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Leituras de janeiro, a melhor forma de começar o ano

Eu costumo aproveitar a tranquilidade de 1 de janeiro para passar a tarde a ler, embora ontem o bocadinho que sobrou tivesse sido menor do que esperava.
Mesmo assim acho comecei o ano em grande, com 2 belos livros:

Manual para mulheres de limpeza, Lucia Berlin: livro de pequenos contos muito recomendado e recomendável

Utopia for realists, Rutger Bregman: embora vá ainda nas primeiras páginas, parece-me um livro otimista, que começa por dizer que (mesmo com todas as falhas e problemas) estamos muito melhor do que alguma vez humanidade sonhou; aliás que vivemos agora aquilo que na Idade Média era considerado uma utopia.
Saber que o livro suscitou tanta curiosidade tanto entre os de casa como entre as visitas que já tem 3 ou 4 leitores em lista de espera parece-me outra boa forma de começar o ano.

E vocês, têm em mãos leituras novas, velhas ou estão ainda em ressaca do reveilhão?

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Eu costumo aproveitar a tranquilidade de 1 de janeiro para passar a tarde a ler, embora ontem o bocadinho que sobrou tivesse sido menor do que esperava.
Mesmo assim acho comecei o ano em grande, com 2 belos livros:

Manual para mulheres de limpeza, Lucia Berlin: livro de pequenos contos muito recomendado e recomendável

Utopia for realists, Rutger Bregman: embora vá ainda nas primeiras páginas, parece-me um livro otimista, que começa por dizer que (mesmo com todas as falhas e problemas) estamos muito melhor do que alguma vez humanidade sonhou; aliás que vivemos agora aquilo que na Idade Média era considerado uma utopia.
Saber que o livro suscitou tanta curiosidade tanto entre os de casa como entre as visitas que já tem 3 ou 4 leitores em lista de espera parece-me outra boa forma de começar o ano.

E vocês, têm em mãos leituras novas, velhas ou estão ainda em ressaca do reveilhão?
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Já estou com mais de 2/3 lidos. O texto em espanhol me obriga a algumas idas ao Diccionario Esencial Santillana e as festas de Natal e Ano Novo não me deram muito tempo para a leitura.
A trama é boa, melhor seria se eu entendesse um pouco de xadrez, uma partida é ponto central da narração.
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Por várias razões, achei que uma novela gráfica seria a melhor forma de começar o ano. Entre elas, tenho andado com alguma dificuldade em concentrar-me em textos mais longos/complicados e por outro lado, decidi dedicar mais tempo aos desenhos este ano, e este livro está a servir-me de inspiração.
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Se esse não tiver já com destino reservado, gostava de o ler quando acabares.
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Se esse não tiver já com destino reservado, gostava de o ler quando acabares.

Não, não tem. Vou só ver se a M., que ficou de olho nele, o quer ler, e talvez o L., que também apanhei a espreitar-me por cima do ombro algumas vezes. Mas não é coisa para demorar muito, depois pode seguir para o outro lado do vale.
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Se esse não tiver já com destino reservado, gostava de o ler quando acabares.

Não, não tem. Vou só ver se a M., que ficou de olho nele, o quer ler, e talvez o L., que também apanhei a espreitar-me por cima do ombro algumas vezes. Mas não é coisa para demorar muito, depois pode seguir para o outro lado do vale.


Não há pressa nenhuma, a questão era se já teria destino imediato para lá de trajosmontes. É provável que a minha M. o queira ler também.
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Por várias razões, achei que uma novela gráfica seria a melhor forma de começar o ano. Entre elas, tenho andado com alguma dificuldade em concentrar-me em textos mais longos/complicados e por outro lado, decidi dedicar mais tempo aos desenhos este ano, e este livro está a servir-me de inspiração.



não sei se viste o filme... vale a pena!
https://www.youtube.com/watch?...
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Continuo a precisar muito de leituras humorísticas, e Sedaris é muito simplesmente um génio do género. Este seu conjunto de narrativas não é, como os que tinha lido até agora, daqueles de me pôr a rir à gargalhada nos transportes; são antes vários nacos autobiográficos da infância e da juventude protagonizados pela sua família disfuncional. É impressionante o número de humoristas que os pais disfuncionais geram.
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Precisamente porque tinha um livro empatado a meio gás no último dia do ano e só o terminei hoje, o "Cloud Atlas", um livro chatíssimo e parvíssimo.

