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Maio de Maiô? Ainda não, mas podemos ler :)

Contem lá o que o início do mês vos traz em leituras, sim? :p

Eu hoje li "Hygiene de L'Assassin", um livro fantástico que a minha vizinha de cima me emprestou

E comecei "Mandingo", um romance sobre escravos que o namoradim me trouxe da casa dos pais, onde estava perdido e sem destino.

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Contem lá o que o início do mês vos traz em leituras, sim? :p

Eu hoje li "Hygiene de L'Assassin", um livro fantástico que a minha vizinha de cima me emprestou

E comecei "Mandingo", um romance sobre escravos que o namoradim me trouxe da casa dos pais, onde estava perdido e sem destino.
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que já viajaram ... :) Gostei e diverti-me...

há pouco (uma vez que não tenho nada para ler em casa...tsssss...cala-te boca!) tive que "fazer horas" numa biblioteca e vai que não vai comecei a ler "peito grande, ancas largas" que só tem praí 700 páginas de forma que só cá volto em Julho!
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Ah, nem pensar! É um livro absolutamente viciante e lê-se num instantinho!
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Ah, nem pensar! É um livro absolutamente viciante e lê-se num instantinho!

pois é... não consigo parar de ler.. :)
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Um ring do Árvores sobre a guerra da Síria que é daqueles que têm de ser lidos em pequenas doses. A tradução não está por aí além, mas o conteúdo, apesar de não ser fácil de digerir, por causa do tema, é muito interessante.
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Continuo com

"Deserto", de J.M.G. Le Clézio. Muito descritivo, mas também muito poético. Continuo enfeitiçado com o ambiente do deserto, eu que nem gosto de calor. Sinto que o deserto é, pelo menos até agora, a grande personagem deste livro. Talvez seja esse o motivo pelo qual o autor escolheu este título (dah!).
Mas a cabeça continua meia tola e vou começar a mudar de casa (AGAIN!), por isso, esta leitura é capaz de dar para algum tempo (mais do que desejaria).
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"Vitória", de Daisy Goodwin. A autora escreveu o livro é a série com o mesmo nome. Eu vi a primeira temporada da série e gostei bastante. Do livro também estou a gostar. É praticamente igual mas sabe-me bem recordar.
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Anunciado na capa como "um fascinante mistério literário".
Não me está a fascinar por aí além, mas não deixa de ser interessante.
A premissa é o interesse de Daphne du Maurier pelo irmão das Brontë, que também tentou ser escritor, mas sem o sucesso das irmãs. Daphne du Maurier pouco me diz (nunca li Rebecca) mas o livro acaba por agarrar pelas ligações literárias (du Maurier era prima dos rapazes que inspiraram J.M. Barrie a escrever Peter Pan, e a quem ela chamava de Tio Jim).
O livro é passado em dois tempos: 1957, com Daphne a enfrentar um casamento falhado ao mesmo tempo que está a tentar descobrir mais sobre Bramwell Brontë; e na atualidade com outra mulher com problemas no casamento a tentar escrever uma tese sobre Daphne.
Enfim, um misto de literatura, mistério e romantismo, mas sem grande garra.

Entretanto, em abril acabei Os melhores contos do Marquês de Sade, que me surpreenderam pela positiva. Acabam por ser todos histórias de alcova, a maioria muito divertidas e sem ponta de sadismo - a não ser nas partidas que uma família prega a um juiz emproado para evitar que este consume o casamento e descubra que a jovem mulher não é virgem, mas onde a única coisa que magoa é o seu ego desfeito.

Também ainda em abril li um pequeno livro juvenil, com uma história muito bem contada: Irmão Lobo, de Carla Maia de Almeida, com ilustrações de António Jorge Gonçalves.
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60 artigos do autor sobre cinema, publicados na imprensa nos últimos trinta anos. Organizados por Heloísa Seixas, foram agrupados em capítulos com temas diversos como musicais, seriados, dramas. Ruy Castro é um cinéfilo, seus artigos fazem revelações sobre a vida de atores, atrizes, diretores e roteiristas.
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60 artigos do autor sobre cinema, publicados na imprensa nos últimos trinta anos. Organizados por Heloísa Seixas, foram agrupados em capítulos com temas diversos como musicais, seriados, dramas. Ruy Castro é um cinéfilo, seus artigos fazem revelações sobre a vida de atores, atrizes, diretores e roteiristas.


