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Com o calor instalado, o que nos traz Julho em leituras?

Eu comecei o mês com um húngaro, "Cold Days" de Tibor Cseres. É um livrinho de 1964 e cujo título se tornou naquele país sinónimo de tudo o que é mau, selvagem, sem-sentido, brutal e que carrega as sementes da retaliação. É a história de um massacre perpetrado pelos húngaros em território jugoslavo, em 3 dias de Janeiro de 1942, relembrado por 4 soldados agora presos numa mesma cela.
Ainda estou só no princípio.

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Eu comecei o mês com um húngaro, "Cold Days" de Tibor Cseres. É um livrinho de 1964 e cujo título se tornou naquele país sinónimo de tudo o que é mau, selvagem, sem-sentido, brutal e que carrega as sementes da retaliação. É a história de um massacre perpetrado pelos húngaros em território jugoslavo, em 3 dias de Janeiro de 1942, relembrado por 4 soldados agora presos numa mesma cela.
Ainda estou só no princípio.
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É um livro que se lê bem, mas devagar, por ser grande (mais de 600 páginas) e denso - passa-se no fim do século XIX e a história está recheada de referências (e personagens) históricas, que enriquecem bastante o enredo, construído à volta dos amores e desamores de três famílias cujos destinos se cruzam.
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Uma boa leitura apocaliptica.
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De Camilo José Cela

A ver se em Português compreendo melhor este senhor :)
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de quem ouvi falar e de que estou a gostar muito:

https://www.wook.pt/---/19279195

(estou a ler em espanhol. saquei um epub dum sítio que eu cá sei...)


claro que sim!)
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e o seu "More One Minute Stories"
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Um poeta que ainda não conheço.
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de Joanne Harris

Um livro assim mais soft para intervalar com os clássicos que tenho apanhado na nova TBR :)
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Espero que este thriller me surpreenda pela positiva. Pelas críticas que li no goodreads há quem tenha adorado e quem tenha odiado o livro, pelo que estou bastante curiosa para tirar as minhas próprias conclusões.
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Estou mais ou menos a 1/3 do livro e a gostar bastante.
Já tinha lido "Half of a Yellow Sun" há uns tempos e ficado fã da escritora.
Os 2 livros situam-se na Nigéria mas retratam contextos bastante diferentes.
Enquanto o "Half of a Yellow Sun" se passa durante a Guerra do Biafra (o título do livro refere-se à bandeira do estado independente efémero do Biafra), este livro dá voz a uma adolescente cuja vida é completamente controlada pelo pai, um fanático religioso católico.
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Continuo a deleitar-me com Americanah que felizmente é um calhamaço que ainda vai durar um bom bocado.
Ao contrário da Flor do Hibisco, o único livro que tinha lido dela e é passado inteiramente na Nigéria, este viaja entre a Nigéria, os EUA e a Inglaterra, mostrando-nos as dificuldades que os negros enfrentam quando emigram (ou tentam) para estes países. Faz uma análise muito certeira das questões do racismo, das suas gradações conforme os vários tons de pele, da forma como as pessoas (mesmo aquelas com as melhores intenções) reagem perante a diferença nos outros. Tem-me posto a pensar em muitas coisas, como a necessidade de disfarçar a africanidade - que poderia ser a portugalidade, no caso dos portugueses que vão para fora.
Mais do que recomendável.
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falta-me esse "Half of a Yellow Sun" em que ainda quero pegar um dia destes. E penso que há um outro qualquer, não-ficção, que talvez seja também interessante.
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de Jorge de Sena

Entretanto li também "Aura", de Carlos Fuentes :>
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Acabei hoje

David Copperfield, de Charles Dickens, de que gostei bastante. Adoro quando leio algo de um grande escritor e chego ao fim a perceber porque é que o livro é uma obra-prima e aqui foi, sem dúvida, o caso.