Agora vou começar um longo poema publicado pela minha vizinha do segundo andar, cujo nome me falha de momento e de seguida vou passar para BD, com Neil Gaiman (Dias da Meia Noite) e o Kick-Ass :)
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Hallo liebe Community,

ich bin der Tom aus Düsseldorf, bin mit Foren noch nicht so vertraut, bitte entschuldigt, falls ich mich hier falsch vorstelle. Bin gerade über Google auf dieses Forum gestoßen. Ich interessiere mich sehr für eure Themen und werden erst einmal in Zukunft im Stillen etwas lesen. Um euch besser kennenzulernen, möchte ich gerne mehr über euch erfahren. Was macht ihr so? Geht ihr in den Urlaub. Ich werde vermutlich dieses Jahr nach Teneriffa in den Urlaub fahren. Habe mal etwas recherchiert und würde gerne eure Meinung dazu wissen.

Was haltet ihr von diesen Suchergebnissen. Hört sich doch sehr vielversprechend an.

Liebe Grüße aus Düsseldorf
Tom

https://www.google.de/search?...

http://www.google.de/search?...

[Url=http://www.google.de/search?q=teneriffa+gute+restaurants]Gute Restaurants[/Url]

[URL=http://www.google.de/search?q=teneriffa+baden+gehen]Baden gehen[/URL]

<a href=”http://www.google.de/search?q=teneriffa+pyramiden“>Pyramiden in Teneriffa</a>

[url=http://www.google.de/search?q=teneriffa+schwarzer+strand]Schwarzer Strand Teneriffa[/url]

[url]http://www.google.de/search?q=teneriffa+vulkan[/url]

[link=http://www.google.de/search?q=teneriffa+essen+gehen]Essen gehen in Teneriffa[/link]

[url='http://www.google.de/search?q=teneriffa+wetter']Wetter in Teneriffa[/url]

[url="http://www.google.de/search?q=teneriffa+party"]Party auf Teneriffa[/url]

[Url=https://www.google.de/search?q=teneriffa+gute+restaurants]Gute Restaurants[/Url]

[URL=https://www.google.de/search?q=teneriffa+baden+gehen]Baden gehen[/URL]

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o ultimo ALA e o Ouro e cinzas do Paulo Varela Gomes...

ambos recomendáveis!
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dizem que é um clássico mas eu ainda agora comecei por isso não tenho comentários ainda.
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Expiação

de Ian McEwan

Quanto mais leio livros deste autor (a minha actual TBR tem muitos) mais me convenço que é mais um desses "profissionais" que nem toma o cuidado de rever o realismo do seu texto. Uma pena, porque gostava muito dele quando era mais pikena.
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de Ian McEwan

Quanto mais leio livros deste autor (a minha actual TBR tem muitos) mais me convenço que é mais um desses "profissionais" que nem toma o cuidado de rever o realismo do seu texto. Uma pena, porque gostava muito dele quando era mais pikena.


Esse foi o primeiro livro que li dele, e adorei. Os seguintes é que me deixaram a impressão de que falas. Desse gostei mesmo muito. É daqueles em que me recuso a ver o filme, para não estragar a recordação que me ficou.
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Eu penso que os livros perdem a sua magia à medida que vamos experimentando mais, no caso deste autor. Porque, na verdade, são todos muito parecidos e, vendo a coisa com mais calma, têm todos mais ou menos os mesmos "erros de soberba", coisa que inventei agora.

Vou agora a meio, quando terminar logo explorarei este assunto em mais detalhe no meu comentário bloguístico... Apesar de tudo, tem-me dado que pensar, não tanto em termos narrativos mas mais em termos técnicos. :)
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Li "A Idade do Ferro", um livro excelente de J. M Coetzee. Impressionou-me imenso!

Li também o 33º volume da antologia poética "Viola Delta", que é absurda.

