Leituras no mês de Natal

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do Indonésio Pramoedya Ananta Toer, livro segundo de uma tetralogia (Buru Quartet - por ter sido contado e re-contado aos companheiros de prisão e só depois escrito, na prisão da Ilha de Buru, nas Molucas, onde esteve de 1969 a 1979) e proibido por lá até há bem pouco tempo.
Gostei tanto (mesmo que menos do que do primeiro) que fiquei com vontade de ler os restantes dois, que não tenho. Mas vai ficar para umas outras núpcias quaisquer. ;)

Agora vou pegar num Coetzee, alvo do 1º Natal Cooperativo na minha família (um livro para rodar por todos ao longo do ano - afinal durou mais e já só me chegou quase 2 anos passados).

 

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Este ano a noite de Natal é de Lua Cheia e prevêm-se meteoritos visiveis nas noites claras. Será que a pressão ou a descompressão deste mes fazem inclinar as nossas leituras?

 

Creio que irei terminar antes do Natal um dos meus sonhos literarios, que já sabem de tanto aqui o referir : a história do Cavaleiro da Triste Figura. Personagem tão absorvente que confesso só consigo avançar com "Tudo são historias de Amor" da Dulce Cardoso ( um ring da ladylouve , creio), quando estou fora de casa.
Será assim assim um mes historico. Dom Quixote surpreendeu-me por ser um livro alegre e bem disposto e ao mesmo tempo very deep. Mesmo nas partes "dengosas" como agora no relato dos amores de Anselmo e Camila, se encontram pérolas tantas que nem pensar acelerar esta parte.

Se Mary Shelley e Lord Byron leram este livrão (ão) em noites frias de tempestade, mas de verão eu irei lê-lo em noites frias de luar e meteoritos .)

 

Que velocidade! Como conseguiste dar conta do D. Quixote tão rápido? :o Eu estou aqui a olhar para ele e todos os dias me parece maior... D:

 

Que velocidade! Como conseguiste dar conta do D. Quixote tão rápido? :o Eu estou aqui a olhar para ele e todos os dias me parece maior... D:


E que tal .... leres tb o Dom Quixote, ladylouve ? Faziamos uma Triste Figura :) e era giro este empreendimento simultaneo aqui no BC. Eu creio que vais gostar pois tem muito de figurativo, de comico e ate algo de nonsense. Também tem partes que nos fazem perder o caminho... mas isso faz parte da vida como dos livros. Inda vou a meio mas já vi que estou embalado.

Aceitas o desafio?? :)

 

É o próximo da lista de leitura, é só terminar o que estou a ler e duas publicações mais "alternativas" que me ofereceram que começo. :)

 

Inspirado no livro The Lives They Left Behind: Suitcases from a State Hospital Attic, retrata as condições em que viviam as pacientes femininas dos anos de 1930, no Sanatório de Willard.
Fiquei com imensa curiosidade em ler este livro após ter feito uma pesquisa sobre as malas abandonadas do centro psiquiátrico Willard, descobertas por dois funcionários em 1995, quando o Sanatório de Willard foi encerrado.
Estou a gostar imenso da leitura, sobretudo porque encontro alguns pacientes da pesquisa nas personagens dos livros, com o mesmo nome e a mesma história. E é bastante comovente o facto de a maioria dos pacientes não ter nenhum problema psiquiátrico e terem estado a vida inteira dentro da instituição.

 

Inspirado no livro The Lives They Left Behind: Suitcases from a State Hospital Attic, retrata as condições em que viviam as pacientes femininas dos anos de 1930, no Sanatório de Willard.
Fiquei com imensa curiosidade em ler este livro após ter feito uma pesquisa sobre as malas abandonadas do centro psiquiátrico Willard, descobertas por dois funcionários em 1995, quando o Sanatório de Willard foi encerrado.
Estou a gostar imenso da leitura, sobretudo porque encontro alguns pacientes da pesquisa nas personagens dos livros, com o mesmo nome e a mesma história. E é bastante comovente o facto de a maioria dos pacientes não ter nenhum problema psiquiátrico e terem estado a vida inteira dentro da instituição.



