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Novo livro da Arundhati Roy

20 anos depois do "The God of Small Things" (Booker Prize em 1997), a autora voltou a publicar um livro de ficção.
Não sei se há fãs dela por aí.
Na altura (com os meus 20 aninhos) gostei muito do livro e estava a sempre a ver quando é que ia aparecer um novo romance... não podia imaginar que ia ter de esperar 2 décadas :)
Entretanto a Arundhati esteve mais dedicada ao ativismo político e, pela crítica do público, este livro espelha um pouco disso:
"embora esteja inserida na categoria de ficção, é, também, uma transposição de toda uma agenda política fortemente militante"
https://www.publico.pt/---/um-romance-tao-monstruoso-deslumbrante-e-avassalador-como-a-india-1777364

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20 anos depois do "The God of Small Things" (Booker Prize em 1997), a autora voltou a publicar um livro de ficção.
Não sei se há fãs dela por aí.
Na altura (com os meus 20 aninhos) gostei muito do livro e estava a sempre a ver quando é que ia aparecer um novo romance... não podia imaginar que ia ter de esperar 2 décadas :)
Entretanto a Arundhati esteve mais dedicada ao ativismo político e, pela crítica do público, este livro espelha um pouco disso:
"embora esteja inserida na categoria de ficção, é, também, uma transposição de toda uma agenda política fortemente militante"
https://www.publico.pt/---/um-romance-tao-monstruoso-deslumbrante-e-avassalador-como-a-india-1777364
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Tenho ali "O Deus das Pequenas Coisas" para ler. Foi um presente de um amigo. Há anos, folheei-o e pareceu-me muito interessante. Trouxe-o para a ilha há uns meses com a ideia de que seria uma leitura inspiradora, mas confesso que, às primeiras páginas, já não lhe achei tanta piada. Talvez fosse um mau dia. Guardei-o para ler depois (o que quer que seja que esse "depois" signifique).

Li dela outro livrinho pequeno, de que não me lembro o nome, mas estava de facto relacionado com esse activismo. E gostei.
Já tinha visto a publicidade a este novo livro. Mas como ainda não li "O Deus das Pequenas Coisas", decidi refrear-me :-)

Mas, bom, bom, é ver-te por aqui de novo :-)
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gostei dos "deuses das pequenas coisas" há uns anos...
este artigo convenceu-me!

Obrigada ;) é bom ver-te por aqui...
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Como é bom este "registo BC": eu li esse livro (o de há 20 anos) exactamente através aqui da seita e agora fui reler o que à época tinha escrito - sim, porque foi já em 2005 - e confirmei porque não me lembrava dele oe de me ter deixado marca. Não gostei muito, foi um livro que me desiludiu, talvez pelas expectativas que tinha.
Para já vou também refrear-me. Depois, se vocês me disserem muito, muito bem dele, quem sabe...! :)
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...apesar de o ter na pilha TBR há anos e anos. Gostei, mas não me deslumbrou, talvez porque ultimamente tenha andado a ler outros livros bastante bons. Já tinha ouvido qualquer coisa sobre este novo livro no canal do Youtube do BookRiot, mas este artigo é muito mais interessante - obrigada.
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Mmm

Coisa estranha, tirei ontem da TBR um outro livro dessa autora! :o Pessoalmente, não gostei muito do Deus das Pequenas Coisas...
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já há uns bons anos. Lembro-me que não fiquei propriamente deslumbrada mas gostei muito de algumas coisas.
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“Na hora mágica, depois de o Sol se pôr mas quando a luz ainda não se foi, exércitos de grandes morcegos, chamadas raposas-voadoras, desengancham-se das figueiras-de-bengala no velho cemitério e pairam sobre a cidade como fumo. Quando os morcegos saem, os corvos voltam para casa. Nem todo o barulho da sua chegada preenche o silêncio deixado pelos pardais desaparecidos pelos velhos abutres-de-dorso-branco, guardiões dos mortos há mais de cem milhões de anos, que foram dizimados. Os abutres morreram envenenados por diclofenaco. O diclofenado, ou aspirina-das-vacas, dado ao gado como relaxante muscular, para aliviar a dor e aumentar a produção de leite, atua – atuava – como um gás neurotóxico nos abutres-de-dorso-branco. Cada vaca ou búfalo leiteiro quimicamente relaxado que morria transformava-se em isco envenenado para os abutres. Enquanto os bovinos se tornavam melhores máquinas de lacticínios, enquanto a cidade consumia mais gelados, nogados, bolachas de manteiga de amendoim e pepitas de chocolate, e bebia mais batidos de leite e manga, os pescoços dos abutres vergavam-se como se eles estivessem demasiado cansados e não conseguissem pura e simplesmente ficar acordados. Barbas prateadas de saliva pingavam-lhes dos bicos e, um a um, tombavam dos seus ramos, mortos. Poucas pessoas repararam na morte dos velhos pássaros amistosos. Havia tanto mais a que aspirar.”

Glup.
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“Na hora mágica, depois de o Sol se pôr mas quando a luz ainda não se foi, exércitos de grandes morcegos, chamadas raposas-voadoras, desengancham-se das figueiras-de-bengala no velho cemitério e pairam sobre a cidade como fumo. Quando os morcegos saem, os corvos voltam para casa. Nem todo o barulho da sua chegada preenche o silêncio deixado pelos pardais desaparecidos pelos velhos abutres-de-dorso-branco, guardiões dos mortos há mais de cem milhões de anos, que foram dizimados. Os abutres morreram envenenados por diclofenaco. O diclofenado, ou aspirina-das-vacas, dado ao gado como relaxante muscular, para aliviar a dor e aumentar a produção de leite, atua – atuava – como um gás neurotóxico nos abutres-de-dorso-branco. Cada vaca ou búfalo leiteiro quimicamente relaxado que morria transformava-se em isco envenenado para os abutres. Enquanto os bovinos se tornavam melhores máquinas de lacticínios, enquanto a cidade consumia mais gelados, nogados, bolachas de manteiga de amendoim e pepitas de chocolate, e bebia mais batidos de leite e manga, os pescoços dos abutres vergavam-se como se eles estivessem demasiado cansados e não conseguissem pura e simplesmente ficar acordados. Barbas prateadas de saliva pingavam-lhes dos bicos e, um a um, tombavam dos seus ramos, mortos. Poucas pessoas repararam na morte dos velhos pássaros amistosos. Havia tanto mais a que aspirar.”

Glup.



leste a entrevista, na E? convenceu-me a ir comprá-lo...comecei-o ontem...
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leste a entrevista, na E? convenceu-me a ir comprá-lo...comecei-o ontem...


Não tenho lido quase nada, uma ou duas páginas de um livro e pouco mais.
Tenho andado em trabalhos braçais, à noite caio na cama e apago. Tropecei neste início, que me chamou a atenção. Mas vou assobiar para o lado, nos próximos tempos.
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Fiquei rendido. A princípio pensei que estava a ler a "thread" sobre as leituras de Agosto. Pensei: "isto é indiano!" E depois: "quero ler". Mas, por agora vou fazer como a irus e assobiar para o lado :-)
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Idem, a assobiar para o lado.
Como se já não bastassem os países pouco usuais e os anéis que se me enfiam nos dedos, por aqui!
Vade retro, dona leitora!

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