O que se lê neste Março marçagão, manhã de inverno e tarde que não é de verão?

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Acabei com os contos ("Amada Vida") e tenho a dizer que gostei muito de os ler.

Ainda acho que a Margaret Atwood merecia mais o Nobel, mas pronto. Consigo refrear essa desilusão e reconhecer que esta fulana é uma mestre neste campo dos contos.

A escrita dela não é particularmente vistosa, nem é óbvio o brilhantismo, porque ela parece estar a contar histórias normais com uma linguagem normal, mas a verdade é que cada história é perfeitamente balanceada, equilibrada e contada com uma total clareza.

Não são graaaandes contos, não são graaaaandes histórias, ou histórias de fôlego, surpreendentes ou algo assim; pelo contrário, são histórias sobre a vida normal (algo de que eu tanto gosto de encontrar nos livros) e sobre os pequenos momentos que a definem , são histórias sobre pessoas comuns sem nenhuma particularidade à excepção dos seus anseios, receios, vícios e/ou constrangimentos. E é nesse campo que de facto esta autora tem uma particular mestria na forma de mostrar as virtudes e defeitos do cidadão comum sem os julgar globalmente pelas suas boas ou más acções e/ou decisões.

Como a própria contracapa do exemplar que li refere, “História a história, Munro destaca os momentos em que a vida é profundamente transformada por um encontro casual, uma acção não realizada, ou mesmo por um desvio no destino que faz alguém alterar o seu trajecto quotidiano ou modo de pensar.” E é isto que torna estes contos especiais, sem nunca dar aquela sensação de que a história não acabou ou não está bem “fechada”, ou podia ser mais completa, ou acabar de forma diferente, ou, ou…

Em resumo, se estivesse a fazer uma JE, dar-lhe-ía 8 estrelinhas com grande à vontade, mas não um 9 ou 10 por lhe faltar aquele algo que me faz ficar verdadeiramente entusiasmada por um livro e não o conseguir largar.

Ah! E por último, não posso ainda deixar de destacar a tradução e revisão, claramente muito cuidadas se não mesmo primorosas, não fosse a tradução do José Miguel Silva e haver referência a dois revisores na ficha técnica, algo de muito pouco comum hoje em dia. Aleluia, saravá! :)

 

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Eu acabei às 4:25 da manhã Cidade Proibida, de Eduardo Pitta. Não preciso de dizer o que achei, penso. Quando um livro nos impede de descansar porque TEMOS de chegar ao fim, porque não conseguimos deixar de virar as páginas, é uma felicidade. Recomendo muito, mas só a quem não se melindre facilmente. As cenas de sexo (quase todas de sexo homossexual) são poucas, mas não recorrem a qualquer metáfora.

Agora é respirar fundo e retomar a leitura - interrompida por este furacão literário - de Roughing It, de Mark Twain.

 

http://www.fnac.pt/---/a76148

um caso sério de boa literatura...

e há pouco, por causa de um comentário numa página do FB, encontrei isto: https://letrasages.opendrive.com/---/NASSAR,%20R.%20-%20Lavoura%20Arcaica.pdf li-o durante esta manhã...

não é para todos os leitores. Perturbador e a tratar um tema polémico...mas o senhor é um senhor a escrever...Raduan Nassar um escritor brasileiro de quem nunca tinha ouvido falar....

 

http://www.fnac.pt/---/a76148

um caso sério de boa literatura...


Ah, daí a vontade nas três histórias!... :)
É boa literatura sim senhora, mas... não te soube a pouco depois da Medeia?

e há pouco, por causa de um comentário numa página do FB, encontrei isto: https://letrasages.opendrive.com/---/NASSAR,%20R.%20-%20Lavoura%20Arcaica.pdf li-o durante esta manhã...

não é para todos os leitores. Perturbador e a tratar um tema polémico...mas o senhor é um senhor a escrever...Raduan Nassar um escritor brasileiro de quem nunca tinha ouvido falar....


tu és mesmo chata, sabias, já alguém te tinha dito?!...
Xiça!!... pronto, ok, já guardei ali de ladecos no desktop a ver se o leio também.