No meio fui lendo, e já acabei também, um livro com o título "As 100 piores ideias da História" (Michael N. Smith e Eric Kasum). É um livro divertido e despretensioso, com o qual aprendi algumas coisas.
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Acabadinho de começar.
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Acabadinho de começar.



gostei tanto! :)
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Depois de tanto tempo à procura dele finalmente encontrei-o...e está a ser uma valente desilusão... :(
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Depois de tanto tempo à procura dele finalmente encontrei-o...e está a ser uma valente desilusão... :(


Aconteceu-me o mesmo. Não desgostei, mas estava à espera de outra coisa. É o problema das expectativas... A minha opinião, de finais do ano passado:

"After so many years whishing for this book, because of the reviews about it, I had high expectations. That's probably why I didn't like it so much, at first. I felt that the book, at a certain point, is only a simple description of the rituals, the details of everyday life, the beliefs of the people of a small tribe. It's very interesting, as tribal life in an African country, but I wanted more information about the characters: the 3 wives of Okonkwo, their children, even his friends serve only as a background for the village life. Maybe that was the intention of the author, but I wanted more.

After the second part, when O. has to leave his village for a 7 year period, the plot gets more interesting, with the arrival of the white man and the consequences that arise, with the new religion versus the clan ancient beliefs.

In the whole it was an interesting reading, although not the master piece I was expecting. My bad, probably."
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Depois de tanto tempo à procura dele finalmente encontrei-o...e está a ser uma valente desilusão... :(


Aconteceu-me o mesmo. Não desgostei, mas estava à espera de outra coisa. É o problema das expectativas... A minha opinião, de finais do ano passado:

"After so many years whishing for this book, because of the reviews about it, I had high expectations. That's probably why I didn't like it so much, at first. I felt that the book, at a certain point, is only a simple description of the rituals, the details of everyday life, the beliefs of the people of a small tribe. It's very interesting, as tribal life in an African country, but I wanted more information about the characters: the 3 wives of Okonkwo, their children, even his friends serve only as a background for the village life. Maybe that was the intention of the author, but I wanted more.

After the second part, when O. has to leave his village for a 7 year period, the plot gets more interesting, with the arrival of the white man and the consequences that arise, with the new religion versus the clan ancient beliefs.

In the whole it was an interesting reading, although not the master piece I was expecting. My bad, probably."



é isto! fui eu que escrevi, não fui? :p é isso que estou a sentir... :/
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Eu vou lendo a pouco e pouco alguns livros de BD e de vez em quando lá descubro algumas histórias (e desenhos) interessantes... As últimas terão sido "Daytripper" de Fábio Moon e Gabriel Bá, "A Casa" de Paco Roca, "Armazém Central - Serge" (o segundo volume, sendo que há um primeiro, claro, que eu desconhecia! E pelo menos mais dois a seguir) de Loisel & Tripp...
Hoje comecei o primeiro álbum do Astérix pós-Uderzo (textos de Jean-Yves Ferry e desenhos de Didier Conrad), "Astérix entre os Pictos", após o qual já só me faltarão 2 livros para ter lido a colecção completa.
E ando igualmente a ler um livro bastante interessante com ilustrações e textos ao estilo de pequenas crónicas e histórias de viagens (uma espécie de diário) da autoria de André Carrilho, cujo título é "Inércia". Interessante.
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É uma BD, que comprei para a catraia, que anda entusiasmada com a mitologia grega (graças ao Percy Jackson, bendito seja), mas muito pouco com o francês, que começou este ano a aprender na escola.
Claro que não resisti, e acabei também por o ler. O responsável pelos textos é Luc Ferry, de quem li há tempos, aqui pelo BC, e gostei muito, "A Sabedoria dos Mitos".
Os desenhos, de Pierre Taranzano, são também muito bons. Gostei bastante, agora só tenho que arranjar os volumes 2 e 3, porque quando o comprei não me apercebi que o livro não continha a história completa, todos os outros que folheei, antes de me decidir por este, eram volumes únicos...
Aqui podem ver-se algumas páginas (o site, bdgest.com, também tem outras coisas bastante interessantes):
https://www.bdgest.com/preview-2033-BD-iliade-l-bruneau-taranzano-la-pomme-de-discorde.html
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La pomme de discorde (L'Iliade, #1) de Clotilde Bruneau, Luc Ferry,



olha aqui: https://www.youtube.com/watch?...

