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Journal Entry 3 by TonyAlmeida from Vagos, Aveiro Portugal on Wednesday, March 12, 2008
Ai, ai... este e mais dois livros chegaram no mesmo dia. Um complot! Toca a campainha e diz o carteiro "olhe, tenho aqui três envelopes que não cabem na caixa de correio" :-D Fica na minha TBR e prometo ser o mais breve possível! :-D Obrigado Aelita pela partilha e pelo envio.
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Journal Entry 4 by TonyAlmeida from Vagos, Aveiro Portugal on Tuesday, April 22, 2008
Ai, ai... as minhas desculpas! Já li este livro há uma semana e só agora é que apareço para dizer alguma coisa. Ao ler este livro fiz um pequeno exercício: ao medida que ia progredindo na história, fazia o acompanhamento com o filme "A Nona Porta", de Polanski. Como é hábito nestas coisas, o filme deixa muito a desejar... mesmo tendo em atenção ao facto de que este último é uma adaptação do primeiro. Enredo bem sustentado e interessante que, na minha opinião, apenas falha na ligação que Corso faz no início, entre o Clube Dumas e o livro da "Nona Porta". Mas também é verdade que "Não há leitores inocentes" e "o excesso de referências" pode levar-nos a "fabricar um adversário errado ou irreal", como diz Balkan. Aliás, sem esta assumpção errada não teríamos história. Em todo caso, gostei de ler. Obrigado Aelita!! :-D Segue ainda hoje para a eeeemaaaaaa
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Journal Entry 9 by olhosdegato from Santarém, Santarém Portugal on Sunday, November 09, 2008
Gostei bastante de ler o livro. Já tinha visto o filme aquando da sua estreia, mas não tem comparação possível com o livro. Vai seguir para a marialeitora.
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Journal Entry 11 by marialeitora from Vila Real, Vila Real Portugal on Saturday, December 06, 2008
e já está... não gostei tanto como de outros livros do mesmo autor.algumas citações interessantes: (pág.21) "Quem se irrita fala, esgrime argumentos e justificações, o que equivale a mais informação para o adversário." (pág.23) "O homem não rouba, conquista (...) Faz de cada província que toma um anexo do seu império: impõe-lhe as suas leis, povoa-a de temas e de personagens, estende sobre ela o seu espectro..." (pág.129) "Saber e calar é a regra. Mesmo quando se faz batota, sem regras não haveria jogo." (pág.257) "-Nunca conheci um deus imparcial. Nem um diabo." (pág.260) "O mundo está cheio de margens e de rios que correm entre uma e outra, de homens e mulheres que atravessam pontes ou vaus sem se preocuparem com as consequências desse acto, sem olharem para trás ou para debaixo dos seus pés, sem terem dinheiro trocado para o barqueiro." (pág.270) "Porque faço parte do resto do mundo e gosto que assim seja. O cinema é uma coisa de muita gente: colectivo generoso, com os garotos a aplaudirem quando chega o Sétimo de Cavalaria. Até é melhor pela televisão: as películas vêem-se a dois, comentam-se. Em contrapartida, os teus livros são egoístas. Solitários." (pág.377) "-O teu pior inimigo és tu mesmo (...) A tua imaginação (...) As árvores não te deixam ver o bosque." (pág.407) "E, afinal de contas, uma pessoa escreve para se divertir, para viver mais, para gostar de si mesma ou para que os outros gostem." (pág.409) "Por muita incrédula e desprovida de fé que uma pessoa seja, se quer participar não tem outra opção a não ser respeitar as regras. Só quem respeita essas regras, ou pelo menos as conhece e utiliza, pode vencer... Acontece o mesmo quando lemos um livro: é preciso assumir a intriga e as personagens para saborear a história." (pág.412) "-Nunca se está só com um livro por perto, não acha?... (...) -Cada página nos lembra um dia passado, revive as emoções que o preencheram. Horas felizes assinaladas com giz, sombrias com carvão..." (pág.421) "É essa a nossa autêntica pátria comum: relatos fiéis não ao que os homens vêem, mas ao que os homens sonham." (pág.432) "Também Napoleão comete o erro de confundir Blucher com Grouchy, porque a estratégia militar implica tantos riscos como a literária... (...) já não há leitores inocentes. Perante um texto, cada um põe em jogo a sua própria perversidade. Um leitor é aquilo que leu antes, mais o cinema e a televisão que viu. À informação fornecida pelo autor acrescentará sempre a sua própria informação." (pág.442) "-Há coisas que não se podem evitar (...) Há castelos que devem arder e homens que é preciso enforcar; cães destinados a despedaçarem-se entre si, virtudes a serem decapitadas, portas que se têm de abrir para que outros passem por elas..." (pág.442) "Mais frequentemente do que julgamos, as coisas são o que queremos que sejam." (pág.443) "É curioso esse hábito de adiar tudo para o fim, à maneira do último acto numa tragédia... Cada um arrasta a sua própria condenação desde o princípio. Quanto ao Diabo, não passa da dor de Deus; a cólera de um ditador apanhado na sua própria armadilha. A história contada do lado dos vencedores." (pág.443) "-Porque a lucidez nunca vence."
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