 

e há pouco, por causa de um comentário numa página do FB, encontrei isto: https://letrasages.opendrive.com/---/NASSAR,%20R.%20-%20Lavoura%20Arcaica.pdf li-o durante esta manhã...

não é para todos os leitores. Perturbador e a tratar um tema polémico...mas o senhor é um senhor a escrever...Raduan Nassar um escritor brasileiro de quem nunca tinha ouvido falar....


Do Nassar li Um copo de cólera, através do BC (who else?) há uns anitos: http://www.bookcrossing.com/journal/4399178/. Estranho, mas muito bom.

 

parece muito interessante, se decidires fazer um ring conta comigo :)

 

parece muito interessante, se decidires fazer um ring conta comigo :)



farei, pois! :) embora não seja tão bom como o Medeia de que a conto falou ali abaixo...:)

 

e quase pronta a pegar no e ansiando pelo Oriente Próximo... ;)

 

Acabei com os contos ("Amada Vida") e tenho a dizer que gostei muito de os ler.

Ainda acho que a Margaret Atwood merecia mais o Nobel, mas pronto. Consigo refrear essa desilusão e reconhecer que esta fulana é uma mestre neste campo dos contos.

A escrita dela não é particularmente vistosa, nem é óbvio o brilhantismo, porque ela parece estar a contar histórias normais com uma linguagem normal, mas a verdade é que cada história é perfeitamente balanceada, equilibrada e contada com uma total clareza.

Não são graaaandes contos, não são graaaaandes histórias, ou histórias de fôlego, surpreendentes ou algo assim; pelo contrário, são histórias sobre a vida normal (algo de que eu tanto gosto de encontrar nos livros) e sobre os pequenos momentos que a definem , são histórias sobre pessoas comuns sem nenhuma particularidade à excepção dos seus anseios, receios, vícios e/ou constrangimentos. E é nesse campo que de facto esta autora tem uma particular mestria na forma de mostrar as virtudes e defeitos do cidadão comum sem os julgar globalmente pelas suas boas ou más acções e/ou decisões.

Como a própria contracapa do exemplar que li refere, “História a história, Munro destaca os momentos em que a vida é profundamente transformada por um encontro casual, uma acção não realizada, ou mesmo por um desvio no destino que faz alguém alterar o seu trajecto quotidiano ou modo de pensar.” E é isto que torna estes contos especiais, sem nunca dar aquela sensação de que a história não acabou ou não está bem “fechada”, ou podia ser mais completa, ou acabar de forma diferente, ou, ou…

Em resumo, se estivesse a fazer uma JE, dar-lhe-ía 8 estrelinhas com grande à vontade, mas não um 9 ou 10 por lhe faltar aquele algo que me faz ficar verdadeiramente entusiasmada por um livro e não o conseguir largar.

Ah! E por último, não posso ainda deixar de destacar a tradução e revisão, claramente muito cuidadas se não mesmo primorosas, não fosse a tradução do José Miguel Silva e haver referência a dois revisores na ficha técnica, algo de muito pouco comum hoje em dia. Aleluia, saravá! :)

 

da norueguesa Herbjorg Wassmo. Ainda a começar, mas já compretamente de rastos, rendida à dor e à boa literatura.

Para isso pus de lado O comboio-fantasma para o Oriente, do Paul Theroux, que é meu e pode esperar. Alguém disse aqui (penso que foi a Meg) que é um bocado monótono. Tem partes mais monótonas, sim, mas nunca é aborrecido. Gosto da lucidez com que ele analisa as viagens e os viajantes. E Theroux é um viajante privilegiado, não no sentido do luxo, mas no sentido em que tem o privilégio de se encontrar com escritores nas suas cidades, como Ohram Pamuk (meses antes de este ganhar o Nobel).
Para já vou no Azerbeijão, já cheia de apetite para ler este livro: http://biblioluv.wordpress.com/---/ali-e-nino/

 

E, infelizmente, desiludido :(
Ainda não senti nada de nórdico neste livro, apesar de toda a trama se passar na Islândia.
Devo dizer que li as primeiras 40 páginas numa clínica/hospital, à espera de consulta para duas das minhas moças, o que não ajuda nada à disposição para o encantamento literário. Mas, se calhar, sou só eu a inventar umas desculpas.
Enfim, por enquanto, não me agarrou. Logo se vê...

 

ladylouve 5 yrs ago
Caim
Estava a apetecer-me ler um Saramago. Como tantas bookcrossers tiveram a simpatia de me encher o Kobo, aqui estou eu.