(quando ouvi Luc Ferry fui espreitar...)
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Obrigada, já fui espreitar e parece realmente ser uma coleção muito boa. Na próxima viagem já trago mais uns quantos...
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Muito interessante! Espero que um dia façam a tradução, até porque a minha filha mais velha tem um nome que vem destas andanças :-) Mas ela estuda Alemão e Inglês. A ver vamos...
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Terminei Martín Fierro, de José Hernandez (um clássico da literatura argentina) e também terminei "More One Minute Stories", de István Örkény.

Comecei a ler A Tristeza dos Anjos, de Jón Kalman Stefánsson - uma generosa oferta de uma querida Bookcrosser.
E que bom é voltar à Islândia (aquelas lindas horas do anoitecer e do amanhecer no Inverno, e aquelas noites das auroras boreais)!
:-)

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Treze contos sobre pessoas comuns e suas atividades do cotidiano. Livro publicado pela primeira vez em 1960, mas alguns contos foram escritos muito antes da publicação.
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Treze contos sobre pessoas comuns e suas atividades do cotidiano. Livro publicado pela primeira vez em 1960, mas alguns contos foram escritos muito antes da publicação.



que coincidência incrível! comecei esta tarde, esse livro :)
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Mesmo no início, depois de ter terminado do The Children's Book, que recomendo. Este foi o último livro do lote que ganhei na lotaria de inverno de 2015! O que significa que, finalmente, estou pronta para participar na próxima sem ser "só para envio"!
Jota-P, não queres que to envie de volta, uma vez que não o chegaste a ler?
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Jota-P, não queres que to envie de volta, uma vez que não o chegaste a ler?


Agradeço a oferta, mas não dá... No contexto actual, não consigo arranjar disponibilidade "mental" para livros em Português, quanto mais em Inglês! Mas fico muito contente que tenhas gostado de o ler. De facto, pela sinopse, pareceu-me um livro interessante e foi por isso que to enviei, sabendo igualmente não terias dificuldades em ler em Inglês!
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Mas com o livro "Fernão de Magalhães" :)
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(que não me encheu as medidas, mas é um livro interessante ao mostrar a escalada do terror, ao ponto de levar "pessoas normais" a cometer atrocidades e como o medo é tão parte disso tudo. Enfim...) peguei na oferta natalícia do Arvores, uma colectânea de contos de autores 'tugueses, "uma dor tão desigual"; ainda muito no início, o conto do Afonso Cruz não me agarrou excepto na última meia dúzia de (pequenos) parágrafos.
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"We should never wait for science to give us permission to do the uncommon; if we do, then we are turning science into another religion. We should be brave enough to contemplate our lives, do what we thought was 'outside the box', and do it repeatedly. When we do that, we are on our way to a greater level of personal power".

O livro é sobre Física Quântica. E não só :-) Até agora, muito interessante.
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Um daqueles livros sobre livros, só por isso interessante.
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"laços de família" da Lispector
e

"Nada a dizer" da Elvira Vigny que morreu um destes dias e de quem eu nunca tinha ouvido falar...

ambos recomendáveis!
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mesmo no início, depois de terminar as Bibliotecas cheias de fantasmas, que era fininho e se lê num instante.
A gostar bastante, para já. O livro parte de um diário pessoal de Marie Curie, onde ela "conversa" com o marido, morto ainda bastante novo num acidente, e a autora acaba por fazer uma reflexão sobre a perda do seu próprio marido.
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Um Ring. Estou a gostar imenso.
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Novata