Agora leio "O Segredo de Joe Gould", de Joseph Mitchell :)
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Um ring da marialeitora que já tenho cá em casa há mais tempo que eu sei lá, mas por motivos vários, só lhe pude pegar agora - desde já as minhas desculpas aos seguintes da lista. Depois de "O Homem Soviético", seria de pensar que não teriam ficado muito mais atrocidades por contar, vindas deste lado do mundo, mas a natureza humana não deixa de nos surpreender (no pior, mas também no melhor, é importante que se diga!)
Escusado será dizer que estou a gostar muito, mas quando terminar, a ver se pego numa coisa menos negra, porque já são dois seguidos nesta linha... (a Pequetinha mais velha está agora a devorar o Persepolis - Yay! A BD quebrou o feitiço da teenager que não gosta de ler! A seguir mostro-lhe o filme - obrigada pelo link, maria, não conhecia)
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Hoje

Terminei o Gould e li um estranho livro sobre os Monumentos de Leiria escrito à moda dos anos 20. Adormeci várias vezes a meio, mas o livro é engraçado fisicamente :)

Agora estou a ler "Obra ao Negro" de Marguerite Yourcenar. Este é um livro que tenho quase a certeza absoluta de ter lido na minha remota infanto-juventude mas, evidentemente, já não me lembro de nada. Portanto, decidi voltar a ele. Até agora, uma leitura fascinante!
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Terminei o Gould e li um estranho livro sobre os Monumentos de Leiria escrito à moda dos anos 20. Adormeci várias vezes a meio, mas o livro é engraçado fisicamente :)

Agora estou a ler "Obra ao Negro" de Marguerite Yourcenar. Este é um livro que tenho quase a certeza absoluta de ter lido na minha remota infanto-juventude mas, evidentemente, já não me lembro de nada. Portanto, decidi voltar a ele. Até agora, uma leitura fascinante!



ah! um dos meus "livros da vida"... :) A Obra ao Negro é tão, tão bom!
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RE: Hoje

Terminei o Gould...


E o que achaste do Gould? Fui cuscar ao teu blog mas ainda não tens lá nada. Estou curiosa...
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Terminei o Gould...


E o que achaste do Gould? Fui cuscar ao teu blog mas ainda não tens lá nada. Estou curiosa...

Ainda não escrevi, que ainda não tive tempo ;)

O Gould tem uma história curiosa e é sobre uma pessoa curiosa, mas fora isso não tem assim um interesse tão imenso. Aliás, achei até que a forma de escrever era um pouco aborrecida e que o autor se envolve em demasiados detalhes inúteis em algumas ocasiões. Mas lê-se bem rápido, portanto não se perde nada :)
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RE: Hoje



Agora estou a ler "Obra ao Negro" de Marguerite Yourcenar. Este é um livro que tenho quase a certeza absoluta de ter lido na minha remota infanto-juventude mas, evidentemente, já não me lembro de nada. Portanto, decidi voltar a ele. Até agora, uma leitura fascinante!


É um livro assombroso!
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e um início de ano de molho, as leituras não progrediram. Vou lentamente avançando com "In the shadow of the Banyan", um livro bem escrito sobre o genocídio no Cambodja associado ao poder de Pol Pot.

Entretanto, ontem li um mini-livro muito engraçado "Finnish nightmares 2", sobre o modo de ser dos finlandeses. Confirma-se que tenho alma finlandesa (como se houvesse dúvidas) :-)
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Este livro está a ser uma descoberta impressionante. Incómodo e, por vezes,perturbador fala-nos do silêncio e do(s) seu(s) poderes. Uma viagem em busca dos prazeres e dos poderes do silêncio que nos deixa desconcertados e com vontade de imitar a autora. O poder do silêncio é enorme. E o nosso mundo é cada vez menos silencioso.
Se quiserem ler as primeira páginas: http://pdf.leya.com/---/o_livro_do_silencio_bmuc.pdf

Aconselho-o vivamente! Estou a gostar muito!
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Fiquei tentado! :-) Adoro o silêncio (mais uma coisa da minha alma finlandesa)
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Fiquei tentado! :-) Adoro o silêncio (mais uma coisa da minha alma finlandesa)


Esta manhã, depois de acordar com tudo branco e a ver a neve a cair, fui dar um passeio. No silêncio, dei-me conta do ruído das pingas a cair dos ramos, da neve que derretia lentamente. É realmente maravilhoso ter oportunidade de nos apercebermos desses pequenos sons que quebram o silêncio.
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Fiquei tentado! :-) Adoro o silêncio (mais uma coisa da minha alma finlandesa)


Esta manhã, depois de acordar com tudo branco e a ver a neve a cair, fui dar um passeio. No silêncio, dei-me conta do ruído das pingas a cair dos ramos, da neve que derretia lentamente. É realmente maravilhoso ter oportunidade de nos apercebermos desses pequenos sons que quebram o silêncio.