Está a ser bem giro, mas não será a obra prima do senhor

 

wiccaa 5 yrs ago
RE: Caim
por acaso tenho imensa curiosidade em ler este. Como encheste o kobo qu eu não descubro a thread. conta-me tudo

 

Também não encontro, mas várias pessoas se ofereceram para me mandar livros. Trocámos de mails e cá estão eles. Só não consegui de uma pessoa porque não consigo abrir o ficheiro com a lista, mas estou a tentar... :p

Se quiseres agora posso mandar-te os que me mandaram, dá-me o teu mail!

 

Também não encontro, mas várias pessoas se ofereceram para me mandar livros. Trocámos de mails e cá estão eles. Só não consegui de uma pessoa porque não consigo abrir o ficheiro com a lista, mas estou a tentar... :p

Se quiseres agora posso mandar-te os que me mandaram, dá-me o teu mail!

claro que quero 82mjss@gmail.com
obrigada

 

Desculpa a demora, tenho estado a organizar os livros que me mandaram para ir tudo mais jeitoso. Ainda tenho alguns para fazer download, mas mando-te assim que estiver todo nos conformes :)

 

Comecei o "Pinóquio" de Carlo Collodi (numa edição com ilustrações de Paula Rego) - ando numa de literatura clássica infantil (antes li o "Peter Pan" de J.M. Barrie). São histórias que normalmente toda a gente conhece, mas raras são as pessoas que as beberam da fonte.

Depois vou lendo um conto todos os dias de uma colecção chamada "Palácio dos Contos" que contempla um conto tradicional de todas as línguas (vivas) da Europa para cada dia do ano. Assim, antes de adormecer, tenho sempre um conto para ler!

Ah, e também regressei à BD, desta vez com um livro de um luso-descendente chamado Cryril Pedrosa. O livro chama-se "Portugal" e está a ser muito bom. antes li "Bordados" de Marjane Satrapi (recomendo vivamente para quem quer dar umas gargalhadas e já conhece esta autora de "Persépolis").

 

Devorado nesses dias de refúgio do Carnaval. Um livro policial, de uma autora americana, que mora na Itália desde 1991 e ambienta seus livros em Veneza, contando as aventuras do comissário Guido Brunetti.
O próximo da pilha TBR será Mentiras & Diamantes, de J Rentes de Carvalho, presente de uma amiga BCrosser, há muito ausente deste Fórum. Mais uma autor português contemporâneo a conhecer.

 

Vou começar hoje....O livro veio através do Bring organizado pela MargaridaB

 

"Nós de Amor" de Helena Sacadura Cabral, iniciei "Jogo Duplo" de David Ignatius, um livro de espionagem de que estou a gostar bastante.

 

livrorosa 5 yrs ago
Jane Eyre
Vou começar a ler hoje. É um livro que veio pelos CTT, num Bring organizado por aqui...

Boas leituras!

 

SironaCollin 5 yrs ago
*
eu ando a ler o Ultimo Setembro em Teerão :)

 

"Livro" de José Luís Peixoto, e "O Telescópio de Âmbar" de Phillip Pullman, ambos recebidos através de BRings! :)

 

É fim de semana de ir ao Porto, por isso vou ler montes.

De momento estou a ler um livro do Gabriel García Marquez que chegou no Ring. A seguir é Camus, de um Ray, e no entretempo montanhas de BD, minha e de Ring também :)

 

Com pouco tempo para ler, por isso a saborear devagarinho cada página

 

Um autor sobre o qual não consigo dizer se gosto ou não, por muitos livros que leia dele, este parece ser dos que gosto.

 

Um autor sobre o qual não consigo dizer se gosto ou não, por muitos livros que leia dele


Eu também! A maneira como as histórias terminam parecem sempre um pouco atabalhoados. E nunca sabemos o porquê de ele nos estar a contar determinada coisa!

 

Estou a ficar velha. Muito velha. Por favor deixei-te um pedido de informação na thread acerca de edição de livros. Importas-te de dar uma olhada? Oramesta!!!! Não consigo nem sei aceder às Private Messages, carago! Humpf!