Gostaria de conversar sobre escrita, lancei dois livros, mas queria debater sobre alguns conflitos na hora da produção. Estou escrevendo o meu terceiro livro, entretanto estou com alguns bloqueios criativos. Alguém sabe como ajudar? Quero basicamente fazer amizades para conversarmos sobre esse assunto.
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RE: Novata

Olá, bem vinda :)

Se pudermos ajudar nalguma coisa, é só dizer! =D
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RE: Novata

Bem-vinda Priscila!
Por aqui somos todos mais consumidores que "produtores", não sei se será o sítio que procuras! Mas alguma dúvida sobre o funcionamento do espaço, dispõe!
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Ontem

Estive a ler "A Vida é Breve", de Jostein Gaarder

Agora vou começar "A Criação do Mundo", de Miguel Torga :)
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RE: Ontem

Gosto muito de Miguel Torga!
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Eu gostei imenso deste livro, realmente inspirador! =D
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depois de terminar o épico The Fireman do Joe Hill, que me encheu as medidas até às páginas finais e depois... pffff. Comecei a autobiografia do guitarrista dos Sex Pistols, claro que não foi escrita por ele, pois o próprio admite que não sabe ler nem escrever mas é uma boa narrativa da sua vida até agora.
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Uma biografia pelo Freitas do Amaral que, sendo um pouco horribilis, escreveu o livro com muito carinho (e nota-se!). Infelizmente, a técnica poderia ser um pouco melhor, o que é de certa forma inesperado.
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São duas histórias paralelas, que ainda não percebi se e como se vão cruzar, mas qualquer delas escrita de forma tão envolvente (quase hipnótica, diria eu), que se torna difícil de largar.
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Comecei a ler esta obra em Inglês, e estava a gostar (percebo o que dizes em relação à forma como está escrito) mas depois arranjaram-me a tradução para português e lá ficou na TBR à espera... A ver se lhe pego em breve!
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Eu na altura estava a amar e devorar o primeiro volume, mas a partir do segundo.... Bem, logo verão.

Mas foi o livro que me fez praticamente desistir do Murakami
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É engraçado como quanto mais leio contos, mais percebo como é difícil escrevê-los (bons). Ao contrário do que se possa pensar, não é como escrever um romance mas em tamanho curto. Muito menos deve ser visto como "campo de ensaios" para obras maiores ou mais aprofundadas. Porque nessas perspectivas simplesmente não resultam.
Este livro é um bom exemplo disso e reunindo um grupinho de escritores com obras de que já gostei bastante, aqui senti-me quase defraudada. Nenhum deles me maravilhou, nem pouco mais ou menos. No entanto, gostei de ler Dulce Maria Cardoso e Joel Neto. Com todos os restantes fiquei com aquela sensação de "quê, era isto? pfff".
Continuarei sempre a insistir, pois quando são bons, os contos são um género de que gosto muitíssimo.
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A propósito de uma sugestão de uma amiga que vive na República Checa, fui buscar à biblioteca "A Sala de Vidro", de Simon Mawer. Como não leio sinopses antes de ter lido os livros, não sei do que trata a história. Mas penso que será interessante... Parece que se passa na Checoslováquia dos anos 30... A ver se se confirma.
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Ó jota! Jota! Desisti do livro do valter (homens imprudentemente poéticos) :-)
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Atonces? Puquê? ;____;



Porque o VHM é...um chato? :)

(desculpem meter-me na conversa mas o menino não me convence ...)
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Ó jota! Jota! Desisti do livro do valter (homens imprudentemente poéticos) :-)


Olha, não sei que te diga. Eu gostava de gostar do VHM (e acho que é por isso que tento ler os livros que ele vai escrevendo), mas não consigo perceber o endeusamento que se lhe faz sempre que lança um livro. Na minha opinião, não é justificado.
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e apesar de ainda só ter lido umas 20 das cerca de 380 páginas, estou rendida.
Foi o primeiro livro que me chegou da lotaria dos "unusual countries". Hoje chegaram mais três e foi uma alegria abrir a caixa do correio, como calculam.
Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!
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Foi o primeiro livro que me chegou da lotaria dos "unusual countries". Hoje chegaram mais três e foi uma alegria abrir a caixa do correio, como calculam.
Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!