Margarida, a propósito deste livro, descobri este site
http://www.willardsuitcases.com/
achei muito interessantes e comoventes as fotografias... pedaços de vidas...

 

do Indonésio Pramoedya Ananta Toer, livro segundo de uma tetralogia (Buru Quartet - por ter sido contado e re-contado aos companheiros de prisão e só depois escrito, na prisão da Ilha de Buru, nas Molucas, onde esteve de 1969 a 1979) e proibido por lá até há bem pouco tempo.
Gostei tanto (mesmo que menos do que do primeiro) que fiquei com vontade de ler os restantes dois, que não tenho. Mas vai ficar para umas outras núpcias quaisquer. ;)

Agora vou pegar num Coetzee, alvo do 1º Natal Cooperativo na minha família (um livro para rodar por todos ao longo do ano - afinal durou mais e já só me chegou quase 2 anos passados).

 

Agora vou pegar num Coetzee, alvo do 1º Natal Cooperativo na minha família (um livro para rodar por todos ao longo do ano - afinal durou mais e já só me chegou quase 2 anos passados).

Bolas, que seca monumental!
Não podia estar mais desiludida. Tanto que desisti da leitura ao fim de 25% do pacote, mais umas investidas mais para a frente para ver se se mantinha o género de coisa nos restantes 75%. Como me pareceu que sim, por ali fiquei.

 

Agora vou pegar num Coetzee, alvo do 1º Natal Cooperativo na minha família (um livro para rodar por todos ao longo do ano - afinal durou mais e já só me chegou quase 2 anos passados).


Curioso que agora reparei nesta ideia do Natal Cooperativo com um ring familiar :)) Parece-me uma ideia a imitar ...

 

Curioso, também comecei a ler hoje "Tudo São Histórias de Amor", de Maria Dulce Cardoso, trazido há uma semana da biblioteca. Na mesma ida à biblioteca trouxe "O Pintor Debaixo do Lava-Loiças", de Afonso Cruz, que despachei num instante e que, como seria de esperar, adorei. E ainda uma banda-desenhada de Miguelanxo Prado, "Ardalén". Muito bom, também!

 

O segundo volume de uma distopia que combina contos de fadas com cyborgs. Estou a adorar!

 

Eu li os 4, só me falta o Winter que saiu há umas semanas!
Apesar de sempre ter achado os livros YA um bocado "levezinhos" demais, com o tempo tornaram-se num escape depois de ler livros pesados :-) adorei a forma como a autora adapta os contos da nossa infância a um futuro com cyborgs e cenas mágicas :-D

 

Eu gostei muito dos dois primeiros e tenho a sensação que também vou adorar os volumes que me faltam ler :)

 

"Vinte anos e um dia", do Semprún. Aliás, tenho estado parado. Começo a achar que esse é o tempo que vou demorar a ler o livro. Credo!
Desculpa lá, ó conto. Já tive melhores dias.

 

Desculpa lá, ó conto. Já tive melhores dias.

Ficas desde já avisado que não o quero de volta no próximo ano. Toma portanto o teu tempo e não te preocupes.

 

"a história de uma serva". Belíssimo e assustador. Acho que vou pegar na Ferrante, o 2º da tetralogia! adorei o primeiro. Anda a petiscar "Sócrates e o amor" que o joaquimponte me emprestou. A gostar. E tenho também começado o do Pitta que é da Marcenda ;)

 

"a história de uma serva". Belíssimo e assustador.

Bom saber que a versão portuguesa lhe faz jus. Andou tão mal servida em traduções portuguesas que é um alívio saber agora do bom trabalho da Bertrand. Saravá!

 

de David Soares, um autor de que sou super-fã! Estou a gostar imenso, embora o livro me deixe bastante desconfortável muitas vezes.

 

Ainda bem que estás a gostar, mas deve ter sido dos livros que menos gostei de ler. Foi um martírio lê-lo até ao fim (odeio desistir de um livro).