é... e também adoro. A autora do livro, que referi, fala também do lado sombrio do silêncio que pode, até, levar à loucura. Fico fascinada com o que ela conta... e assustada também.
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E não consigo exprimir até que ponto me me comoveu, me intrigou e me divertiu, em partes iguais. Ele descreve, nas suas pequenas narrativas, todos e cada um dos membros da sua família destrambelhada - alguns deles também famosos, como a irmã Amy. Descreve-se também a si, sem dó nem piedade, sempre com um humor delirante, mas ao mesmo tempo tremendamente melancólico. Nem o companheiro escapa. Nem as reacções deles ao facto de ele os aproveitar na escrita. Nem a sua profunda melancolia e impaciência de gay que não cabe em nenhum estereótipo de gay , sejam os criados pelo mundo hetero, sejam os criados pelo universo homossexual.
Dele passei directamente para Quando Perdes Tudo Não Tens Pressa de Ir a Lado Nenhum, de Dulce Garcia. A Dulce é a minha nova editora na Planeta, que vai reeditar o Todos os Dias São Meus. Recebeu-me com elogios que me entonteceram. E eu fiquei para morrer quando li, uns dias depois, numa lista do Expresso, que este seu livro tinha sido considerado um dos melhores de 2017. A minha vida tem andado tão ensarilhada que ignorava totalmente que ela fosse escritora.
Comecei o livro esta tarde e estou a adorar. Mesmo.
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Terminei

"A Obra ao Negro", um livro bem mais simples do que pensava e bem mais interessante do que poderia imaginar.

Além disso, li uma zine chamada "Montanha", uma edição caseira muito divertida com cheiro a serra, e "A Vegetariana", de Han Kang (chegou entretanto e foi logo lido, hihihi)

Agora vou começar "O Sonho dos Heróis", de Adolfo Bioy Casares, um livro que recebi no Natal. :)
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Senti necessidade de intercalar outro tipo de leitura com as Vozes de Chernobyl...
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... quase a acabar, com muita pena, o Manual para mulheres de limpeza, Lucia Berlin. Um magnífico livro de contos (que até nem costuma ser muito o meu género de eleição) mas que se lê quase como uma autobiografia. Porque em todos os contos, ela está presente, seja com nome próprio ou inventado, e como teve uma vida cheia e atribulada - uma infância pobre com o avô que a molestava e a mãe fria e pouco carinhosa, no Texas, uma adolescência privilegiada em Santiago do Chile, entre colégios privados e clubes restritos, 3 maridos, 4 filhos, alcoólica durante grande parte da vida adulta - os contos acabam por refletir todas as experiências e vivências: foi mulher de limpeza, professora, assistente de um médico, administrativa num hospital, tratou da irmã (que estava a morrer com um cancro) durante 2 anos, na Cidade do México. E duas personagens de um conto, podem vir a reencontrar-se noutro conto, 20 anos depois, numa escrita que é contida e luminosa (porque as histórias, por mais sórdidas e tristes que sejam, acabam sempre por incluir momentos de alegria, gestos bons, pessoas que trazem algum conforto, como um médico atento ou um tio divertido). Foi uma excelente maneira de começar o ano.
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... quase a acabar, com muita pena, o Manual para mulheres de limpeza, Lucia Berlin. Um magnífico livro de contos (que até nem costuma ser muito o meu género de eleição) mas que se lê quase como uma autobiografia. Porque em todos os contos, ela está presente, seja com nome próprio ou inventado, e como teve uma vida cheia e atribulada - uma infância pobre com o avô que a molestava e a mãe fria e pouco carinhosa, no Texas, uma adolescência privilegiada em Santiago do Chile, entre colégios privados e clubes restritos, 3 maridos, 4 filhos, alcoólica durante grande parte da vida adulta - os contos acabam por refletir todas as experiências e vivências: foi mulher de limpeza, professora, assistente de um médico, administrativa num hospital, tratou da irmã (que estava a morrer com um cancro) durante 2 anos, na Cidade do México. E duas personagens de um conto, podem vir a reencontrar-se noutro conto, 20 anos depois, numa escrita que é contida e luminosa (porque as histórias, por mais sórdidas e tristes que sejam, acabam sempre por incluir momentos de alegria, gestos bons, pessoas que trazem algum conforto, como um médico atento ou um tio divertido). Foi uma excelente maneira de começar o ano.