Gosto muito da escrita dele. Acho-o inigualável a escrever biografias. Não só é rigoroso, como imprime o seu estilo próprio a tudo o que escreve. São duas qualidades difíceis de juntar num biógrafo.

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do jornalista Luis Almeida Martins ( revista história). Com sentido de humor o autor confirma que a história e feita pelos vencedores e inclui mentiras que se transformaram em "mitos". Sabiam que nunca houve uma Escola náutica de sagres ? Invenção que o Estado Novo muito propalou. E o homem do chapéu nos painéis de Nuno Gonçalves pode nao ser o Infante. E por ai fora. Vale a pena. Diverte e cultiva.

E comecei "Sede de Amar" de Yukio Mishima, um escritor algo "maldito". As primeiras páginas empurram a continuar.
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Mais um livro muito bom desta sra. Uma distopia (mas por pouco) com muito em que pensar. Muito bem escrito como já é costume.
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Entre outros livros (de contos tradicionais, que muitos apelidam de infantis, mas que eu acho que podem e devem ser lidos por toda a gente), ando a ler um livro catalogado como "literatura para jovens adultos" (isto existe em Português?), ou seja, um livro cujo assunto é o "coming of age" (como se diz isto em Português?) de mais do que uma personagem, e que se chama "Eu Dou-te o Sol", de Jandy Nelson.

Estou quase a terminar "Triunfo do Amor Português" de Mário Cláudio. Que autor complicado... Escreve bem, mas é tão chato de ler...
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Contem lá o que o início do mês vos traz em leituras, sim? :p

Eu hoje li "Hygiene de L'Assassin", um livro fantástico que a minha vizinha de cima me emprestou

E comecei "Mandingo", um romance sobre escravos que o namoradim me trouxe da casa dos pais, onde estava perdido e sem destino.


O Mandingo foi um sucesso enorme na época. Ainda me lembro da capa.
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A sério? É que por enquanto, nas primeiras 100 páginas, ainda não aconteceu nada digno de nota.... xD Agora estou curiosa para ver o que vem daí!
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Gostei mesmo muito de Things Fall Apart, de Chinua Achebe. E com este, embora esteja nas primeiras páginas, já estou a identificar-me bastante.
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Romance erótico passado nos Açores... que tem início na Inglaterra vitoriana, de onde a protagonista acaba de sair para fugir de uma família opressiva.
Para já tenho-me divertido com as descrições da cunhada da Emily, enquanto aguardo que a rapariga chegue ao arquipélago e que, supostamente, a "ação" comece :)

Nem pela capa nem pelo género, pegaria no livro, se alguma vez deparasse com ele numa livraria. Mas para já tenho de reconhecer mérito na trama e no desenrolar dos acontecimentos, sem pontos mortos nem descrições fastidiosas, e na qualidade da escrita ou não fosse Miriam Hot(ch)kiss senão a nossa querida...
(to be continued... para quem ainda não descobriu a verdadeira identidade da autora).


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Miriam Hot(ch)kiss

Hahahaha!
Se se abrasileirar o sotaque nem é preciso parêntesis!
Definitivamente, houve pormenores que "se me" escaparam ;)
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Que recebi num ringo.

Vamos ver o que vem daí, pela primeira página não gostei muito da ideia... ;)
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Que recebi num ringo.

Vamos ver o que vem daí, pela primeira página não gostei muito da ideia... ;)



Lê-se bem mas não percebo todo o entusiasmo que houve à volta da obra...vou ter o autor no meu grupo de leitura, esta semana...vamos discutir o último dele (aqui que ninguém nos ouve, nem li... :) levo esse para autografar...e não abro a boca! :)
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Lê-se bem mas não percebo todo o entusiasmo que houve à volta da obra...


Pessoalmente, acho que é um autor que escreve muito bem.

vou ter o autor no meu grupo de leitura, esta semana...


Então e como correu o encontro?


vamos discutir o último dele (aqui que ninguém nos ouve, nem li... :)


Está na minha wishlist!
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Lê-se bem mas não percebo todo o entusiasmo que houve à volta da obra...


Pessoalmente, acho que é um autor que escreve muito bem.

vou ter o autor no meu grupo de leitura, esta semana...