 

à conta de duas meias viagens de autocarro (as outras duas meias foram a dormir, hehehh!) e plenamente imersa num universo incrível de rigor jornalístico (daquele "à séria", com letra grande) aliado a uma qualidade de escrita... que não sei adjectivar correctamente (estão a falhar-me os termos correctos para o que queria dizer), mas que é fabulosa.
É muito bom ler livros assim! :)

 

É muito bom ler livros assim! :)


É, não é? :)

 

É muito bom ler livros assim! :)


É, não é? :)

Oh s'é!! :)

 

Um finalista do prémio Leya que me fascinou pela capa e pela sinopse e que tive de comprar porque me pareceu tão giro. Afinal não é tão giro como eu pensava, mas se calhar é de mim. Portanto vou pô-lo a circular assim que o terminar. :)

 

peguei nele porque me pareceu "levezinho" e andava-me a apetecer um livro assim...

e é! levezinho, mas também muito, muito interessante. Dou por mim a viajar pela Birmânia com Mr. Drake e a aprender imensas coisas sobre o povo e a cultura birmanesas e fascinada com a paisagem descrita.
Um livro a ler, sem dúvida! Posso ringá-lo, a seguir.

e entretanto encontrei isto: https://www.epochtimes.com.br/---/#.UybrLKhv7i4

Apetece ir, não é? :)

 

Um livro a ler, sem dúvida! Posso ringá-lo, a seguir.

... Ok. Grunfff!

 

Li esse livro há uns anos, através do BC. Lembro-me desse fascínio pela paisagem, esse encantamento. Há pouco, foi aqui lançado um ring de outro livro do mesmo autor. Fiquei com curiosidade, mas não me inscrevi pelas razões óbvias de atulhamento.
Quanto à visita à Birmânia, toda a gente que correu mais mundo do que eu (e que são muitos, claro!) diz ser um dos (ou mesmo O) países mais arrebatadores. Eu ainda não fui lá, com grande pena minha. Mas também isso acho que não aconteceu por acaso. Se lá vou (ou ao Butão), não volto! :) E era uma chatice.

 


;) e cuscando a vida do autor: "Daniel Mason fez o bacharelato em Biologia, em Harvard, e passou um ano a estudar a malária na fronteira da Birmânia com a Tailândia, onde uma grande parte de O Afinador de Pianos, o seu primeiro romance, foi escrito. Estuda actualmente Medicina na Universidade da Califórnia, em São Francisco, enquanto ultima um novo romance que terá Pedro Álvares Cabral como protagonista."...

vou ter este senhor debaixo de olho! :)

Li esse livro há uns anos, através do BC. Lembro-me desse fascínio pela paisagem, esse encantamento. Há pouco, foi aqui lançado um ring de outro livro do mesmo autor. Fiquei com curiosidade, mas não me inscrevi pelas razões óbvias de atulhamento.
Quanto à visita à Birmânia, toda a gente que correu mais mundo do que eu (e que são muitos, claro!) diz ser um dos (ou mesmo O) países mais arrebatadores. Eu ainda não fui lá, com grande pena minha. Mas também isso acho que não aconteceu por acaso. Se lá vou (ou ao Butão), não volto! :) E era uma chatice.

 


;) e cuscando a vida do autor: "Daniel Mason fez o bacharelato em Biologia, em Harvard, e passou um ano a estudar a malária na fronteira da Birmânia com a Tailândia, onde uma grande parte de O Afinador de Pianos, o seu primeiro romance, foi escrito. Estuda actualmente Medicina na Universidade da Califórnia, em São Francisco, enquanto ultima um novo romance que terá Pedro Álvares Cabral como protagonista."...

vou ter este senhor debaixo de olho! :)


Olha, já agora, eu vou ter este senhor debaixo dos dois olhos :)
Essa do Pedro Álvares Cabral cheira-me bem, não fosse ele nascido em Belmonte! ;)

 

Se lá vou (ou ao Butão), não volto! :) E era uma chatice.


Dizes isso, mas depois tinhas de ir ali à Finlândia ou à Islândia ou por aí e... e depois quem sabe a Portugal visitar uns velhos amigos e... enfim, talvez não fosse assim tão chato! ;)

 

Dizes isso, mas depois tinhas de ir ali à Finlândia ou à Islândia ou por aí e... e depois quem sabe a Portugal visitar uns velhos amigos e... enfim, talvez não fosse assim tão chato! ;)


Pois, entre os nórdicos e o extremo Oriente...
A bem dizer, sou uma alma perdida! :)

 

... o meu primeiro Mia Couto - "Vinte e Zinco" - que gostei muito, comecei ontem "A Vénus de Cobre", de Lindsey Davis, uma história de mistério passada no Império Romano. É uma escrita bem humorada, por isso, acredito que vai ser uma leitura agradável.

