Memorias de Agripina
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Memorias de Agripina
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Released 2 yrs ago (12/4/2009 UTC) at Ílhavo, Aveiro Portugal CONTROLLED RELEASE NOTES:
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Obrigada pipa! |
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Na minha opinião, apesar de se tratar de um livro fraco do ponto de vista de um leitor interessado na estrutura dramática, no desenrolar da história que é contada, é uma obra que se torna muito interessante pelo relevo dado às fontes arqueológicas e documentais e pelo cuidado posto na descrição dos espaços, costumes e ambientes relevantes para o conhecimento, dos leitores de hoje, do mundo na Roma Imperial. Neste aspecto, transparece nitidamente o académico e investigador da civilização romana: interrompe frequentemente a narrativa para descrever por exemplo a casa de Lívia esposa de Augusto, o luxuoso vestuário de Messalina ou o fórum num dia de grande agitação, para enumerar as atribuições das virgens vestais e para ilustrar os rituais do casamento de um nobre romano. É no entanto exactamente este aspecto que faz com que nos soem artificiais umas memórias em que a própria narradora, a imperatriz, descreve tão pormenorizadamente aspectos sobejamente conhecidos por todos aqueles que povoam o seu mundo. É possível conciliar muito melhor as duas vertentes, como tão bem demonstrado por Steven Saylor na sua série Roma sub-Rosa. Mas claro que valeu a pena. Obrigada pela oportunidade jambocaribe2! |
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A Agripina que aqui se apresenta tentando justificar a sua ambição desmedida a cada passo é pouco diferente de Messalina e, apesar de se querer distanciar, torna-se claro, para o leitor, que ambas representam o mesmo tipo de ambição e de falta de lealdade. Resta-nos o prazer de sabermos que tiveram um final à sua medida. As virtudes das famílias Romanas estavam à beira do fim e em nenhuma isso é mais evidente do que na família Imperial neste período, com excepção do pobre Cláudio (que na prática foi melhor imperador do que os seus dois antecessores e do que o seu sucessor) e de Germânico (que não aceitou ser imperador quando aclamado pelos seus militares, defendendo a entrega do poder a Tibério) todos os outros se moveram numa teia de ambição, traição e falta de integridade. Caio Calígula e Nero chegam-nos habitualmente como o extremo do deboche no Império mas Tibério e comportamentos que lhe são atribuídos foram sem dúvida precedente para o comportamento destes. Posto isto devo dizer que o autor está acima da média em relação ao detalhe histórico e informação apresentada ( a sua formação revela-se muito útil) mas em relação ao estilo de escrita... é muito fraquito e falha na sua tentativa de tornar Agripina uma personagem que crie empatia com o leitor. A Heniswydryn não pode receber, vou contactar a Marcenda. |
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