esse "Manual" é sumpimpa! também gostei muito! :)
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... quase a acabar, com muita pena, o Manual para mulheres de limpeza, Lucia Berlin. Um magnífico livro de contos

Bem dizias tu...
Ok, vai para a outra fila, a da wishlist :)
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E o sinal disso é que já li mais desde o início de Janeiro do que nos últimos dois anos juntos. A verdade é que, por ter voltado a representar, ando muito de comboio, o que me dá mais um tempinho para ler... Terminei o Livro da Dulce Garcia, do qual gostei mesmo muito, mas que teria beneficiado grandemente de uma boa revisão. Como é possível que uma editora como a Guerra e Paz não tenha um/a revisor/a capaz, ou não tenha sequer? Havia nomes trocados, gralhas e erros. Isso irritou-me bastante. De resto, a história está muito bem construída, e é-me tão familiar em certos pormenores que até me arrepiou. Continuo a achar que é muito difícil um autor escrever credivelmente na primeira pessoa personagens do sexo oposto (acho que só o Chico Buarque me convence 100% nesse aspecto), mas são manias minhas.
Agora estou a estrear-me na Margaret Atwood com um livro que trouxe de uma das piscinas, parece-me, Bodily Harm. Ela é de facto muito boa.
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Terminei o Livro da Dulce Garcia, do qual gostei mesmo muito, mas que teria beneficiado grandemente de uma boa revisão. Como é possível que uma editora como a Guerra e Paz não tenha um/a revisor/a capaz, ou não tenha sequer? Havia nomes trocados, gralhas e erros. Isso irritou-me bastante.


Eu bem sei como é fácil ler um texto nosso 3 vezes e mesmo assim deixar passar erros, porque o nosso cérebro lê o que queríamos ter escrito e não o que lá está. Mas, sendo essa autora editora também, não deveria ter o cuidado de dar a ler o livro a várias pessoas de confiança antes da impressão? Já se sabe que revisores foi coisa que deixou de existir nas revistas, nos jornais e, ao que parece, na maior parte das editoras, por isso deveria haver um maior cuidado da parte do autor. Afinal de contas é sobre ele que vai cair o ónus desses erros e gralhas.
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Terminei o Livro da Dulce Garcia, do qual gostei mesmo muito, mas que teria beneficiado grandemente de uma boa revisão. Como é possível que uma editora como a Guerra e Paz não tenha um/a revisor/a capaz, ou não tenha sequer? Havia nomes trocados, gralhas e erros. Isso irritou-me bastante.


Eu bem sei como é fácil ler um texto nosso 3 vezes e mesmo assim deixar passar erros, porque o nosso cérebro lê o que queríamos ter escrito e não o que lá está. Mas, sendo essa autora editora também, não deveria ter o cuidado de dar a ler o livro a várias pessoas de confiança antes da impressão? Já se sabe que revisores foi coisa que deixou de existir nas revistas, nos jornais e, ao que parece, na maior parte das editoras, por isso deveria haver um maior cuidado da parte do autor. Afinal de contas é sobre ele que vai cair o ónus desses erros e gralhas.


Ela no final agradece a uma pessoa por lhe ter revisto o texto. Não foi grande revisão... A sensação que tenho é que houve ali uma pressa na parte final, já depois do livro escrito, para o editar. Se o livro tiver uma segunda edição, acho que me vou atrever a falar-lhe disto.
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E o sinal disso é que já li mais desde o início de Janeiro do que nos últimos dois anos juntos. A verdade é que, por ter voltado a representar,

Ena, ena, só coisas boas! :)
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E o sinal disso é que já li mais desde o início de Janeiro do que nos últimos dois anos juntos. A verdade é que, por ter voltado a representar,

Ena, ena, só coisas boas! :)



anda cá por casa e viaja! :) queres?

