Filipa de Lencastre: a rainha que mudou Portugal
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Filipa de Lencastre: a rainha que mudou Portugal
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Vou começar por dizer aquilo de que não gostei e depois passarei ao que gostei. A personagem principal é demasiado precoce no seu entendimento do funcionamento de um Estado (com 10 anos) o que me pareceu pouco credível, principalmente por se tratar de uma filha e não de um filho primogénito. A autora utiliza por várias vezes expressões que não devia (não vou ser simpático e chamar anacronismos) e que raiam o disparate, escolhi três das que me incomodaram mais para aqui exemplificar: - Pág.51 – “…a peste é uma doença transmitida por ratos.” (Eis uma verdade que a personagem em 1369 não tinha como saber); - Pág.133 – “…os criados vestidos de gala passavam com tabuleiros de bolinhos e bebidas.” (bolinhos!!! Em 1377 não se faziam festins com canapés e coxinhas de galinha e dificilmente uma festa da corte teria criados a passar com bolinhos); - Pág.412 – “Nunca lhe custara tanto pegar na caneta para escrever as cartas…” (acredito que tal dificuldade se devesse ao facto de não saber como funcionava uma caneta, uma vez que estava em 1399). Mais exemplos deste tipo não faltam ao longo do livro. Durante a primeira parte do livro a única coisa que me fez continuar a ler foi o facto de não conhecer bem a história de Inglaterra no período do reinado de Eduardo III e da ascensão de Ricardo II, e através das rendas e do choro a autora lá vai apresentando alguma informação sobre os Lancaster e a família real. Depois com a viagem de Phillipa para Portugal a história foi perdendo o interesse, por um lado porque conheço bem este período na nossa história e por outro, talvez o mais importante, o que a autora escreve, e a forma como o faz, não é assim tão interessante que mantenha este leitor preso. Agora vou passar a dizer o que gostei. Lê-se bem de facto, é levezinho (a história, não o livro), não incomoda demasiado e transmite alguma informação histórica interessante. Não o considero um romance histórico apenas por já ter lido vários outros que o são realmente (veja-se os livros do Robert Harris, Umberto Eco, Bernard Cornwell e Fernando Campos, por exemplo). Vai para a kittycatss hoje (14.04.2008) |
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Confesso-me francamente desiludida com este livro. Apesar de ser um tema que me agrada e uma época histórica que igualmente me atrai, tanto na parte inglesa como portuguesa, achei-o tão "delico-doce" que me estava a enjoar e estive quase a desistir (depois a vontade de ver a abordagem à parte portuguesa acabou por me levar até ao fim). Ainda assim, pela curiosidade que sempre tive em relação a este livro, valeu a oportunidade. Obrigada rainhaclaudia! |
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