É bom ver que aqui a comunidade BC tem gostos tão diferentes :)

 

Ainda bem que estás a gostar, mas deve ter sido dos livros que menos gostei de ler. Foi um martírio lê-lo até ao fim (odeio desistir de um livro).

É bom ver que aqui a comunidade BC tem gostos tão diferentes :)


Gostei desta tua ideia.. " É bom ver ..." :) Pois aquilo que cada um vê numa obra pode ser tão pessoal, íntimo até, que nem aqui se consegue dizer. Assim podemos gostar ou nao gostar em vez de maldizer ...porque "É bom ver ..." a diferença. Gostei desta expressão :)

 

para ter tempo para ler

Ah, espera esse é o livro que lerei um dia, para ver se ponho as leituras em dia. Mas se ler esse (aposto que já alguém escreveu algo semelhante) não vou ter tempo para outras leituras. Oh vida complicada.

Na verdade ainda vou pouco além do início d'O Labirinto, de Panos Karnezis. Verdade seja dita que não é um livro que se leia de rajada (embora seja sobre a guerra), é daqueles que se saboreia devagar. Ou entra é o meu ritmo que anda lento

 

Não há nada como tempos de espera em aeroportos e estações de autocarros para pôr as leituras em dia.
Para a semana já o passo à irus, num encontro de porta de escola.
O livro é muito, mas mesmo muito bom. Até estou a pensar oferecer uma cópia a mim mesma este Natal.

 

Só tenho tempo para estas leituras :-(

 

Só tenho tempo para estas leituras :-(

 

Algum tempo atrás li "Eva Luna". Completo o ciclo com os contos.

 

Mas sinceramente sinto-me uma coisa muito burra...ainda não percebi nada...

 

A época de Natal é sempre um tempo cheio de coisas e mais coisas, profissionais e pessoais, pelo que as leituras são forçadas a ficar em standby ou em velocidade mínima.
Nesta altura, o contacto com os livros é mais de visita às livrarias para adquirir livros para a família, amigos e para mim também, claro. :)

 

Vou iniciar esta leitura. O primeiro livro que li da autora foi "Filipa de Lencastre" e fiquei absolutamente rendida com a escrita!

 

... "A Princesa de Gelo" da autora sueca Camilla Läckberg. Uma amiga fora do BC emprestou-me e eu estava um bocado em pulgas, porque todas as críticas dizem que parece ser a nova Agatha Christie. Gostei bastante! É como pegar na Agatha Christie e mandá-la para a Escandinávia descobrir os podres das famílias perfeitas...

Agora ando a escolher que livro vou ler a seguir... talvez "Os Portugueses" do Barry Hatton (jornalista britânico que vive em Portugal há mais de 25 anos)...

Nos audiolivros, continuo com a "Americanah" da minha mais recente autora favorita Chimamanda Ngozi Adichie.
Nos e-books ando a ler (com muitíssima calma) mais um YA para esvaziar a cabeça quando não estou para coisas sérias: "Throne of Glass" da Sarah J. Mass.

 

E que estás a achar do "Throne of Glass"? Ando curiosa para ler esse :)

 

ainda estou na pagina... 11? ponho sempre os outros à frente deste :-D mas ainda bem que perguntas, porque assim motivo-me a avançar mais...

 

De Luis Sepulveda.
Neste fim de tarde soalheiro abro a porta da LFl de Lisboa :) e cai.me um livro aos pes. Pequeno e azul simples, perdera já a sobrecapa ( ed Mil Folhas). Era pequeno e levei.o comigo enquanto tomava um cafe. Uma hora depois abro os olhos e ..puff, terminara a historia , a desejar que continuasse. Este espaço é uma verdaeira biblioteca ao ar livre :). Ri.me um pouco porque me lembrei deste livro fininho ao lado do livrão do Dom Quixote e claro...era igual ao contraste de Sancho Pança e do magricela de triste figura.

Adorei este livro de Luis Sepulveda. Um thriller girissimo e sobretudo uma escrita perfeita. Recomendo.