Posso mandar com as lojas de canela que já cá estão há bué!

(manda morada!)
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E o sinal disso é que já li mais desde o início de Janeiro do que nos últimos dois anos juntos. A verdade é que, por ter voltado a representar,

Ena, ena, só coisas boas! :)



anda cá por casa e viaja! :) queres?

Posso mandar com as lojas de canela que já cá estão há bué!

(manda morada!)

Suspeito que ias escrever isto em resposta ao outro post, o da irus e do manual da lucia berlin, não? tem de ser, se não, não faz sentido, heheehhhh!
Suspeito que me estou a enterrar seriamente :(, mas sim, claro que quero! :)
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E o sinal disso é que já li mais desde o início de Janeiro do que nos últimos dois anos juntos. A verdade é que, por ter voltado a representar,

Ena, ena, só coisas boas! :)



anda cá por casa e viaja! :) queres?

Posso mandar com as lojas de canela que já cá estão há bué!

(manda morada!)

Suspeito que ias escrever isto em resposta ao outro post, o da irus e do manual da lucia berlin, não? tem de ser, se não, não faz sentido, heheehhhh!
Suspeito que me estou a enterrar seriamente :(, mas sim, claro que quero! :)



sim! é isso! :)
mando-te a Lucia e a canela!
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E o sinal disso é que já li mais desde o início de Janeiro do que nos últimos dois anos juntos. A verdade é que, por ter voltado a representar, ando muito de comboio, o que me dá mais um tempinho para ler... Terminei o Livro da Dulce Garcia, do qual gostei mesmo muito, mas que teria beneficiado grandemente de uma boa revisão. Como é possível que uma editora como a Guerra e Paz não tenha um/a revisor/a capaz, ou não tenha sequer? Havia nomes trocados, gralhas e erros. Isso irritou-me bastante. De resto, a história está muito bem construída, e é-me tão familiar em certos pormenores que até me arrepiou. Continuo a achar que é muito difícil um autor escrever credivelmente na primeira pessoa personagens do sexo oposto (acho que só o Chico Buarque me convence 100% nesse aspecto), mas são manias minhas.
Agora estou a estrear-me na Margaret Atwood com um livro que trouxe de uma das piscinas, parece-me, Bodily Harm. Ela é de facto muito boa.



é tão, tão bom, ver-te ressuscitar! :)
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é tão, tão bom, ver-te ressuscitar! :)


A coisa boa de ter ficado com a vida feita em pó é que não havia pedaços para colar. Tive de recomeçar do zero. É um processo lento, mas, with a little (big) help from my friends, vou pondo pedra sobre pedra, solidamente.
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de Vargas Llosa. Tinha este livro na lista de leitura, mas estava em Espanhol, pelo que pedi ao meu pai que me trouxesse uma versão em Português: senti que o meu Espanhol não seria suficientemente avançado para este tipo de livro... Infelizmente, o livro que o meu pai me trouxe está a desfazer-se aos bocados, pelo que talvez a leitura se venha a tornar fisicamente difícil, lol :p

Antes disso li também "The Man in the High Castle", de Philip K. Dick, que tinha recebido por aqui :) Um livro assustador.
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Um livro muito bem escrito que me aproximou da realidade do genocídio no Cambodja.
Comecei a ler "Octaedro", do Cortázar. Até agora, morno, pelo menos mais irregular do que outros que li dele. A ver vamos.
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https://www.wook.pt/---/19868427

a história de uma criada...já não me emocionava tanto com uma desde a Juliana do Eça...
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Tendo em conta que já estamos quase, quase a terminar o mês, são vários os livros e as qualidades de livros que tenho para comentar:
- comecei o ano a acabar mais um magnífico Margaret Atwood, um dos últimos, "The Heart Goes Last"; não é dos melhores, melhores dela, tendo em conta tudo o que já escreveu, mas face à maioria das coisas que se publica é sem dúvida uma belíssima obra. Diria que é uma distopia irónica (para não dizer sarcástica, mas isso talvez seja uma adjectivação algo forte) cuja para aí última quarta parte já não me convenceu tanto. 8 estrelas.
- dois contos de Peter Ustinov reunidos sob o título do primeiro: "O Desinformador", que não me convenceram. 5/6 estrelas.
- "O Livreiro de Paris" de Nina George, uma historiazinha simpática, muito poética e um livro que, tenho a certeza, teria adorado nos meus 20 anos; agora já me enjoa um pouco. 6 estrelas.
- "The Gifts of Reading" de Robert Macfarlane, um texto curto editado num mini livro, obviamente uma oferta BC, que se lê em meia hora e não deixa memória. 5 estrelas.
- "Mr. Potter" de Jamaica Kincaid, um livro oriundo da Antígua e que me chegou por via da lotaria dos países pouco usuais; um livro um bocado aborrecido pelo tipo de escrita, que faz lembrar uma lenga-lenga, mas com um ou outro apontamento bem interessante. 6 estrelas