Não calculamos nada, porque não nos contas essa coisas ;(

(irus cruza os braços e amua)
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A menina conta ganhou o tal sorteio/lotaria internacional que eu estava a organizar sobre autores de países fora do comum. Bem feita para ela! Agora vai ver crescer a sua montanha TBR :-P
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A menina conta ganhou o tal sorteio/lotaria internacional que eu estava a organizar sobre autores de países fora do comum. Bem feita para ela! Agora vai ver crescer a sua montanha TBR :-P

Tal qual.
Mas eu estava exactamente a contar isso, não percebo o amuo D. irus. ;)
E claro que calculam como é bom, que aqui toda a gente sabe a alegria que é ter 3 livrinhos à nossa espera na caixa do correio.
E isso, por acaso, não esperava nesta lotaria. Dado virem de países diferentes, nunca pensei que chegassem assim em trio. :)
O aumento da pilha TBR é o 'downside' da coisa, mas ao menos não se inscreveu assim taaaanta gente, não há-de ser drama.
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Ainda não percebi se está mesmo mal escrito, se tem erros de ortografia porque faz parte da personagem ou se está mal traduzido.

Leitura rápida que só me está a causar raiva por nenhuma razão aparente.
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Pnin

Mais um livro maluco de Nabokov
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Nas primeiras páginas.

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Camilla Lackberg
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já li vários:
-"Cidades de Papel" - o meu primeiro John Green. Li-o porque mo emprestaram e porque tinha alguma curiosidade (tinha visto o trailer da adaptação cinematográfica e há aquele buzz todo sobre a "culpa das estrelas"...), mas não gostei muito. A parte de seguir as pistas e a forma como elas estão entrelaçadas até está engraçada, mas demora-se bastante a chegar a uma conclusão e depois o desenlace não é compensador.

-"Os Sensos Incomuns", de Maria Isabel Barreno (uma das Três Marias): um livro pequeno com um conjunto de pequenos contos desta escritora que eu nunca tinha lido. Gostei da escrita dela mas voltei a confirmar que não gosto de ler contos... prefiro histórias mais desenvolvidas... :)

-"Terra de Neve", de Yasunari Kawabata (Prémio Nobel de 1968): um livro com uma linguagem poética, que nos transporta para um Japão tradicional das zonas montanhosas, bom para quem dá mais valor à escrita do que à história... :)

E agora estou a ler uma espécie de romance histórico que me tinha sido oferecido há uns anos: "A sexta mulher" de Suzannah Dunn.
O título engana porque promete uma história sobre a sexta mulher de Henrique VIII, Katherine Parr, mas na verdade é sobre a relação inventada de uma amiga dela com o marido que ela desposou depois de ficar viúva do rei. Tem mais de romance cor-de-rosa que de histórico.
Além disso, a linguagem moderna e alguns anacronismos não ajudam a viajar no tempo. Por ex: "Thomas disse-me que na tarde seguinte não estaria disponível. Um amigo da região vinha visitá-lo e iam os dois jogar ténis." A sério? Em 1548? :)
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Além disso, a linguagem moderna e alguns anacronismos não ajudam a viajar no tempo. Por ex: "Thomas disse-me que na tarde seguinte não estaria disponível. Um amigo da região vinha visitá-lo e iam os dois jogar ténis." A sério? Em 1548? :)


Também arregalei os olhos com o ténis, mas olha o que diz na Wikipedia:

Predecessors:
Historians believe that the game's ancient origin lay in 12th century northern France, where a ball was struck with the palm of the hand.
(...)
It wasn't until the 16th century that rackets came into use, and the game began to be called "tennis", from the French term tenez, which can be translated as "hold!", "receive!" or "take!", an interjection used as a call from the server to his opponent. It was popular in England and France, although the game was only played indoors where the ball could be hit off the wall. Henry VIII of England was a big fan of this game, which is now known as real tennis.

e esta, hem?
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Obrigada pela info Pequete. Nunca imaginaria Henrique VIII a jogar ténis. :/
Estava mesmo convencida que o jogo só teria surgido lá para o século XVIII.
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do mesmo autor do "The Gene, an intimate history", Siddhartha Mukherjee, de quem já sou fã.