 

Um livro bastante interessante, até agora, sobre as memórias de um rapaz que conviveu com Diego Rivera e Frida no México, mas é mais do que isso, muito mais.

 

A começar o D. Quixote :)

Antes disso tenho duas publicações tipo zine para terminar (são as edições anteriores do curso de escrita narrativa em que estou), mas já estou preparada para passar muito tempo a ter aventuras... quixotescas! :p

 

A começar o D. Quixote :)


:) ( oiço foguetes ao longe...)

 

Começou mal. 66 páginas de um prefácio chatérrimo. Se o livro for como o prefácio, vai ser uma tortura.

 

Agora que já ultrapassei o prefácio e oitenta e quatro introduções e prólogos, comecei o livro, realmente! E está a ser fascinante! Isto promete, já só me faltam oito nove avos para terminar, hahaha :p

 

Marcenda, já o envelopei e agora não tenho acesso ao BCID! :( Não devo ter feito JE quando o recebi...não te importas de mo mandar?
http://www.bookcrossing.com/---/8129447/

segue amanhã para casa

 

e não o consigo largar. Muito bom! Para quem quiser conhecer a Austrália. É de Sven Lindqvist e é um livro de viagens que alia descrições líricas do país— flora, fauna e geologia — à revisitação da história e da brutalidade com que foram tratados os povos aborígenes.

 

e não o consigo largar. Muito bom! Para quem quiser conhecer a Austrália. É de Sven Lindqvist e é um livro de viagens que alia descrições líricas do país— flora, fauna e geologia — à revisitação da história e da brutalidade com que foram tratados os povos aborígenes.


faz salivar :)

 

e não o consigo largar. Muito bom! Para quem quiser conhecer a Austrália. É de Sven Lindqvist e é um livro de viagens que alia descrições líricas do país— flora, fauna e geologia — à revisitação da história e da brutalidade com que foram tratados os povos aborígenes.


faz salivar :)



poderá viajar dentro de dias! :)

 

e não o consigo largar. Muito bom! Para quem quiser conhecer a Austrália. É de Sven Lindqvist e é um livro de viagens que alia descrições líricas do país— flora, fauna e geologia — à revisitação da história e da brutalidade com que foram tratados os povos aborígenes.


faz salivar :)



poderá viajar dentro de dias! :)


Será irresistivel. Embora tenha que contar com o Dom Quixote pelo menos ate ao Natal. Thanks marialeitora.

 

... e depois há «Song lines», uma Austrália, visão de Bruce Chatwin.
Será que não vais precisar?
eheh

 

... e depois há «Song lines», uma Austrália, visão de Bruce Chatwin.
Será que não vais precisar?
eheh



ai! não me tentes que eu gosto tanto de estar pela Austrália...mas dói tanto também... :(

 

... e depois há «Song lines», uma Austrália, visão de Bruce Chatwin.
Será que não vais precisar?
eheh



ai! não me tentes que eu gosto tanto de estar pela Austrália...mas dói tanto também... :(


Mas com a visão dele, talvez não doa tanto. Não esquecer que tinha uma certa pancada - o Chatwin, of course - que adorooooo :)

 

Mesmo no início, mas promete.

 

Deu-me para aqui.
E estou a gostar.
Prontosss.

 

Ah, mas quem não gosta de Graham Greene?

 

"Porque teu é o reino, o poder e a gloria,.." penso que tem a ver com este final da oração cristã mais importante.
Greene é para mim quase um desconhecido. Mas minha mãe lia Greene e tinha esse livro e outros dessa serie. Eu só li "O Nosso Agente em Havana" e foi depois do filme. A minha memoria diz que era uma historia interessante sobre as confusões da espionagem e serviços secretos. Uma boa história.

 

Volume 2 da trilogia Surrender

 

Este mês tem sido prolífico em leituras. Para além de inúmeros livros de BD (Miguelanxo Prado e outros autores), terminei ainda hoje "A História do Senhor Sommer", Patrick Süskind um livro infanto-juvenil de Alice Vieira, "Contos e Lendas de Macau", do qual também gostei bastante.

