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Journal Entry 1 by UFK-537438 on Monday, May 07, 2007
Muito se tem escrito sobre Jesus Cristo, alguns tentando explorar o desígnio divino deste Filho do Homem, outros preferindo basear-se nos escassos dados históricos disponíveis sobre a sua vida. Em Jesus, o Filho do Homem, com uma mestria invulgar e com a beleza de linguagem a que sempre nos habituou, Kahlil Gibran tece uma delicada simbiose entre estas duas perspectivas. Partindo de declarações daqueles que o conheceram — sacerdotes, soldados, mercadores, vizinhos, poetas, pastores ou discípulos, entre vários outros —, Gibran vai-nos fornecendo vários retratos sobre Jesus, desde o autêntico mensageiro de Deus, até ao vulgar charlatão, passando pelo homem puro e simples, eternamente em busca da perfeição e da comunhão com a divindade suprema. Em Jesus, o Filho do Homem, ressalta também o profundo conhecimento de Gibran sobre os factos conhecidos da vida de Jesus, descrevendo pormenorizadamente cenários, personagens e costumes. Curiosa a cumplicidade que, a dada altura, parece existir entre Gibran e Jesus, não fora o facto de ambos terem em comum a procura incessante do aperfeiçoamento do espírito humano. Não fossem ambos Homens do Líbano. Um retrato desconcertante sobre a vida de Jesus Cristo.
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