Entretanto terminei o 1Q84 do Murakami, que lá mais para o final acabou por me desapontar um bocado.
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Li "Mr Potter", de Jamaica Kincaid (autora de Antígua e Barbuda). Não tendo sido nada de extraordinário, teve passagens que me deixaram a pensar, e ajudou-me a cumprir mais uma etapa do desafio "1 país - 1 autor".
Já está nas mãos da vencedora da lotaria de autores de países fora do comum, ou seja, a xodôna conta.

De seguida vou pegar de novo no "Hereges", do Leonardo Padura, que já está comigo há séculos. Mas com aquela coisa de ter ficado sem óculos durante quase dois meses, e depois com umas coisas tramadas para resolver na escola das miúdas, perdi o fio à meada, e talvez tenha de começar de novo (ou quase) :-( Enfim, logo se vê. Em última hipótese, faço-o seguir caminho e depois volto a ele quando os deuses quiserem que nos cruzemos de novo. Mas, vou tentar, porque estava a gostar bastante (mil perdões, senhora cometa! - olha, de repente lembrei-me que esta noite sonhei contigo; devem ser os remorsos)
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Li "Pelo bem comum", uma reportagem de Arundhati Roy de que não gostei nada;
"A História do Senhor Sommer", de Patrick Süskind, que achei muito querido e divertido (além de que se lê num instante!);
e "Os Comedores de Pérolas", de João Aguiar, com uma história que se passa em Macau e que foi muito interessante.

Agora estou a ler "O Hotel New Hampshire" de John Irving, de que estou a gostar bastante. :)
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Eu continuo a ler o muito interessante "A Sala de Vidro", de Simon Mawer um romance que tem como inspiração a Villa Tugenhadt, em Brno (República Checa), uma casa construída de acordo com o projecto do arquitecto Ludwig Mies van der Rohe, no fim dos anos 20, e segundo os princípios estéticos modernistas: http://www.tugendhat.eu/---/the-building.html

Até agora, está a ser muito interessante (ainda que tenha partes algo folhetinescas, como a personagem Kata - não posso dizer muito mais, pois isso estragaria a leitura a futuros leitores!)
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Depois do desalento causado pela forma abrupta como terminou o 1º volume, agora estou mais reconciliada - afinal, a história pega exatamente no ponto onde foi deixada.
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Durante o dia o "Half a Lifelong Romance" de Eileen Chang e à noite antes de dormir, o há muito iniciado (e muito interrompido e só agora a agarrar, depois de ler umas quantas páginas seguidas, ao invés da meia página habitual antes dos olhos se fecharem) "The Goldfinch" de Donna Tartt. Este vai com certeza acompanhar-me muito tempo (são umas 800 ou 900 páginas) por isso não sei se Agosto trará notícias, hehehehhhh!
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E em boa hora o fiz. Voltei a lê-lo do início e já tinha saudades deste tipo de literatura (isto é, de literatura) :-)
Também vai dar para umas semanas, mas vamos no bom caminho.
A intervalos, continuo com "Breaking the habit of being yourself", do Dr. Joe Dispenza.
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ABSOLUTAMENTE brilhante ...ando a lê-lo "de queixo caido", literalmente

https://www.wook.pt/---/19278255
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Em Espanhol, que torna tudo mais complicado, mas mesmo assim isto é de uma agressividade que até corta a respiração

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