 

Este mês tem sido parco em leituras. Ando lento nas páginas do Dom Quixote ( surgiu agora uma interminavel historia de amores e desamores, o que deu para perceber que é mesmo qd Don Quixote entra em cena que fico animado :) ; interrompi Aguias Brancas Sobre a servia porque é tão giro que se pego nele ainda empato mais o Rocinante e, meio por dever(pois e um ring) acabei por me ver lançado em Tudo são Historias de Amor de Dulce Maria Cardoso ( um ring que anda por aqui meio parado). Gosto de contos. Devo confessar, e Dulce Cardoso escreve mesmo bem. Parei no conto "Desaparecida" ( um tema forte , sem duvida) e voltei a reler " A mosca e o copo de vinho Rose". Tudo leituras giras... mas ando aqui com uns trabalhos novos que me deixam a cabeça em água .... uffff

 

Tinha gostado tanto do primeiro livro que li dela que este agora, Falsos Segredos, ainda desiludiu mais por causa disso, creio. Na verdade, a escrita de excelente qualidade continua lá, mas a questão é que não percebi as histórias que conta. Uma e outra e outra vez...
Já vai a caminho da prometida leitora seguinte, ok Pequete?

Depois, para ver se quebrava o enguiço, peqguei num há muito prometido a mim mesma, "e a noite roda" de Alexandra Lucas Coelho. Este li num ápice, mas ainda assim não posso dizer que não tenha desiludido. Vejo pelo livro todo o que gosto de ler dela, mas também aqui a história... enfim. É uma história de amor, banal para quem não a viva, transmitida com a força de quem a viveu, mas não deixando de ser só isso, uma banal história de um desgosto de amor. E para meu gosto tem demasiada poesia pelo meio. Não sou fã de poesia mesmo, está visto; nem assim, intercalada na prosa.

 

Tinha gostado tanto do primeiro livro que li dela que este agora, Falsos Segredos, ainda desiludiu mais por causa disso, creio. Na verdade, a escrita de excelente qualidade continua lá, mas a questão é que não percebi as histórias que conta. Uma e outra e outra vez...
Já vai a caminho da prometida leitora seguinte, ok Pequete?


Pode ser, sim, obrigada, conto!

 

"e a noite roda" de Alexandra Lucas Coelho


Eu demorei meses para acabar esse... Era um livro que andava comigo na mochila para os tempos "mortos" e nunca cheguei a sentir vontade de o ler nos tempos "não mortos"... Daí que não tenha sido lido num ápice... E como tu, também o achei um pouco insípido. Vocês tinham falado nessa autora por aqui e, por isso, quando o livro me chegou às mãos, quis lê-lo... Mas achei-o assim-assim!

 

Depois, para ver se quebrava o enguiço, peqguei num há muito prometido a mim mesma, "e a noite roda" de Alexandra Lucas Coelho. Este li num ápice, mas ainda assim não posso dizer que não tenha desiludido. Vejo pelo livro todo o que gosto de ler dela, mas também aqui a história... enfim. É uma história de amor, banal para quem não a viva, transmitida com a força de quem a viveu, mas não deixando de ser só isso, uma banal história de um desgosto de amor. E para meu gosto tem demasiada poesia pelo meio. Não sou fã de poesia mesmo, está visto; nem assim, intercalada na prosa.


Ando há dias para te perguntar qual era, afinal, o Coetzee que te desiludiu. Acho que nunca chegaste a dizer o título.

Fiquei com essa impressão do livro da Alexandra quando o folheei um dia numa livraria. O que não impede que tenha uma imensa curiosidade, até pelo que revelará da sua vida de jornalista.

Mas foi também a impressão que tive com O meu amante de domingo. Este não tem muita poesia (pelo contrário, é protagonizado por uma mulher do Porto, e está cheio de vocabulário "vernacular") mas não se compara ao Oriente Próximo, às suas reportagens ou às crónicas. Falta-lhe a tal força.

