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Angústia para o Jantar
by Luís de Sttau Monteiro | Literature & Fiction
Registered by prytkov on 12/10/2003
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Journal Entry 1 by prytkov on Wednesday, December 10, 2003

6 out of 10

Publicado em 1961, este romance apresenta duas personagens inverosímeis, antigos colegas de escola (um rico e bem sucedido na vida, outro pobre e deprimido) que continuam a encontrar-se para jantar uma vez por mês, apesar de se desprezarem mutuamente. Entra depois em cena o filho do homem rico que parece contestar o mundo hipócrita do pai (mas trata-se de uma formulação demasiadamente hermética - talvez por causa da censura). Na cena final a hipocrisia do pai - manifestada na relação com a amante e numa carta que escreve ao próprio filho - revela-se perante este último.

A técnica narrativa, alternando o discurso directo com os pensamentos das proprias personagens, é muito interessante.

O cenário - a cidade de Lisboa - resume-se à enumeração de algumas ruas e ao interior de alguns bares e restaurantes. Muito pobre, para uma cidade tão rica.

Romance sem emoção, com personagens pouco consistentes, claramente datado. Romance moralista pela negativa, sem herói nem alternativa.

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Luís de Sttau Monteiro


Nasceu no dia 03/04/1926 em Lisboa e faleceu no dia 23/07/1993 na mesma cidade. Partiu para Londres com dez anos de idade, acompanhando o pai que exercia as funções de embaixador de Portugal. Regressa a Portugal em 1943, no momento em que o pai é demitido do cargo por Salazar. Licenciou-se em Direito em Lisboa, exercendo a advocacia por pouco tempo. Parte novamente para Londres, tornando-se condutor de Fórmula 2.

Regressa a Portugal e colabora em várias publicações, destacando-se a revista Almanaque e o suplemento "A Mosca" do Diário de Lisboa, e cria a secção Guidinha no mesmo jornal. Em 1961, publicou a peça de teatro "Felizmente Há Luar", distinguida com o Grande Prémio de Teatro, tendo sido proibida pela censura a sua representação. Só viria a ser representada em 1978 no Teatro Nacional. Foram vendidos 160 mil exemplares da peça, resultando num êxito estrondoso.

Foi preso em 1967 pela Pide após a publicação das peças de teatro "A Guerra Santa" e "A Estátua", sátiras que criticavam a ditadura e a guerra colonial. Em 1971, com Artur Ramos, adaptou ao teatro o romance de Eça de Queirós "A Relíquia", representada no Teatro Maria Matos. Escreveu o romance inédito "Agarra o Verão, Guida, Agarra o Verão", adaptada como novela televisiva em 1982 com o título "Chuva na Areia".



Obras – Ficção: Um Homem não Chora (romance, 1960), Angústia para o Jantar (romance, 1961), E se for Rapariga Chama-se Custódia (novela, 1966). Teatro: Felizmente Há Luar (1961), Todos os Anos, pela Primavera (1963), Auto da Barca do Motor fora da Borda (1966), A Guerra Santa (1967), A Estátua (1967), As Mãos de Abraão Zacut (1968).

(in Projecto Vercial)


 


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