Então e como correu o encontro?


vamos discutir o último dele (aqui que ninguém nos ouve, nem li... :)


Está na minha wishlist!


sim, escreve bem! e a narrativa é interessante! mas achei as críticas exageradas e não vi genialidade em lado nenhum... o encontro acabou por ser adiado...o autor teve um contratempo. mas prometeu que vem...talvez eu tenha tempo de ler "os loucos" está disponível na biblioteca de Vila Real, soube há pouco...vou lá e depois digo-te! :)
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"The Patience Stone" de Atiq Rahim.
Foi um livro originalmente escrito em francês (só percebi quando já o tinha nas mãos, porque não me faz muito sentido ler uma versão inglesa de um livro escrito nesta língua) e que até ganhou o Gouncourt, mas o que me chamou mesmo a atenção foi o facto de algures (creio que na introdução) ele dizer que escrever em Dari lhe trazia uma espéce de auto-censura e vergonha inconsciente de que a lígua posteriormente adquirida o libertava.
Se é verdade que podemos assim ler o discurso de uma mulher que, aos poucos, consegue dizer tudo ao marido (inconsciente e alimentado a soro há semanas), fica a dúvida se, mesmo numa circunstância semelhante, algum dia, alguma mulher o conseguiria fazer (já que um homem nem escrevê-lo na sua própria língua o consegue).
Fora esse aspecto (e o facto irritante de na introdução nos contarem resumidamente tudo o que a história desenvolve lentamente e sem necessidade nenhuma) é um pequeníssimo livro de que gostei imenso.

Entretanto, estou já devidamente embrenhada e muito deliciada, com um determinado Manual... nem mais, esse mesmo: das mulheres de limpeza, hehehhhh!
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depois de terminar num instante (a lady tinha razão!) o Peito grande, ancas largas (não consigo habituar-me aos nomes e alterações de nomes chineses ainda por cima traduzidos à letra... :( mas gostei do livro! um retrato muito interessante da China) comecei Pátria! que livro, pessoas! 700 e tal páginas que nos agarram logo nas primeiras...vou na 1000 e tal e não consigo largá-lo! Muito, muito bom!
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Ahaaaa, eu tinha dito! ;) Esse Mo Yan, para mim, foi uma leitura genial!
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comecei Pátria! que livro, pessoas! 700 e tal páginas que nos agarram logo nas primeiras...vou na 1000 e tal e não consigo largá-lo! Muito, muito bom!


Deve ser mesmo um livro extraordinário...
Se tem apenas 700 e tal páginas e tu já vais para lá de mil... Como fazes? Voltas ao início ou estás agora a ler de trás para a frente ;)
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Ai que risada! :-D
Vocês são impagáveis, oh meçoilas de trajusmontes
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comecei Pátria! que livro, pessoas! 700 e tal páginas que nos agarram logo nas primeiras...vou na 1000 e tal e não consigo largá-lo! Muito, muito bom!


Deve ser mesmo um livro extraordinário...
Se tem apenas 700 e tal páginas e tu já vais para lá de mil... Como fazes? Voltas ao início ou estás agora a ler de trás para a frente ;)


Estava aqui a pensar o mesmo... Mas corroboro a maria, o livro é bestial! Já sabem que tenho a versão em espanhol, se alguém quiser experimentar.
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comecei Pátria! que livro, pessoas! 700 e tal páginas que nos agarram logo nas primeiras...vou na 1000 e tal e não consigo largá-lo! Muito, muito bom!


Deve ser mesmo um livro extraordinário...
Se tem apenas 700 e tal páginas e tu já vais para lá de mil... Como fazes? Voltas ao início ou estás agora a ler de trás para a frente ;)

ahahahah :) opá não deixas escapar nada... mais zero, menos zero que mais faz?

sim, já vou na 2ª volta! :)
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Eu

Parei tudo e estou a ler "Sacret Contracts", de Caroline Myss, um livro que não interessaria à maioria da malta da seita (suponho), mas que estou a ler a grande velocidade e com crescente interesse. Já gostava muito das palestras desta senhora, e este livro vem afirmar esse gosto.
Esta semana começo a mudar de casa, mas vou lendo com uma mão e transportando a tralha com a outra :-)
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a descrição do ambiente e personagens de Savannah é espectacular
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a descrição do ambiente e personagens de Savannah é espectacular