 

Ando há dias para te perguntar qual era, afinal, o Coetzee que te desiludiu. Acho que nunca chegaste a dizer o título.
Até fui lá abaixo ver; está no título do meu comentário: é o A Infância de Jesus. Da família toda, a minha cunhada também desistiu dele, o meu irmão não gostou, a sogra e cunhada dele gostaram q.b. e a minha irmã (que lê pouquíssimo) devorou-o e adorou. Ou seja, há de tudo como na botica... :)

Fiquei com essa impressão do livro da Alexandra quando o folheei um dia numa livraria. O que não impede que tenha uma imensa curiosidade, até pelo que revelará da sua vida de jornalista.
Mando-to já amanhã e fica contigo o próximo ano. Dá para gerires leituras com tranquilidade e é menos um aqui a apanhar pó. Boa?


 

Mando-to já amanhã e fica contigo o próximo ano. Dá para gerires leituras com tranquilidade e é menos um aqui a apanhar pó. Boa?


Fixe :)

 

ladylouve 3 yrs ago
Por aqui
Continuo seguindo as aventuras do Cavaleiro da Triste Figura, que são todos os dias mais hilariantes. Este Cervantes era um génio <3

Mas quando chegar ao fim do primeiro volume, vou intervalar para ler um livro que recebi (ray ou ring já não tenho a certeza, mas como sou a última decidi não me apressar): "La Gloire de Mon Pére". está em francês, mas à primeira vista parece-me bem simples. Só não consigo é escrever francês suficiente para explicar na JE esta demorazinha e para depois dizer o que vou achar... :( Que limitação!

 

Born to be gay-A história da homossexualidade (muito interessante)
Terra nullius-continua a incomodar-me mas é óptimo
O 2º da trilogia da Elena Ferrante-fantástico...

O Coetzee (ainda) nunca me desiludiu...
A Xanita Coelho não me convence nem um pouco, lamento... :P

 

Já não suportava mais ler livros sobre bebés e peguei neste.

 

Terminei este bonito conjunto de contos , na escrita corrida de Dulce Cardoso. Gostei praticamente de todos , embora, agora que escrevo isto ( já passaram 3 dias que o terminei ), recordo sobretudo quatro deles : A Biblioteca, sobre o prisioneiro a quem um livro salvou a vida mas não a ruindade. "A Mosca e o copo de vinho rosé" " onde um casal transporta na sua relação a tal saudade indefinivel de algo que amam ou sonham e que está e não está pesente no seu amor real. " Desaparecida ou a Justiça", à 1ª vista violento , mas que retrata uma realidade importante : a justiça poder ser antes de mais um julgamento a priori. E finalmente o conto que assim me recordo ter gostado mais de ler "Os anjos por dentro" : A violência maior existe muito antes de uma escolha, é aquilo que existe antes e que torna qualquer escolha possivel. É sempre a violencia do amor. Maior ou menor" Uma historia sobre uma mae e dois filhos.
Atrasei um pouco por contingencias várias mas agora que terminei acho que valeu a pena. Irá seguir para o árvores ( mas tenho de lhe perguntar se ele está numa ilha ou não :)

 

Naipaul.
Apetece-me acabar o ano, do calendário que usamos, com este livro.
Greene ficou interrompido quando tropecei neste.
Ando é pouco cão-centrada em leituras, daí muita vagareza.

 

uma colectânea de estórias sobre a infância em Luanda nos anos 80.
Acabei a gostar mais do que iniciei. Acho que o contexto vai-nos envolvendo aos poucos e fazendo voltar àqueles tempos (mesmo se nuns bons paralelos mais a norte e com mais uns anitos em cima do esqueleto) havendo muitas referências comuns.
Fez-me lembrar inevitavelmente do maravilhoso Dandellion Wine de Ray Bradbury e também do conto A Luz nas Árvores, do Arvores...
Aliás, acho que ias gostar deste livrinho Arvenzinhas. Quere-lo, sem pressa nenhuma para a devolução?
E entretanto dei início a "Um Passado Perfeito" de Leonardo Padura. A ver que tal...