Agora estou a ler dois:
- "O Mercador Português", David Liss - ainda muito no início; não me está a convencer por aí além, mas ainda é cedo para opiniões definitivas.
- "The Mystic Masseur", V. S. Naipul (que pensava que era indiano e afinal é britânico, ainda que descendente de indianos e nascido em Trinidad, nas Caraíbas! É aliás um livro passado neste país e um dos primeiros deste Nobel, de quem só tinha lido um livro bem mais tardio, "A Curva do Rio" mas há já muitos anos), mais um da lotaria dos países pouco usuais - também ainda muito no início mas, ao contrário do anterior, deleitou-me logo às primeiras frases. Reparem só:
"'I know the sort of doctors it have in Trinidad,' my mother used to say. 'They think nothing of killing two three peolple before breakfast.'
This wasn't as bad as it sounds: in Trinidad the midday meal is called breakfast."
:)
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Mesmo, mesmo, no início, mas já rendida.

Acabei ontem as Vozes de Chernobyl, que vão para o carro, para passar à irus na próxima oportunidade.

Também estou a ler online o "Sourcery", do Terry Pratchett, que comecei para intercalar com as Vozes, porque não é possível ler um livro destes de enfiada, há que ir digerindo aos poucos....
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Mesmo, mesmo, no início, mas já rendida.

Acabei ontem as Vozes de Chernobyl, que vão para o carro, para passar à irus na próxima oportunidade.

Também estou a ler online o "Sourcery", do Terry Pratchett, que comecei para intercalar com as Vozes, porque não é possível ler um livro destes de enfiada, há que ir digerindo aos poucos....



gostei tanto! e adoro o João e as traduções do João. Ele é tradutor daquelas línguas nórdicas que ninguém conhece! e traduz maravilhosamente! e é um belo rapz! :)
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Fiz uma pausa no The Fixer porque sou fã incondicional do Daily Show com o Jon Stewart. Esta "Oral History" é isso mesmo, uma recolha das memórias de todos os intervenientes do Daily Show e alguns convidados, entre 1996 e 2016, focada especialmente entre 2000 e 2016.
Tal como eu esperava está a ser uma leitura muito divertida e elucidativa.
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Destaco este mês "A Máscara de África" de VS Naipaul, o qual viajou por 6 países de África procurando ir ao fundo das crenças religiosas africanas. Um relato na primeira pessoa que reputo de valor e de que gostei.

De entre as outras leituras realço :
"Pan" do norueguês Knut Hamsun ( não sei se gostei mas é uma obra bem estruturada e que vale a pena para conhecer este autor).
"O Terceiro Reich" de Roberto Bolano . Bolano sabe mesmo contar uma historia. Ele é um critico do realismo magico Sul-Americano pelo que a sensação de mistérioque percorre o livro termina naquilo que é mais comum : uma realidade prosaica. Na verdade "O 3º Reich" é o nome de um jogo de estratégia.

Finalmente uma biografia do "MI6" os serviços secretos britânicos (por Jose Manuel Diogo). Confesso que gostei ate pelas referencias a escritores que foram treinados como espiões desta agencia : como Somerset Maugham ( sobretudo depois de popularizar a cultura hindu no seu "O Fio da Navalha) e claro.. TE Lawrence. Curioso tb que o poeta irlandês Roger Casement ( que inspirou Joseph Conrad a escrever O Coração das Trevas) foi executado pelo MI6 por ter aceite ajuda alemã para a revolta irlandesa. O livro e pequenino e interessante.

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