto é, um verão numa minúscula ilha finlandesa e a relação entre avó e neta, os bons momentos que as duas vivem, as brincadeiras que inventam, a satisfação do contacto com a natureza pura.


E esse livro poderá sair da ilha dourada e viajar até ao reino maravilhoso?

 

Está prometido a uma BookCrosser inglesa, mas vou perguntar-lhe se tem pressa.

 

de Haruki Murakami. Estou bastante curiosa sobre a escrita deste autor.

 

de Ismail Kadaré.
Um grande escritor transporta-nos para um mundo kafkiano onde há um ministério onde se selecciona, classifica, interpreta e controla os sonhos de todos os cidadãos do império otomano, dando-nos a conhecer uma história surpreendente e fascinante onde se mistura mito e realidade de forma brilhante.
Fico aqui com um "Os Tambores da Chuva" para ler um dia mais tarde mas com pena de não lhe poder pegar agora, já de seguida!

 

de Ismail Kadaré.
Um grande escritor transporta-nos para um mundo kafkiano onde há um ministério onde se selecciona, classifica, interpreta e controla os sonhos de todos os cidadãos do império otomano, dando-nos a conhecer uma história surpreendente e fascinante onde se mistura mito e realidade de forma brilhante.
Fico aqui com um "Os Tambores da Chuva" para ler um dia mais tarde mas com pena de não lhe poder pegar agora, já de seguida!


Ambos estão na minha lista... por feitiço de um cometa :)

 

Pois, Joaquim, feitiços!
Não te esqueças que sou do dia das bruxas, que se há de esperar rsss?

 

hum hum
Muito bom mesmo :)
E «Os tambores da chuva» foi o tal primeiro que li de Kadaré, em 1975 ou 76 e que pensei que ia ser leitura única e de que gostei imenso. Ainda bem que 'descobriram' este escritor e que começaram a editar as suas obras.
Como ele vive em França há anos há de certeza as edições francesas, mas esta cabecinha nunca se lembrou.

 

Que recebi no ring da xtorya

Ainda vou muito no início, portanto ainda não tenho opinião

 

que vou intercalando com A terceira condição, de Amos Oz, quando o protagonista me começa a irritar demasiado ou entra em considerações não compatíveis com horários de sono.

A geografia... é um livro que há muito tinha curiosidade de ler. É levezinho, engraçado, muito ao estilo de Bill Bryson, onde dados e informações científicas são misturadas com a observação do escritor nos países que visita. Ainda estou no início, na Suíça, um país que não identifico como pertencente ao clube dos "felizes". O autor confirma isso, que é um país aborrecido, cheio de regras (há cidades onde é proibido sacudir tapetes ou cortar a relva ao domingo e que tem dias definidos para pôr a roupa a secar nas varandas), mas que funciona e isso torna a pessoas mais relaxadas.
O capítulo seguinte é sobre o Butão, seguido do Qatar (?).

 

è o primeiro livro da trilogia do Han Solo ( https://en.wikipedia.org/---/The_Han_Solo_Trilogy ) coisa que não sabia existir mas que não podia deixar de ler, afinal trata-se do Han Solo!!!
Comecei mesmo agora por isso ainda não tenho uma opinião formada.

 

... "Os Portugueses" do Barry Hatton :-)

 

de Tana French.

 

Comecei ontem "Jesus Cristo Bebia Cerveja" de Afonso Cruz (depois de ter terminado, do mesmo autor, "A Carne de Deus").

 

Presente da Troca de Natal BC.

Um breve excerto que nos faz pensar:
"... O que sucedeu foi que, perante a profusão de sinais exteriores de felicidade comercial ou capitalista, ficámos inaptos para interpretar outras felicidades, a do silêncio, da inteligência, da simplicidade de vida, da entreajuda, da falta de pressa, do convívio com as crianças e os bichos..."

 

Oh, deuses, como eu concordo com isto! Anda toda a gente por aí tão apalermada.
Mas. já dizia o outro, mudam-se os tempos...

 

Estava a gostar tanto!... mas compreio-o para oferecer e lá foi ele. Hei-de acabá-lo um ano destes ;)

 

Dona continha, agora que se vai dedicar às e-leituras, não se esqueça de vir dar conta do que vai lendo por esses ecrãs fora.


 

Dona continha, agora que se vai dedicar às e-leituras, não se esqueça de vir dar conta do que vai lendo por esses ecrãs fora.


Claro que sim, that's a promess! :)

 

Dona continha, agora que se vai dedicar às e-leituras, não se esqueça de vir dar conta do que vai lendo por esses ecrãs fora.


Claro que sim, that's a promess! :)

:) também quero saber! e, já agora, ver-te a ler no "livro das fuças" :p

 

depois eu empresto-te ;)

 

depois eu empresto-te ;)
Eu sei. E se não emprestasses roubava-to! ;)

 

Enquanto avanço com o livro de Cervantes ando a estudar outros estudos sobre esta obra. Leio tb outro de Michel Onfray "O real nunca existiu" sobre o principio base da filosofia do cavaleiro da Triste Figura.

E depois..olhem, não resisto a dizer embora pareça mal, mas tenho de ler em diagonal 1 livro por dia na prox semana. Um desafio para o "Encontro as cegas com um livro". Tenho de escolher uma frase pequena ou 1 paragrafo que simbolize o livro. Entao digo-vos só os 5 que estao ao de cimo:

Ines da minha alma- Isabel Allende /Filha da Fortuna- isabel Allende ( este nem sei bem se sera um romance adequado a esta iniciativa romantica) /O Impostor de J. Banville e P.S -eu amo-te de Cecilia Ahern... e "os homens que odeiam as mulheres" de Stieg larsson

Ui... se alguem tiver uma frase gira sobre estes livros diga :)

 

e "os homens que odeiam as mulheres" de Stieg larsson. Ui... se alguem tiver uma frase gira sobre estes livros diga :)


Tenho este mas emprestei-o há um ror de tempo e não posso procurar uma frase. De qualquer forma, se a ideia é assinalar o dia dos namorados, não sei se este é uma boa ideia. Não propriamente pelo título, mas por todo o conteúdo. Apesar de haver algum sexo e até algum fascínio entre personagens, genericamente esta trilogia não deixa muito espaço para romantismos.

 

Obrigado pela dica irus. É que me vão sendo sugeridos mas eu gosto de saber mesmo que livro vou lá colocar. E por isso tb perco mais tempo. Vou deixar esse para o fim. Pedi tb a outra pessoa que me lesse uns quantos em diagonal. A verdade é que as vezes o livro e giro e a gente perde.se. por ex gostei do pouco que li de "Fantasias de uma Mulher" de Siri Hustvedt. Thanks

 

mas tive de desistir; é mesmo o género de que não gosto.
Ofereceram-mo dizendo que tinha tudo a ver com a minha actual fase de vida (?) e que não me preocupasse com o título, porque o livro tinha a ver com encontros entre pessoas. Pensei que podia ser uma boa companhia para viagens de avião e para depois o largar algures ao vento, mas... nem isso. Ainda bem que decidi espreitar e ver se era o que ia querer levar ;)

 

ladylouve 3 yrs ago
Hoje li
"O Coração das Trevas", de Joseph Conrad, o livro que inspirou o final do filme Apocalypse Now. Uma leitura pesada e estranha, incisiva e maléfica.

Entretanto também comecei "A Lição de Anatomia", de Philip Roth.

Foram os dois oferecidos no meu aniversário, que já foi em Setembro, e pela mesma pessoa, haha

 

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