 

Sim..compreendo o que dizes sobre este livro. Também a mim trouxe um certo vento nostálgico( os cenarios são semelhantes aos da minha infancia e nos mesmos locais detsa historia). Ondjaki escreveu-a de dentro a sua propria vivencia. Vale a pena. Algumas pessoas a quem emprestei o livro tiveram dificuldade com o vernáculo angolano e tiveram de recorrer ao dicionario que existe no final do livro.
Concordo com os que colocam Ondjaki numa lista de "verdadeiros" escritores de África.

 

Bolas, pões-me ao lado de Dandelion Wine (um dos meus livros favoritos de todo o sempre) e de Ondjaki?
Por agora vou passar, estou soterrado :-)
Obrigado

 

Bolas, pões-me ao lado de Dandelion Wine (um dos meus livros favoritos de todo o sempre) e de Ondjaki?
Não foi bem ao lado, foi em paralelo :))
Mas nem respondeste , tão soterrado te puseste. Desenterra-te lá e diz: não o queres receber, sem data de devolução?

 

Respondi sim, pá! Já começaste a buber? Atão não estou lá a dizer que passo? :-)
Vá, vai tomar um guronsan :-)
Mas sei que esse livro me há-de vir parar às mãos.
Grato.

 

wingArvoreswing 3 yrs ago
Acabei ontem
Vinte anos e um dia, do senhor Semprún. Não o achei uma obra prima, confesso.
Quando regressar à ilha, já no Domingo, vou pegar em dois rings: a ilha de sukwan (acho que não é assim que se escreve, mas não importa) e Dear death. A passagem do ano promete :-)

 

Vinte anos e um dia, do senhor Semprún. Não o achei uma obra prima, confesso.

Então e não queres fazer a JE, gajinho? Mesmo sem gostar muito, não faz mal nenhum. A multiplicidadde de opiniões só acrescenta valor, pois não é? :))

 

Ó gaijinha, desculpa mas, com a azáfama natalícia, esqueci-me. Mas o dito cujo já seguiu viagem para trájusmontes de baixo, no dia 23.
BOU tratar disso :-)

 

Eu ando a ler "Perguntem a Sarah Gross" de João Pinto Coelho (espero não me ter enganado no nome do autor), um pouco diferente do que estava à espera!
E uma banda desenhada espectacular chamada "Habibi" de Greg Thompson!

 

Um daqueles policiais que o que de menos interessante tem é o ser um policial, mas em que tudo o resto é magnífico.
Revi a Havana que conheci em 1992 (o livro passa-se em 1989) - como as filas para algum bem específico numa loja ou as 'diplotiendas', únicos espaços em que havia artigos em venda mas onde o comum dos cubanos não podia entrar - e descobri muito do que um turista não consegue ver. E claro, fiquei a conhecer um excelente escritor :)

 

Como romance é estranho, porque não difere muito dos livros de reportagem da autora. E não vale a pena a Alexandra ter chamado Ana Blau à protagonista e ter-lhe dado Barcelona como berço e morada. É impossível não colar a personagem à escritora, de tal forma os cenários e a forma de escrever são da segunda.

De qualquer forma, como sou fã incondicional das reportagens da Alexandra, não me está a desiludir. Mas ainda vou no início, ando entre Jerusalém, Ramalah e Gaza, na altura da morte de Yasser Arafat.

 

Francamente não me convence, ainda que tenha algumas passagens muito boas, especialmente nos diálogos entre Marco Polo e Kublai Kan. E algumas das cidades imaginadas são tão apelativas que apetece que existam para as podermos ir visitar e, quem sabe, habitar. Mas não chega (ou melhor, para mim não chegou) e creio que apenas o terminei por ser curto e por o ter usado para passar o tempo em filas intermináveis.

O novo ano vai começar na companhia de Amada de Toni Morrison, um BRing da irus.
Até à próxima thread portanto! ;)

 

muito fixe até agora.

 

Gosto do título. Fiquei com curiosidade. A sério :-)

 

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