É, não é? Esse livro (que li num ring internacional) salvou-me de enlouquecer numas 'férias' de Páscoa particularmente stressantes com os meus pais. Embrenhei-me na leitura e fugi dali.
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de Richard Zimler. Foi uma leitura interessante. Revela um trabalho de investigação que me pareceu profundo sobre os hábitos e cultura de Israel no século I da EC. A amizade de Lázaro e Jesus esta descrita com um realismo que raro encontro neste tema.Gostei.
e

"A Imaginação hiperactiva de Olivia Joules" , o mais oposto possível à leitura anterior. Estava eu no jardim pensando num livro que atraísse umas jovens simpáticas e dei por mi a rir a bom rir com as 1ªas paginas deste romance ligeiro. E ate senti remorsos por não me ter levantado. Uma historia leve, mas com uma personagem gira, bem construída. Acho que gostei desta Olivia e o final esta bem achado. Ora.. diverti-me :)
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Os livros ainda não estão organizados, portanto o meu critério é pegar no primeiro que me vem à mão. Isso vai contra a minha compulsão obsessiva, em que a escolha do próximo livro é determinada por uma série de regras e rituais que nem às paredes confesso, mas não tem dado mau resultado. Contracorpo, de Patrícia Reis, que terminei ontem, deixou-me mixed feelings em relação à autora, cuja obra não conhecia. Gostei da história, da escrita, e identifiquei-me muito com algumas situações, o que tem tanto de doloroso como de terapêutico. Mas o livro tem duas vozes, e as duas 'narram' da mesma maneira. Isso, e os dias 'solarengos', foi do que menos gostei.
É um livro melancólico, triste mesmo, e muito verdadeiro, como a própria autora, aliás.
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O Tom Jones é um portento! Mas às vezes dá-te cabo dos nervos, de tão picaresco!
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O Tom Jones é um portento! Mas às vezes dá-te cabo dos nervos, de tão picaresco!


Eu estou a achar divertidíssimo. Não esperava um livro tão engraçado, não conhecia o autor. E agora até fiquei a saber que ele está sepultado em Lisboa, no cemitério inglês. Ele há coisas...
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de António Lobo Antunes

A minha terceira experiência com o autor, para desempatar. Vamos ver o que acontece...
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Está quase no fim e eu cheia de pena.
Já me ri, já me emocionei até quase às lágrimas (e eu não sou de lágrima fácil), já morri de saudades do Chile (em particular de Pucón), ai...

Nota: o Manual não é de limpezas, é para mulheres de limpeza! ;)
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Está quase no fim e eu cheia de pena.
Já me ri, já me emocionei até quase às lágrimas (e eu não sou de lágrima fácil), já morri de saudades do Chile (em particular de Pucón), ai...

Nota: o Manual não é de limpezas, é para mulheres de limpeza! ;)


Nem imaginas como fico feliz por o livro te estar a encher as medidas. Parece que o meu instinto ainda funciona :)
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Está quase no fim e eu cheia de pena.
Já me ri, já me emocionei até quase às lágrimas (e eu não sou de lágrima fácil), já morri de saudades do Chile (em particular de Pucón), ai...

Nota: o Manual não é de limpezas, é para mulheres de limpeza! ;)



é tãããããaõoo bom! :)
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Último livro da trilogia Millennium, adorei os dois anteriores que me prenderam do início ao fim e este vai pelo mesmo caminho. Vou mais ou menos a meio. Só tenho pena de não conseguir ler mais rápido, mas entre a falta de tempo e o querer saborear o livro, o progresso vai indo devagarinho. Fiquei fã deste escritor (pena ter falecido tão cedo!). Gosto da forma como consegue manter sempre o interesse na história e especialmente da forma como consegue criar uma trama com vários pontos que se vão ligando ao longo do caminho. Estou a ler e de repente tenho um momento "a-ha!" em que percebo a ligação com outra coisa que li mais lá atrás :)
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Uma saga familiar que nos agarra logo desde o início e nos faz acompanhar as vidas de várias gerações de coreanos, entre a Coreia e o Japão (e também, um bocadinho, os E.U.A.), desde 1910 até ao final dos anos 80. Gostei bastante.

E decidi continuar pelo oriente, por isso comecei Seven Japanese Tales, de Junishiro Tanisaki.