 

... o meu primeiro Mia Couto - "Vinte e Zinco" - que gostei muito,

se esse foi o teu primeiro Mia Couto, não te fiques por aí, porque se bem que eu também tenha gostado, é muito diferente da maioria dos restantes livros dele (foi uma encomenda) e tem pouco daquilo que mais me agrada nele: nunca é a história que conta, é como a conta: a musicalidade do texto, as palavras e expressões que "inventa" e que são tão óbvias e frequentemente tão bonitas...

 

se esse foi o teu primeiro Mia Couto, não te fiques por aí, porque se bem que eu também tenha gostado, é muito diferente da maioria dos restantes livros dele (foi uma encomenda) e tem pouco daquilo que mais me agrada nele: nunca é a história que conta, é como a conta: a musicalidade do texto, as palavras e expressões que "inventa" e que são tão óbvias e frequentemente tão bonitas...


Concordo plenamente! Por alguma razão, eu até prefiro os livros de contos, mais do que os romances.

 

Realmente, fiquei encantada com a escrita e com o tema do livro. Tenho um outro livro de Mia Couto em casa (não me lembro do nome!)mas este é, definitivamente, um escritor a seguir :-)

 

AndreyaSofiia 5 yrs ago
*
Deixem falar as pedras de David Machado

 

Estou no primeiro volume de Guerra e paz de Leão Tolstói.

:-)

 

estou a ler mais um clássico que era uma grande lacuna nas minhas leituras:
"Brave New World" do Aldous Huxley. Como esperava, está a ser muito desconcertante...

Tenho esse "Cidade Proibida", do Eduardo Pitta, na pilha TBR há bastante tempo. Tenho de o "puxar para cima" para ler brevemente ;)

 

E eu tenho de puxar esse "Admirável Mundo Novo" para o topo da minha montanha, até porque está prometido à Nakipa. Enfim, "so many books, so little time" :)

 

Admirável Mundo Novo é muito bom, li nos tempos de universidade e adorei!

 

na leitura do Oriente Próx. e resolvi parar de ler para a coisa não piorar (olha se me debulhava em lágrimas... ainda pensavam que estava a passar mal).
Mas fiquei a pensar nisto:
Costumo gostar muito de livros com histórias sobre pessoas normais e vidas normais mas que não são reais (ainda há pouco o tinha dito, nesta thread, a propósito dos contos da Alice Munro). Neste caso, estou a gostar muito de um livro sobre pessoas e vidas reais, mas que não são nada normais...
Claro, o meu conceito de "normal" é que tem muito que se lhe diga, mas enfim (perceberam o que eu quis dizer, não foi?).

 

na leitura do Oriente Próx. e resolvi parar de ler para a coisa não piorar (olha se me debulhava em lágrimas... ainda pensavam que estava a passar mal).
Mas fiquei a pensar nisto:
Costumo gostar muito de livros com histórias sobre pessoas normais e vidas normais mas que não são reais (ainda há pouco o tinha dito, nesta thread, a propósito dos contos da Alice Munro). Neste caso, estou a gostar muito de um livro sobre pessoas e vidas reais, mas que não são nada normais...
Claro, o meu conceito de "normal" é que tem muito que se lhe diga, mas enfim (perceberam o que eu quis dizer, não foi?).


Também a mim me aconteceu o mesmo, com esse livro - e eu nem sou muito de chorar quando leio, por mais que o livro me perturbe. Comigo foi num breve capítulo chamado "as crianças árabes" - penso que se chama assim ou então "a crueldade das crianças".

Mas a Alexandra tem esse dom, o de nos revelar as vidas das pessoas, que ela torna extraordinárias mesmo que sejam normais. Mas aí, onde estás, não há nada de "normal", apenas quotidianos e vivências extra-ordinárias.

Agora tens de ler o "Caderno Afegão" para que o conceito de normalidade seja abalado, de novo.

 

Agora tens de ler o "Caderno Afegão" para que o conceito de normalidade seja abalado, de novo.

Ai, ai... a sério? Eu bem digo, um puxa o outro e esse outro puxa mais dois...
It's a never ending story!

 

e agora vocês não param de falar nela!

Também quero!

 

e agora vocês não param de falar nela!

Também quero!


Bem feita!! :)
Mas olha, tu estás na lista deste livro, mais uns tempitos e ele pára por aí...

 

e agora vocês não param de falar nela!

Também quero!


E enquanto não chega, queres que te mande o Caderno Afegão, que tu mandarás para a conto a seguir?

http://www.wook.pt/---/2212791

http://www.almedina.net/---/product_info.php?...

 

boa! quero pois! :)


e agora vocês não param de falar nela!

Também quero!


E enquanto não chega, queres que te mande o Caderno Afegão, que tu mandarás para a conto a seguir?

http://www.wook.pt/---/2212791

http://www.almedina.net/---/product_info.php?...

 

Pela primeira vez, completamente desencantado.
Aqui fica o comentário, se vos apetecer:

http://www.bookcrossing.com/---/12268363/

De seguida, vou ler "De olhos vendados" da senhora Siri, que também me desencantou com o último. Ai, ai, este desencantamento será culpa minha?

 

Em relação ao Valter não sei, mas em relação à Siri não, não é definitivamente culpa tua, sossega!
Portanto se gostares deste, avisa. :)

 

do Valter (e desses novos em geral) só as crónicas no FB e pouco mais! Já não me apanham a ler mais livros deles! só desencantos!


este desencantam

 

do Valter (e desses novos em geral) só as crónicas no FB e pouco mais! Já não me apanham a ler mais livros deles! só desencantos!


Bá, bá, não sejas assim... Não podes generalizar melher!
Que seria das Anas Saragoças deste mundo se todos pensassem assim, hein?!! Ah pois... ;)

 

do Valter (e desses novos em geral) só as crónicas no FB e pouco mais! Já não me apanham a ler mais livros deles! só desencantos!


Bá, bá, não sejas assim... Não podes generalizar melher!
Que seria das Anas Saragoças deste mundo se todos pensassem assim, hein?!! Ah pois... ;)


A grande diferença entre a Ana Saragoça e esses novos, é que ela é uma nova escritora velha. Não estou a falar da qualidade de escrita, mas quando leio alguns desses novos autores, o que vejo mesmo são miúdos novos a escrever. Mais: rapazes novos a escrever. Sinto-lhes falta de vivência e a natural arrogância da juventude. E, como se instituiu o padrão IPJ também na literatura, até os concursos literários - alguns - têm limite de 35 anos, como os anúncios de emprego. No outro dia li um artigo na Ipsílon sobre um novo autor em que o jornalista não parava de bater na mesma tecla: como pôde ele estrear-se tão tarde, aos 38 anos? Escreveu isso no artigo, na entrevista e na crítica entusiástica que fez ao livro, era algo que obviamente o obcecava. O Saramago teria agora grande dificuldade em arranjar quem o editasse, e muito menos quem desse atenção aos seus livros na imprensa, uma vez que escreveu o primeiro romance com 60 anos.

 

um novo autor em que o jornalista não parava de bater na mesma tecla: como pôde ele estrear-se tão tarde, aos 38 anos? Escreveu isso no artigo, na entrevista e na crítica entusiástica que fez ao livro, era algo que obviamente o obcecava. O Saramago teria agora grande dificuldade em arranjar quem o editasse, e muito menos quem desse atenção aos seus livros na imprensa,



:) Precisamente...eu diria:-como se atrevem a escrever, tão novos?

 

do Valter (e desses novos em geral)


Já leste alguma coisa do Afonso Cruz? Para mim, é o mais original da sua geração, tanto em histórias, como na maneira como as conta.

Outro que prometia era o David Soares, mas se calhar foi fôlego de pouca dura.
Quanto ao José Luís Peixoto... Começou tão bem, mas acho que se perdeu pelo caminho...

 

do Valter (e desses novos em geral)


Já leste alguma coisa do Afonso Cruz? Para mim, é o mais original da sua geração, tanto em histórias, como na maneira como as conta.

Outro que prometia era o David Soares, mas se calhar foi fôlego de pouca dura.
Quanto ao José Luís Peixoto... Começou tão bem, mas acho que se perdeu pelo caminho...