E mantenho uma opinião que já tinha: o Japão é mesmo um lugar estranho!
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de Almeida Faria, foi uma boa surpresa. Mais do que uma viagem pela India Portuguesa (Goa e Cochim) o autor vai buscar curtos textos de portugueses que ali estiveram 5 séculos atras, corroborando e completando a sua própria experiência. Gostei.

E ja que estou na India avancei com dois autores que muito aprecio: Joseph Campbell (Mitos de Luz) e Paul Brunton (India Secreta). Ambos emprestados por um bom amigo.
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Comecei a ler "Mitologia Nórdica" de Neil Gaiman, apesar de haver outros livros em lista de espera há mais tempo... Mas não conesegui resistir...
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sou uma fã incondicional deste senhor.
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Disse-me o universo (e a marialeitora) que não devia deixar de o ler. E não é que têm razão?
Uma obra que decorre no coração da Galiza rural, nesses Paços de Ulloa que são um microcosmos do mundo galego, arcaico, violento, passional e mágico.
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...
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Very curious.
Que tal?
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Gostei mais do que estava à espera, porque já em tempos lhe tinha pegado, numa livraria, mas depois de olhar para os desenhos, voltei a pô-lo na prateleira.

Desta vez trouxe-o - para a Pequetinha, que tem andado a perguntar sobre o holocausto, e que ando a subornar (para ela ler mais) com BDs... Mas claro que não resisti, e acabei por o ler também!

Continuei a não gostar do tipo de desenhos - traço espesso, grosseiros - embora reconheça que conseguem ser bastante expressivos.

No início irritou-me bastante o mau inglês, depois lá percebi que era propositado, por o personagem principal ser polaco, mas mesmo assim continuou a irritar-me um bocado...

A história é a que já conhecemos, mas muito bem contada e com o adicional de retratar não apenas a vida das vítimas do holocausto durante a guerra, mas também depois da guerra, a forma como se adaptaram (ou não) à vida "normal", e como aquelas experiências se refletem nas suas próprias vidas e atitudes, e na relação com as outras pessoas, e mais particularmente a família - este livro é escrito pelo filho de dois sobreviventes, mas que nasceu já depois da guerra. Acho que esta foi a parte que gostei mais, talvez por nunca ter lido muito sobre ela.

Quando acabei pensei que tinha gostado bastante, sim, mas que todo o alarido à volta do livro era um exagero. Depois dei-me conta que o livro foi escrito há 30 anos, e que foi das primeiras BDs a tratar um assunto tão sério (só depois apareceriam os Persepolis, Palestina, etc.), e ainda por cima usando animais para representar as pessoas. Daí o alarido, para o bom e para o mau (houve países que só publicaram o livro com modificações, os polacos não gostaram de se ver representados como porcos, alguns judeus levaram a mal que se falasse na polícia judia, etc. etc.).
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Terminei o magnífico livro de Lucia Berlin ("Manual para mulheres de limpeza"). AInda que tenha achado as últimas histórias um pouco mais melancólicas e/ou negras, continuei fascinada até ao fim com a capacidade de as contar desta fulana; mesmo quando regressa aos mesmos temas uma e outra vez, são sempre diferentes e como que completam o quadro que vamos compondo. O quadro de uma vida que deve ter sido muitas coisas (os adjectivos todos que conheço talvez não chegassem para a descrever) mas cheia foi, com toda a certeza. Cheia de coisas boas e más, mas raramente monótona.

Depois li também "As Altas Montanhas de Portugal" de Yann Martel. Este foi já uma leitura menos consensual, mas que me surpreendeu positivamente. Não o achei uma obra muito equilibrada, mas tem aspectos de que gostei muito e, no geral, lê-se muito bem (quero dizer, as partes que não gostei tanto também não custam nada a ler). Acho-o um bom exemplo daqueles casos de um fulano que escreve bem e tem um par de ideias interessantes, mas depois não consegue dar corpo a tudo isso.

marialeitora e irus, ser-vos-ão devolvidos na próxima semana, ok?
Muito obrigada, a ambas, por cada um deles, porque ambas tiveram repsonsabilidade na leitura de qualquer um dos dois ;-)

PS - Comecei mais um outro livro, ainda do molho da lotaria dos autores de países pouco comuns, mas como ainda vou a meio, deixo-o para iniciar a thread de Junho, ali ao lado, já que Maio findou ontem.

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