Não! Mas está na minha lista assim como o Paulo José Miranda...são 2 sobre os quais tenho lido óptimas críticas :-)

 

Eu gostei do livro "De olhos vendados", foi o meu primeiro da Siri.

 

Pela primeira vez, completamente desencantado.


Quais foram os outros que leste do VHM? É que eu, depois de um "remorso", de um "apocalipse" e de uma "Desumanização" (esta já com maiúscula!) encantado nunca fiquei... Antes pelo contrário!
Mas vá, não posso andar sempre a zurzir no senhor... Acabei há 2 dias de ler "O filho de mil homens" e, pela primeira vez, não direi que fiquei encantado, mas pelo menos não o detestei.
Mas mesmo assim ainda ficaram a fazer-me "comichão" duas coisas: a primeira foi a parte "surreal"/"irreal" da existência de uma galinha gigante - não me vou alongar, para que quem não leu o livro possa ler este comentário até ao fim. Considerei essa parte tão desnecessária e, na minha opinião, tão a despropósito (uma vez que a história que nos estava a ser contada era a do Crisóstomo e da sua vontade de ter um filho). A outra coisa que me continua a fazer impressão é o facto de VHM contar histórias que nos deixam horrorizados, seja pela maldade das personagens (normalmente secundárias ou até mesmo terciárias), seja pelo absurdo das situações que as personagens principais vivem. No entanto, verdade seja dita que aqui nesta história há uma redenção (ufa, e ainda bem, pois tantos maus tratos a mulheres, a anãs, a homossexuais, a sei-lá-mais-quem já chega!!!) e, pasme-se!, um final feliz!

 

Ia dizer que te aconselho este, mas sei que não lhe vais dar outras oportunidades. Compreendo-te. De qualquer forma, deixo-te o meu comentário, se te apetecer:

"O nosso reino"
http://www.bookcrossing.com/---/7205030/

Fora do BC, li "A máquina de fazer espanhóis", de que também gostei muito. Além disso, li "O homem calado", um livro para miúdos, escrito com grande sensibilidade e alguma da sua poesia, de que já não gosto tanto. Acho que só me falta "O filho de mil homens", que tenho por ali autografado, na estante. Mas agora não me apetece :)

Não acho que, por haver histórias pesadas, a escrita seja menor. Pelo contrário, se o escritor nos consegue fazer sentir esse horror é porque consegue despertar-nos para essa realidade que precisa de ser denunciada. Além disso, não podemos confundir o tema do texto com a qualidade do mesmo, nem tão-pouco com a personalidade do escritor. Por exemplo, é quase consensual que Marguerite Duras era uma grande escritora mas, ao que parece, deixava marcas não muito apetecíveis nas pessoas com quem se cruzava.

 

E aqui está o meu comentário sobre "O Apocalipse dos Trabalhadores":

http://www.bookcrossing.com/---/11561656

"O remorso de Baltasar Serapião" também foi lido fora do BC.

 

Ia dizer que te aconselho este, mas sei que não lhe vais dar outras oportunidades.


Não é bem assim, pois caso contrário, logo após "o apocalipse dos trabalhadores" nunca mais tinha pegado neste autor. E a verdade é que já li 4 dos seus livros, sempre em busca de algo mais... E n' "o filho de mil homens" consegui vislumbrar algo mais que não me desagradou totalmente, como aconteceu com os outros livros.

Não acho que, por haver histórias pesadas, a escrita seja menor. Pelo contrário, se o escritor nos consegue fazer sentir esse horror é porque consegue despertar-nos para essa realidade que precisa de ser denunciada.


Estou de acordo contigo: acho que um artista (seja qual for a sua forma de expressão) deve despertar algo em nós, não nos deixar indiferentes, fazer-nos pensar. Agora, aplicando essa ideia a VHM, devo dizer que nunca senti que este autor queira "denunciar" uma determinada "realidade". De facto, nunca consegui sentir que os seus livros sejam um retrato de uma determinada época ou de uma determinada sociedade (e um claro exemplo disso é de que frequentemente vemos personagens pobres e/ou ignorantes a falar de forma erudita, o que não é de todo verosímil).

Além disso, não podemos confundir o tema do texto com a qualidade do mesmo, nem tão-pouco com a personalidade do escritor.


Isso não impede que um determinado texto me agrade (subjectivamente) ou não. Mas aí já estamos no domínio do gosto pessoal de cada um. E, pessoalmente, até hoje, os temas abordados por VHM para mim não são interessantes, excepto talvez neste "O filho de mil homens" que para mim começa de uma forma muito poética e só descamba um pouco quando surge uma história paralela de uma tal de Rosinha que pouco acrescenta.

Mas resumindo e concluindo (e não penses que estou aqui para contrariar tudo o que disseres, nada disso, até gosto desta troca de opiniões, mesmo que não cheguemos a acordo; respeito todos os que gostam do VHM, mesmo que o mesmo não aconteça comigo), ainda não lhe fechei de vez a porta. Quem sabe se qualquer dia não terei oportunidade de ler "o nosso reino"? Se surgir, fá-lo-ei. E continuarei a dizer o que penso, se gosto ou não.

 

não penses que estou aqui para contrariar tudo o que disseres, nada disso, até gosto desta troca de opiniões, mesmo que não cheguemos a acordo; respeito todos os que gostam do VHM, mesmo que o mesmo não aconteça comigo), ainda não lhe fechei de vez a porta. Quem sabe se qualquer dia não terei oportunidade de ler "o nosso reino"? Se surgir, fá-lo-ei. E continuarei a dizer o que penso, se gosto ou não.


É isto que o BC tem de bom, trocar opiniões, mesmo que contrárias. Com civismo ou até à batatada, se for preciso.
Por acaso acho que vocês deveriam marcar um duelo ao pôr do sol, era muito mais "literário" :)

 

Ia dizer que te aconselho este, mas sei que não lhe vais dar outras oportunidades.


Não é bem assim, pois caso contrário, logo após "o apocalipse dos trabalhadores" nunca mais tinha pegado neste autor. E a verdade é que já li 4 dos seus livros, sempre em busca de algo mais...

Realmente, ó home, lá de falta de insistência é que não te podem acusar!...
E tem graça, porque a maioria das pessoas não insiste.
Eu percebo-te porque comigo passa-se o mesmo mas com o Gonçalo M Tavares. No caso acho que o homem escreve admiravelmente bem e não consigo pousar os livros mesmo sem estar, objectivamente, a gostar deles. É muito estranho.
E concordo, o que me tem surpreendido mais pela positiva é o Afonso Cruz, tenho gostado muito.

Independentemente de tudo... um duelo era realmente bonito, mas por acaso acho que devia ser ao nascer do sol! ;)

 

Mas quem é que está a pensar em duelo ou em defender damas?! Isto é precisamente o que eu mais gosto no BC e na vida em geral, a partilha de ideias, sem impor nada a ninguém. Quanto à persistência do Jota, também a admiro bastante. Eu não tenho tanta, com toda a certeza.
E, que fique bem claro, o vhm nem sequer é dos meus escritores favoritos, mas tenho tentado acompanhar o que ele escreve e, em geral, tenho gostado. Só isso.
Vá lá! Se querem sangue, têm de bater a outra porta :)

 

Vá lá! Se querem sangue, têm de bater a outra porta :)


Quais sangue, letras!!!
Um duelo literário, não leste? Pfff...
:)

 

Vá lá! Se querem sangue, têm de bater a outra porta :)


Quais sangue, letras!!!
Um duelo literário, não leste? Pfff...
:)


Concordo com a conto. Que saudades de uma boa polémica literária. Pessoas a discutirem acaloradamente por causa de livros, e não por causa de futebol! Há lá coisa mais bonita?

 

ladylouve 4 yrs ago
Agora leio
O terceiro e último volume dos Hunger Games... Para relaxar um pouco. Estes livros para jovens divertem-me e a verdade é que estou a gostar bastante, subjectivamente. Objectivamente, só mais um.

 

O terceiro e último volume dos Hunger Games...


Existem três volumes? Eu pensava que eram dois... Pelo menos ofereceram-me no Natal apenas 2 volumes. Qual é o terceiro?
Não sei do que trata a história, mas até tenho curiosidade em ler.

 

O terceiro chama-se "Mockingjay". Eu achei os dois primeiros interessantes, mas o último desapontou um bocado.

 

marialeitora 4 yrs ago
opá!
onde já vai o Março! :)

 

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